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abril 2016

Puerto Madryn

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Puerto Madryn é uma cidade litorânea da Patagônia Argentina com cerca de 94 mil habitantes, e a sua economia é baseada em um parque industrial de alumínio, a pesca e o turismo. Chegamos na cidade no fim do dia, e fomos recebidos pelo Mariano, que nos hospedou por couchsurfing em sua casa. Depois de conhecer sua casa e nos instalar, saímos para dar uma volta pela cidade com nosso host.

Caminhamos pela orla da cidade, até o píer principal, onde observamos muitas pessoas pescando, principalmente lulas pequenas. Ventava muito, é uma cidade que sempre venta. A cidade é um amor, uma cidade relativamente grande, com boa infra-estrutura e se pode encontrar de tudo, opções de mercados, lojas de roupas, de lembrancinhas, muitas opções de restaurantes, bares, e até um shopping pequeno, na orla existem muitas agências de turismo, que vendem distintos passeios, o mais famoso são os mergulhos, já que a cidade é conhecida como a capital do mergulho, mas encontra-se passeios para Peninsula Valdes, Punta Tombo, Punta Lomo, para ver golfinhos, baleias, pinguins e outros passeios pela região que possui uma natureza incrível e única.

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No dia seguinte aproveitamos para lavar toda a roupa acumulada, levamos tudo na lavanderia e fomos conhecer a cidade um pouco melhor. Para conhecer a cidade é possível fazer apé. Saímos e fomos pela orla, sentido ao píer, e vimos um cruzeiro atracado, a cidade recebe muitos cruzeiros com roteiros distintos, o que estava atracado havia saído do Canada e estava rumo as Malvinas. Com o cruzeiro atracado o píer fica fechado e não pudiam circular até as 18 horas, quando o barco zarparia. A Argentina tem uma guerra muito recente que é bem viva na memória de todos e se pode ver a sua importância pelas cidades patagônicas, trata-se das guerras das Malvinas, e todas as cidades que visitamos desta região, possuem um monumento as Malvinas. O monumento de Puerto Madryn fica na orla, perto do Pier.

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Depois seguimos para o Museo Provincial del Hombre y el Mar, trata-se de uma casa antiga de três pisos, muito bonita. O museu custa 60 pesos argentinos por pessoa, é um museu pequeno, o mais interessante é uma lula gigante “in natura” e um esqueleto de uma baleia franca austral completo que estão expostos. No museu há também aves empalhadas e informações sobre a vida marinha.

A cidade é muito conhecida por ser um local de fácil apreciação das Baleias Franca Austral, que em seu período migratório chegam muito próximo as praias da cidade, e se podem fazer passeio de barco em que se chega bem pertinho delas. O período migratório e de reprodução é de Maio a Dezembro, e nos não estávamos lá nesta época, então, não vimos as Baleias.

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Saindo do Museu, voltamos pela orla, existem muitas opções de restaurantes e bares. Fomos pegar o carro para seguirmos para a reserva de Punta Lomo, uma indicação de passeio, que é uma das maiores reservas de leões marinhos da Patagônia. Punta Lomo fica a 17km de Pueto Madryn, com o inicio da estrada pavimentado e depois uma parte em estrada de chão. A entrada do Parque custam 100 pesos argentinos por pessoa e pode-se ficar até o horário do parque fechar. Apesar de ser um ponto turístico muito indicado, nos decidimos não entrar, pois sabíamos que iriamos ver muitos leões marinhos em outras reservas ao longo da Patagônia, e principalmente na Península Valdés que fica próximo de Puerto Madryn e seria o nosso próximo destino. Se quiser ler como foi a nossa visita a imperdível Península Valdés clik aqui.

Então seguimos a estrada de chão para ver onde nos levaria e passamos por paisagens e lugares incríveis.

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A primeira praia que passamos foi a praia Paraná, Uma praia linda com pedrinhas no lugar de areia, haviam algumas pessoas pescando, e outras como nós curtindo o visual e a energia do lugar. Depois seguimos mais 15km até o fim da estrada e encontramos este lugar lindo.É muito difícil descrever, era de fato impressionante. A água era fria, cor verde-azulado, cristalina, ventava muito e o dia estava lindo.

Haviam algumas pessoas no local, algumas pescando e outras como nós, aproveitando o visual. Depois ficamos sabendo que esta região é ótima para pescaria, tanto na beira da praia, quanto em barcos. Voltamos no fim do dia a Puerto Madryn. Nesta região durante o verão, amanhece muito cedo, cerca das 5 horas da manhã, e começa a escurecer cerca das 9 horas da noite, é ótimo pois se pode aproveitar bastante o dia.

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Península Valdés

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Resumir a Peninsula Valdés em um post, vai ser uma tarefa difícil, porque a reserva é impressionante. Trata-se de uma reserva nacional argentina, que fica na Patagônia, com mais de 4 mil metros quadrados e que foi declarada patrimônio da humanidade em 1999, por se tratar de uma região que abriga uma grande variedade de espécies animais e conservar um ecossistema bastante peculiar, especialmente com espécies marinhas e aves de migração, é um santuário natural e que reúne grandes reservas de fauna.

O acesso a Reserva é pela Ruta 3, a 27km da cidade de Puerto Madryn. Chegamos a entrada da reserva no meio da manhã, com o nosso carro. O valor da entrada para estrangeiros é de 260 pesos por pessoa, e pode-se permanecer no parque por quantos dias achar necessário. Nós ficamos dois dias na Península, e achamos um bom período para conhecer tudo. A reserva é bastante grande, e o ideal é fazer o passeio de carro, porém é possível contratar tours que saem de Puerto Madryn, nas muitas agências de turismo da cidade.

Após a entrada ao parque, seguimos mais 22km até o centro de informações. Lá conversamos com uma Guia da reserva que nos deu uma breve explicação da península, recebemos um mapa com todas as rotas e distâncias e visitamos o museu que está junto ao centro de informações. Munidos de mapas e informações, seguimos para a parada mais próxima de onde estávamos, a Isla de lo Pájaros, situada no Golfo San José. Habitado por várias espécies de aves migratórias, não se pode chegar até a ilha, somente observa-la a partir da península. A olho nu não conseguimos ver com clareza os pássaros, porém, existem binóculos (a 1 peso) em que se pode observar as aves, e acreditem, são milhares.

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Isla de los Pajaros

Saindo da Isla de los Pájaros, andamos mais 32km até o povoado de Puerto Pirâmides, o único povoado da península, com cerca de 500 habitantes. A pequena cidade conta com o único posto de gasolina da reserva, com hosteis, pousadas, restaurantes e vários locais onde se oferecem mergulhos e passeios de barco. É de Puerto Pirâmides que saem as embarcações para observar as Baleias Franca Austral, porém nós não tivemos a oportunidade de vê-las, este evento migratório acontece entre maio e dezembro, e nós estávamos em fevereiro. Do povoado também saem embarcações para ver os pinguins, leões marinhos e elefantes marinhos, porém todos eles também podem ser observados por terra.

Puerto Piramides vive basicamente do turismo. Está em uma das enseadas da reserva, no Golfo Nuevo, com uma praia muito bonita, de águas transparentes. Tem este nome em função de uma formação piramidal da costa bem distinta, fica a 2km do povoado e de um mirador pode-se observar uma pequena colônia de lobo marinho. Passamos uma noite em um dos hosteis do local, muito acolhedor, mas com poucos luxos. Existe wi-fi na cidade, mas não são todos os estabelecimentos que tem, e é instável conforme o clima.

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Depois do chek-in feito, como era relativamente cedo, fomos conhecer o sul da ilha. Fizemos cerca de 70km de estada de chão até Punta Delgada, o ponto de visita mais ao sul da península, com paisagens lindas, guanacos em grupos, vimos muitos guanacos pelo caminho. No caminho existe uma salina pequena e uma salina grande. A salina grande não se pode chegar perto, não existem estradas próximas, porém a salina pequena é possível de visitar. Existe um acesso de 4km que não estava nas melhores condições, porém com cuidado é possível de chegar de carro. A salina é rosa e é linda. É possível fazer algumas caminhadas pela salina, de 10km dando a volta, de 7km de um lado ao outro e outras menores de mais ou menos 2km. Porém o dia que estivemos lá a salina estava inundada das chuvas, e com água não se pode adentrar, então caminhamos somente em uma pequena parte que estava seca. Mesmo com a visitação limitada foi incrível.

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Saindo da salina fomos até a costa sul, em Punta Delgada, onde tem um farol, um restaurante e um hotel. E depois de muita estrada de chão e paisagens lindas, voltamos para Puerto Pirâmides, para descansar e dormir, pois o dia seguinte sairíamos bem cedo. Venta muito nesta região é muito comum faltar energia elétrica em função do vento e como comentado, o sinal de internet é algo bem complicado.

No dia seguinte saímos bem cedo, pois a guia no centro de informações nos havia indicado chegar ao mirador dos pinguins as 8h30 da manhã, pois neste horário a mare esta alta e eles ficam muito próximo de onde se pode chegar para observar eles, foram 75km de estrada de chão percorridos em trono de 1h30. Quando chegamos mal dava para acreditar que eles estavam assim tão pertinho. Foi o primeiro contato nosso com pinguins em seu ambiente natural, e foi muito legal. Estava um pouco nublado quando chegamos, mas o tempo foi abrindo e deu para ver muito bem todo o ambiente. Ficamos um bom tempo ali com os pinguins. Não se pode alimenta-los, nem toca-los, isso é bem importante.

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Emocionados com os pinguins, seguimos mais um pouco até Punta Cantor, onde se podem observar elefantes marinhos. Não haviam muitos no período que fomos. Depois seguimos mais 47km até Punta Norte, de onde se podem observar lobos marinhos e com muita muita muita sorte orcas (já pensou ver um ataque de orca aos leões marinhos). Nós não tivemos a sorte com as orcas, mas haviam vários lobos marinhos, de todos os tamanhos, e milhares de filhotes.

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Assim visitamos a Península Valdés, da Punta Norte seguimos em torno de 150km até a saída da reserva, na Ruta 3, onde tomamos nosso caminho até Puerto Madryn. Península Valdés nos deixou sem palavras, é um lugar muito lindo, uma reserva incrível e é imperdível para quem vai viajar pela Patagônia Argentina.

 

Las Grutas, uma praia patagônica

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Las Grutas é um balneário marítimo com cerca de 4500 habitantes, a maior e mais famosa das praias da Patagonia Argentina, e faz parte do trio de balneários de Rio Negro, junto com El Condor e Playas Doradas. É conhecida por ter as  guas mais quentes da costa Argentina e nos períodos de alta temporada a praia chega a receber cerca de 250 mil veranistas. Chegamos em Las Grutas pela Ruta 3, no fim do dia, depois de muita chuva na estrada, e fomos buscar um camping para a noite que dormiríamos na cidade. A cidade tem muitos campings, e a maioria estão na avenida principal da cidade. Os campings estavam cheios e a maioria não tem wifi. Fficamos no Camping militar, que tinha internet, e custou 70 pesos por pessoa + 70 pesos o carro + 70 pesos pela barraca. Os preços dos campings são todos muito parecidos, e se cobra por pessoa, pelo carro e por barraca.

Por ser uma praia bem famosa para os argentinos, existem várias opções de acomodação, desde alugueis por temporada, cabanas, pousadas, hotéis, enfim, a cidade conta com uma boa estrutura para receber turista, afinal é a base da sua economia, porém vale comentar que  cidade não tem hostel e a única opção a baixo custo é o camping mesmo.

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No dia seguinte, fomos a praia, conhecer um pouco mais do mar patagônico. Ventava muito no dia. Ventava muito mesmo. Na praia conhecemos as Grutas que dão nome a cidade, são formações cavernosas criadas pela erosão marinha, em alguns trechos chega a 8 metros de altura. A temperatura máxima no verão é de 30 graus, e a água, apesar de ser considerada quente, para os padrões brasileiros, é bem fria.

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Haviam muitas pessoas tomando banho no mar e se divertindo na praia. A água tem uma cor única, esmeralda clara e muito transparente. Como esta região sofre influência das marés, existem piscinas na beira da praia, buracos gigantes cavados na areia dura, que mais parece argila, e que a noite com a maré alta enchem, e durante o dia com a baixa da água as piscinas  se revelam na beira da praia.

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Tanto as formações cavernosas, e as piscinas só são possíveis porque as areias da região são mais densas, e chega a ficar argilosa quando molhada, não são areias fofas.

Existem várias opções de atividades, desde alugueis de kayak, mergulho, windsurfe, Kitesurf, tudo o que uma praia com muitos turistas tem.