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fevereiro 2016

Buenos Aires: Passeo de la Historieta

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Se pensarmos em cartoon e Buenos Aires, não tem como não lembrarmos da Mafalda. Talvez o cartoon mais famoso da argentina, Mafalda é uma mocinha muito esperta e preocupada com o futuro do mundo. O cartoon tem críticas políticas, ambientais, vindo das palavras de uma garotinha muito simpática. Quem já foi a Buenos Aires, ou já leu sobre seus pontos turístico, sabe que a estátua da Mafalda está na lista do lugares para se visitar. Mas a cidade tem outros personagens que estamparam os quadrinhos dos jornais ao longo da história e para não deixar a Mafalda sozinha, se criou o Passeo de la Historieta, que nos fomos conhecer e que começa claro,  com a Mafalda. Saímos de são Telmo, onde a Mafalda está sentadinha em um banco de praça e seguimos por cerca de 10 quadras até El Museo del Humor, em porto madeiro, onde o passeio termina. Ao longo do seu trajeto, pelas quadras se encontram as estátuas dos15 personagens mais conhecidos da Argentina.

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Confira abaixo o nosso passeio e um pouco mais sobre as histórias em quadrinhos da Argentina.

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Mafalda, Manolito e Susanita. Mafalda é conhecida por representar os argentinos em todo o globo terrestre. Ela também é muito reflexiva, idealista, comprometida .Susanita é a melhor amiga de Mafalda, mas adora contrariá-la. Sem muitas aspirações, deseja casar-se com um homem elegante, ter muitos filhos e ser dona de casa. Manolito é um garotinho muito esperto e que ajuda o seu pai no armazém. Esses três personagens foram criados por Quino, em 1964.

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Isidoro Cañones é o mauricinho, o playboy, o cara que realmente gosta da boa vida. Ele é carismático, divertido, muito querido. É rico e muito irresponsável. Este personagem é criação de Dante Quinterno, em 1935. Mas somente em 1968 foi que Isidoro ganhou sua revista.

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Larguirucho é um bonachão de bom coração. É ingênuo, porém metido a malandro. Deixa-se influenciar pelos outros, o que faz com que, algumas vezes, prefira andar fora da linha. Tem um comportamento típico argentino. As crianças o adoram. Súper Hijitus é a versão super-herói de Hijitus que aparece para acabar com a injustiça. O seu grande poder é o seu chapéu. Esses dois personagens foram criados por García Ferré, em 1955.

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Matías. É um personagem, relativamente, novo, já que foi criado em 1993.  é uma criança travessa, simpática e inocente. Vive da escola para casa e gosta de estar no bairro onde mora. Tenta desvendar o mundo dos adultos através do olhar infantil. Nas tirinhas não aparecem adultos, somente aparecem as respostas de suas perguntas. O medo, o desejo e a imaginação do pequeno são o eixo principal da história, sempre tratada com muito humor.

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Don Fulgencio pode ser conhecido como o homem que não teve infância. É como se tivesse nascido com a idade e o tamanho que tem. Inocente e bonachão, Fulgencio não quer saber de crescer. Ele é a representação da criança que todos carregamos dentro do peito. Poderia ser considerado como a criatividade infantil que vive em cada um de nós. Foi criado por Lino Palacio, em 1938.

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Clemente é o representante da torcida argentina. E tem muito em comum com o brasileiro: gosta de futebol e mulher. É um personagem engraçado e tem um humor ácido. Tem um sonho de “pibe” (criança): se tornar jogador do Boca Juniors e ser convocado pela seleção Argentina.

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Chicas Divito. mulheres lindas, com suas curvas sexys e exuberante sensualidade. Representam a mulher argentina da década de 1950. Criadas por Guillermo Divito, em 1944, elas fizeram muitos portenhos sonharem com elas e causou muita inveja nas mulheres.

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Patorozú. É um cacique puro, simples, generoso, valente e justiceiro. A nobreza e a integridade também formam parte do seu ser, ele é amante da natureza e protetor do meio ambiente.

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Forma infantil de Patorozú e Isidoro Cañones, ou, como são conhecidos, Patoruzito e Isidorito.

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Gaturro. Um verdadeiro anti-herói, o gato é um observador, sonhador, romântico e curioso, muito curioso. Mostra o animalzinho mais criado pela família de classe média argentina, um gato. Criado em 1993, por Nik, o conceito continua bastante atual, em se tratando de animais em Buenos Aires. Apesar de ser a muito criativo, sua personalidade varia de acordo com a pessoa que está. É uma espécie de espelho, reflete o que vê.

 

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Don Nicola. Ele é um simpático homem que é dono de um edifício que procura sempre satisfazer as necessidades, muitas vezes fora do comum, de todo o pessoal que mora em seu prédio. No bairro lá boca. Criado em 1937, por Héctor Torino.

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O Loco Chávez, criado em 1975 por C. Trillo e H. Altuna, é jornalista e, apesar de saudosista, está por dentro de tudo o que acontece ao seu redor e no mundo, não perde nada. Adora tomar seu cafezinho e não perde a oportunidade de conhecer um “rabo-de-saia”.

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Negrazón e Chaveta. Eles vieram de Córdoba, interior da Argentina, em sua moto “puma”. Sua forma de falar é característica do seu local, mesmo assim, conseguiram invadir o coração portenho e ganhar esse espacinho, apesar dos diálogos delirantes e reflexões doidonas. Foram criados em 1971, por Cognigni.

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Diógenes e Linyera. O morador de rua (Linyera) vive, juntamente com seu cãozinho Diógenes, nas praças da cidade. Criados para a contracapa do jornal argentino Clarín, eles apareceram pela primeira vez em 1977 e, desde então, nunca mais saíram dali.

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Rosário, a cidade do Che.

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Rosário é a terceira maior cidade da Argentina, com 2,5 milhões de habitantes. Por ser período de férias,  a cidade estava bem pacata, mas já nos informaram que a mesma é bastante movimentada. Fomos muito bem recebidos pela Ceci, Frederico e seu gato. Eles nos ajudaram com as malas antes de guardar o carro em um estacionamento. Como estávamos hospedados no centro da cidade, achamos melhor guardar o carro e fazer os passeios a pé.

Ainda a noite fomos dar uma volta por Rosário. e passamos pelo monumento da bandeira que fica todo iluminado a noite, bem imponente. Jantamos empanadas gigantes, chamada tortijas, que são como tortas salgadas com massa folhada e provamos também uma bebida muito consumida aqui, o Fernet, que se faz com Coca Cola bem gelada e uma bebida italiana a base de ervas chamada Fernet, algo muito tradicional na Argentina. Depois de muita conversa fomos dormir.

No dia seguinte, saímos para conhecer a cidade a pé. Seguimos pela avenida Córdoba, que em certa altura se transforma em calçadão, com muitas lojas, cafés, uma rua muito bonita.Seguimos até um parque na orla do rio Paraná, onde se encontra o monumento da bandeira. Rosário é bastante conhecida pelos seus parques e praças, onde os moradores tem o costume de passar os finais de semana e o fim do dia. Depois seguimos caminhada pela San Martim, que também se transforma em calçadão, com bastante lojas e comércio. Paramos para comer e trabalhar com o wifi do restaurante. Já no meio da tarde seguimos pela San Martin até o parque Independência, que estava cheio. O parque é muito grande, e podemos aproveitar sentados na grama.

Para retornar para casa fomos pela Boulevart Oroño, uma rua muito bonita, com um Boulevart na sua extensão, digno de filme. A cidade não é pequena, mas a parte central, mais cultural e turística, pode-se visitar toda a pé. A dica que podemos dar é reservar dois dias para fazer a cidade a pé, pra caminhar com calma, parar nos cafés ou nas sorveterias. Retornamos para casa no fim do dia cansados mas bem satisfeitos com os passeios.
Outra dica é fazer toda a Boulevart Oroño a pé, de um lado está a praça Independência e do outro a orla do rio Paraná. A rua é bastante movimentada ao entardecer, muitas pessoas vão levar seus pets para passear ou vão caminhar e fazer corridas.

Fomos também ao monumento ao Che, que fica um pouco fora de rota, já na saída da cidade.

A praça Independência é um parque bem grande, tem áreas verdes, parquinhos, pedalinho no lago onde a noite acontece um show de águas, também é onde está situado o estádio de futebol do Newell`s Old Boys, onde já jogaram Maradona e Messi, e um monumento do Giuseppe Garibaldi, o herói das três nações (Itália, Argentina e Rio Grande do Sul)

Já a praça da orla do rio Paraná, que também é muito grande, tem em sua extensão o museu Macro, de arte contemporânea e o monumento a bandeira, com um mirador da cidade, também serve de homenagem ao Marechal Belgrano criador da bandeira argentina e que está enterrado lá. Se encontra na praça também uma homenagem as Malvinas bem comovente.

Por ser janeiro, não tínhamos muitas opções de agenda cultural, nas férias a cidade fica bem vazia, mas a cidade é conhecida pelos seus roteiros culturais, com muitos espetáculos, exposições.

Museu Macro de Arte contemporânea.

Monumento em homenagem ao Che

Monumento em homenagem ao Che

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Praças de Rosário

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Ruas de Rosário

 

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Rua San Martin

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Monumento em homenagem a Bandeira

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Homenagem as Malvinas

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Fazia calor na cidade. Praça independência

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Boulevard Oroño

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Casa estilo alemã na Boulevard Oroño

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Fim do dia na Boulevard Oroño.

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Orla do Rio Paraná

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Pessoas e seus Cachorros felizes.