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junho 2016

Ruta de los 7 lagos. De Villa Lá Angostura à San Martin de Los Andes

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Começamos a Ruta de los 7 lagos pela cidade de Villa la Angostura, uma cidade pequena e muito charmosa. Chegamos pela manhã e ficamos cerca de três horas, pouco tempo para poder conhecer tudo que há na cidade. Contudo conhecemos a Av. Siete Lagos, principal rua da cidade, onde estão as lojas, restaurantes e bares, tudo muito florido e muito simpático. É também na avenida que está a oficina de informações turísticas.

Depois seguimos para Parque Nacional los Arrayanes, às margens do lago Nahuel Huapi. É possível fazer uma trilha até dois miradores do lago até o bosque Arrayanes, programe 4 horas para a trilha, pois é longa, toda a trilha tem 13km, também é possível fazer passeios de barcos pelo lago. Nós fizemos só um pedaço da trilha, pois não teríamos tanto tempo na cidade, mas recomendamos que pelo menos um dia e uma noite na cidade, para poder aproveitar e conhecer mais a região, que tem lugares lindos.

Antes da entrada ao parque é possível ir ao Muelle Modesta Victória e ao Muelle Bahía Brava, são praias muito bonitas, e vale a pena a visita.

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Av. Siete Lagos, centro de Villa la Angostura

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Pier às margens do lago Nahuel Huapi, onde começam as trilhas de Villa la Angostura

De lá, seguimos para a Ruta de los 7 lagos, um caminho de cerca de 110km pela ruta 40, muito tranquilo e bem sinalizado. Apesar de se chamar ruta de los 7 lagos, na verdade, se podem observar mais de 7. Existem tours saindo de Villa Lá Angostura, San Martin de Los Andes e Bariloche, mas a nossa dica é se possível alugar um carro, o carro já vai ser útil para conhecer Bariloche e para o trecho da Ruta de los 7 lagos você poderá fazer com mais calma e tranquilidade, desfrutando muito mais de toda a paisagem.

Desde 2015 a estrada é toda asfaltada e super fácil de dirigir, separe um tempo para o passeio, pois as paisagens são lindas, e possuem miradores para os lagos ao longo do caminho. Nós levamos cerca de 6 horas para fazer o trajeto, paramos em todos os miradores e almoçamos um pequeno picnic na prainha de um dos lagos. Definitivamente foi uma experiência incrível, fizemos o passeio no verão e o dia estava ensolarado, apesar do vento frio típico da região. Algumas dicas, preste atenção no caminho, nem todos os miradores tem sinalização prévia, então não ande muito rápido para que você possa ver os miradores antes de passar, eles costumam ser a melhor vista dos lagos.

Um ponto negativo é que nos miradores não tem nem o nome nem qualquer informação do lago, então busque um mapa no centro de informações turísticos de Villa la Angostura ou San Martin de Los Andes antes de começar o trajeto. Há, leve uns lanchinhos, você não vai achar lugar para comprar no caminho.

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Lago Nahuel Huapi

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Lago Espejo Grande

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Lago Correntoso

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Lago Espero Chico fica junto a um camping, um bom lugar para acampar. Para chegar é preciso sair da ruta 40 por um acesso de estrada de chão

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Lago Escondido

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Lago Villarino

 

 

 

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Lago Falkner

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Cascata Vullignanco, cachoeira de mais de 20 mts de altura

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Lago Machónico

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Lago Lácar, que banha a cidade de San Martin de Los Andes

Chegamos ainda com sol em San Martin de Los Andes e pudemos observar o lago Lácar na chegada. Seguimos para buscar hospedagem, e conseguimos um hostel relativamente econômico, $210 pesos por pessoas em quarto compartilhado.

Devidamente hospedados, saímos para conhecer a noite da cidade. A rua principal é a San Martin, onde estam os principais comércios e bares, e também a praça central, que é um amor, também com várias lojinhas, cafés, restaurantes e barzinhos que ficam abertos até tarde. Fomo ao Bar Delpueblo e comemos umas empanadas maravilhosas e tomamos uma excelente cerveja, de uma cervejaria artesanal da cidade, o ambiente é lindo e acolhedor, conhecemos o dono e conversamos um pouco. Depois demos uma volta pela rua e fomos para o hostel.

O dia seguinte era uma sexta-feira de Páscoa, feriado, e a nós não tínhamos nos dado conta. Saímos de manhã e fomos ao mirador Arrayan, a rua até lá é de terra com pedras, chamado de rípio, e não estava das melhores condições. O mirador não tem muita sinalização nem infraestrutura, mas é um lugar bem bonito para se apreciar a cidade e o lago. Depois voltamos para o centro e conhecemos ele durante o dia. De fato a cidade é encantadora, se você estiver com tempo, reserve pelo menos um dia completo para a cidade, é possível fazer passeios de barco pelo lago, apreciar a praia Catritre, que fica às margens do lago Lácar. A praia fica próximo ao mirador Bandurrias, que se chega por um caminho de bosques.

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Av. San Martin, centro de San Martin de Los Andes

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Vista da cidade do mirador Arrayan

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Vista da cidade e do Lago Lácar do mirador Arrayan

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Por do sol no lago Lácar visto do porto de San Martin de Los Andes

Arrumamos as malas e o carro para seguir para Pucón no Chile, fizemos uma rota que passa por dentro do Parque Nacional Lanín e pudemos observar o vulcão de mesmo nome, de vário pontos, o parque é bem bonito, existem grupos com tour de trekking e alguns de escalada ao vulcão que é dividido entre a Argentina e o Chile. O perque também tem áreas para picnic muito arrumadinhos e com paisagens incríveis. Chegamos a pensar em parar para apreciar o lugar, porém decidimos seguir um pouco mais e daí descobrimos: Todos os argentinos estavam indo passar o feriadão no Chile, eram 3km de fila até chegar na aduana, no meio de um parque nacional sem nenhuma opção de mercadinho, café ou bar, muito menos banheiro. Foram 5 horas de fila até chegarmos na primeira aduana, e a preocupação era com o horário, visto que as aduanas tem horário de funcionamento e estariam abertas somente até as 21h. Passamos na aduana Argentina eram 20h e seguimos até a aduana chilena. Saímos rumo a Pucon as 20h45, tivemos a sorte de passar, mas a fila atrás de nós era quilométrica e não sabemos o que aconteceu com as pessoas que não passaram até o horário. Normalmente essa aduana é muito tranquila e com pouco movimento, então salvo uma situação de feriadão, ou alguma data muito específica, não se preocupe tanto com o movimento, mas esteja atento ao horário de funcionamento.

Bariloche no verão

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Visitamos San Carlos de Bariloche no verão, e com certeza foi uma experiência muito diferente do que as pessoas são acostumadas quando pensam em Bariloche. Chegando no verão você vai perceber que quase todo o branco da neve derreteu, mas as demais cores fortes e vibrantes da cidade apareceram, como os fascinantes bosques do entorno e no lago Nahuel Huapi. É verão na cordilheira dos Andes.

Chegamos em Bariloche no meio do dia, e ficamos hospedados do ladinho do Cerro Otto, um pouco afastados do centro da cidade. Fomos hospedados em Couchsurfing, e fomos recebidos pelo nosso anfitrião e amigos, vinho e muitas risadas, em um ambiente maravilhosos em que nos sentimos em casa. No primeiro dia ficamos aproveitando a companhia.

No segundo dia era hora de conhecer a cidade, e começamos pela região central. No Centro Cívico é que se localiza o centro de informações turísticas da cidade. Depois de várias dicas e mapas nos sentamos um pouco na grande praça para aproveitar o solzinho. Nos finais de semana, há uma feirinha de artesanato na praça do Centro Cívico com várias coisas legais. Apesar de ser verão, as temperaturas não são propriamente altas, e um casaco leve veio bem a calhar.

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Praça central de Bariloche

Depois seguimos pela rua Mitre, que se inicia no Centro cívico. A Mitre é a rua principal da cidade, é nela que se encontram casas de câmbio, agências de turismo, lojas de aluguel de roupas e equipamentos para os esportes de inverno, cafés, muitas lojas de chocolate, de lembrancinhas, de roupas. É uma rua para se caminhar de um lado a outro.

A cidade é conhecida por ter o maior número de lojas de chocolate por habitante do mundo, então dá pra imaginar o perfume que a rua principal da cidade tem. São várias lojas, uma do lado da outra, com centenas de tipos de chocolate. Não preciso nem dizer que a gente precisou provar um pouco das iguarias de lá. São de fato muitas opções de tipos e sabores. Tem opções para diabéticos e intolerantes a lactose também. Se você for um chocólatra, talvez não deva ficar muitos dias.

Na região central da cidade também é possível visitar a catedral, que tem uma praça pequena e muito charmosa no seu entorno com vista para o lago, a orla do lago, que é uma caminhada bonita e muitos restaurantes que não são propriamente econômicos. Há também muitos bares de cervejas artesanais. O centro da cidade é feito para você comer, e comer bem, em cafés, casas de chocolate, sorveterias, confeitarias, bons restaurantes, bistrôs e cervejarias, mas isso vai te custar um pouco caro, a cidade é 101% focada no turismo, e infelizmente se paga por isso.

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Catedral de Bariloche

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Parque em frente a Catedral

Depois de conhecermos o centro, fomos visitar o Cerro Campanário. A cidade possui três cerros de onde se podem observar o lago Nahuel Huapi e a paisagem local, o Campanário, o Otto e o Catedral. Nós optamos pelo Cerro Campanário, pois dizem ser a melhor vista do lago, além da Revista National Geographic ter classificado a vista entre as 8 melhores do mundo. A subida de teleférico custa 150 pesos argentinos e fica aberto das 9h às 17h. Além de um café e um restaurante, o topo do cerro tem uma vista de tirar o folego, faz jus a classificação da NatGeo, o passeio vale muito a pena. Nós fomos para o cerro de carro, mas existem ônibus que levam até os cerros do centro da cidade, pois os 3 ficam um pouco mais afastados. O cerro Otto possui um restaurante giratório de 360 graus, também é possível esquiar nas pistas de esqui no inverno. O cerro Catedral também possui pistas de esqui. Somente o cerro Campanário não possui pistas de esqui, mas para quem vai no verão não faz muita diferença já que não há neve. Sendo o Campanário um pouco mais barato que os outros, também é uma vantagem.

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Vista panorâmica do mirador principal do Cerro Campanário

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No dia seguinte fomos fazer um circuito diferente e afastado da cidade. Passamos pela praia Serena, uma praia pequena, porém com um visual muito bonito, paramos para olha e tirar umas fotos, a praia tinha bastante gente, então, praia em Bariloche, para quem acha que esse é um destino exclusivamente de inverno está ai uma boa surpresa. Seguimos e fomos até a Colônia Suiza, um povoado histórico, que promove aos finais de semana uma grande festa, com barraquinhas de comidas, cervejas artesanais, artesanatos e um ambiente muito acolhedor e festivo. A região possui casas e restaurantes de madeira estilo suíço, porém com uma cultura um pouco hippie. Lá é possível comer o Curanto, feito da forma tradicional, no chão com pedras quentes, um prato típico de algumas regiões da patagônia. Como já havíamos provado o Curanto na Ilha de Chiloé no Chile (apesar de ser preparado com carnes diferentes), optamos por experimentar outras coisas um pouco mais econômicas e que não precisássemos ficar em uma fila gigante para para fazer o pedido. As tortas e a cerveja artesanal quase caseira, são incríveis. Existem opções para todos os bolsos, desde restaurantes caros a comidinhas das barraquinhas da feira mais econômicas. Opção de comida é o que não faltava.

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Praia Serena

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Preparação do Curanto, prato típico da região

No terceiro dia fomos fazer um circuíto indicado pela oficina de turismo, o circuíto fica para o lado da Colonia Suiza, mais afastada da cidade. Passamos por uma ponte que cruza o Lago Perito Moreno Este, uma das paisagens mais bonitas que pudemos apreciar na cidade. A água era um pouco gelada para os padrões brasileiros, mas confesso que deu vontade pela cor azul e transparente e a diversão das crianças na água. O lugar é simplesmente lindo, muitas pessoas vão até lá para descansar, andar de kaiak, havia kaiaks para alugar, tomar um mate ou fazer um picnic. Havia uma turma com violão, outros com a família, além de ser um lugar onde as pessoas respeitam muito a natureza, a vista é incrível. O Lugar é acessado pela lateral da ponte, pertinho da estrada e não possui nenhum tipo de estrutura de banheiros, ou bares e café. É um lugar natural, é só você e a bela natureza.

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Depois de curtir o caminho, que é lindo, fomos até o parque Llao Llao, um parque nacional com algumas trilhas, nós não fizemos nenhuma delas, mas são trilhas de categoria fácil e não são muito extensas, a entrada no parque é gratuita. Saímos do parque e fomos para a Cascatas do Duendes, que fica cerca do lago Gutiérrez. Para chegar na cascata caminhamos por cerda de 20 min, a entrada é gratuita e a cascata é um amor, também aproveitamos para conhecer a praia do lago. É possível acampar na região, e apesar de bastante pessoas por lá, não vimos nenhum café, restaurante ou mercadinho.

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Cascatas do Duendes

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Todo esse circuíto pode e é feito de bicicleta, e de fato havia muita gente pedalando por lá, há bicicletas para alugar no centro da cidade. Esta região tem muitas opções de esportes em meio a natureza para o verão. É possível fazer canopy, kayak, cavalgadas, circuitos de bike e passeios de barco por alguns lagos.

De Bariloche ainda é possível ir de ônibus para Villa La Angostura, cidade ao norte super bonitinha, e onde se pode começar o caminho da Ruta de los 7 lagos, que visitamos e falamos mais neste post. Também é possível ir para El Bolsón ao sul, que adoramos, um paraíso aos amantes da boa cerveja, contamos como foi neste post.

Buenos Aires: San Telmo e Puerto Madero

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Em nossa passagem por Buenos Aires, ficamos hospedados no bairro San Telmo, e não poderíamos ter escolhido um lugar melhor. O bairro San Telmo fica em uma das áreas mais antigas de Buenos Aires, e são muitos os casarões antigos do século 18 e 19 que se transformaram em charmosos albergues, hotéis, restaurantes e casas de antiguidades. O bairro é conhecido pelos inúmeros antiquários, o mercado, casas de tango, uma noite simpática e agitada, além da famosa Feira de SanTelmo que acontecem todos os Domingos.

A rua principal do bairro é a Defenza. A rua mais famosa de San Telmo tem muitos antiquários bons, restaurantes, bares, cafés, galerias de artes e lojas de roupas de marcas próprias que apontam as tendências da moda argentina. Definitivamente é uma rua apaixonante. Nela está o Mercado de San Telmo, inaugurado em 1897 e que funciona até hoje com bancas de frutas, verduras, açougue, cafés e outras coisas que não costumamos ver em mercadões, como antiguidades, lojas de amontoados de perfumes e cosméticos, quadros, lojas de bonecas antigas, enfim, nem precisamos dizer que o lugar nos encantou. Ele expressa muito bem a identidade do bairro.

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Na Defenza também acontece aos domingos a Feira de San Telmo, a atração mais conhecida da região. A feira começa às 10h da manhã e vai até as 5h da tarde, a rua fica transitável somente a pedestres e os artistas e colecionadores tomam conta, com dezenas de barraquinhas que vendem produtos originais, artesanatos, antiguidades e uma infinidade de coisas. Comemos um crepe maravilhoso por lá e ouvimos bons sons dos artistas de rua. O que mais impressiona na feira é a sua identidade portenha, se sente Buenos Aires.

O ponto central da feira é a praça Dorrengo. A praça é rodeada de bares, restaurantes e construções do século 18. É um ótimo lugar para assistir artistas dançarem tango sem precisar pagar uma fortuna. Nas noites de verão os bares costumam ficar bem cheios e há música ao vivo em alguns deles. Nos sábados a praça recebe uma feira de artesanato e sempre há alguns artesãos durante a semana também.

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Feira de artesanato da rua Defenza

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Artistas de rua se apresentam em toda a extensão da feira

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Cuias artesanais para um tradicional mate argentino

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Desde de artistas individuais até bandas inteiras se apresentam na feira

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E opções de comidas também é o que não falta, de dar água na boca

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Apresentações de tango na rua também não faltam

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Nos domingos os antiquários saem das lojas e vão para a rua, se encontra de tudo

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A rua Defenza cruza com a rua Chile, um dos pontos do bairro que está lotado de bares e com vida noturna vibrante de segunda a domingo. Também é nesse cruzamento que está sentadinha em um banco a querida Mafalda, personagem dos quadrinhos mais famosa da Argentina. Na Mafalda começa o Caminho de la Historieta, um caminho que passa pelos principais personagens dos cartoons argentino, fizemos esse passeio lindo que começa em San Telmo e termina em Puerto Madero, para saber mais, confere neste post aqui.

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A noite do bairro é repleto de bares, festas, restaurantes pata todos os gostos, e quando falamos de todos os gostos são todos mesmo, tem bares de cervejarias artesanais, bares temáticos de filmes de terror da década de 80, bares de karaokê, bares inferninhos do bem, bares contemporâneos, bares vintages. Nesta noite combinamos de sair com uma colega de faculdade da Letícia que mora a anos já em Buenos Aires e com seu namorado portenho. A noite de Buenos Aires começa bem tarde, as pessoas começam a pensar em sair pelas 11 da noite, e as festas mesmo rolam a partir das 2h, 3h da manhã, ou seja, o dia também começa tarde por lá. Nós fomos no bar da cervejaria Antares. A música era ótima, a cerveja melhor ainda e apreciada com amendoins (sim, os bares dão amendoins para as pessoas comerem junto com a cerveja).

San Telmo é um bairro que tem a cara de Buenos Aires! É a mistura do antigo com o contemporâneo, da elegância com a decadência das casas de tango ao lado de restaurantes moderninhos, e dos moradores locais convivendo com imigrantes e turistas. Tem um pouco de tudo que se espera da capital argentina.

Já o Bairro Puerto Madero, que fica do ladinho, seguindo o Passeio de la Historieta, é bem diferente. Um dos bairros mais nobres de Buenos Aires, é o resultado de uma renovação urbanística de um local que estava abandonado há mais de 100 anos. Os antigos prédios e armazéns de tijolo à vista do porto foram restaurados e tornaram-se escritórios, residências, lojas, bares, restaurantes e espaços culturais. Grandes calçadões foram criados ao longo dos diques e muitos dos maquinários do antigo porto permaneceram no local. O bairro possui os melhore e mais caros hotéis da capital, bem como restaurantes e um cassino flutuante.

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Os guindastes do antigo porto de Buenos Aires hoje servem de decoração da cidade

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Antigos armazéns hoje são belos e caros bares e restaurantes

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Puente de la Mujer

Um dos pontos altos para conhecer em Puerto Madero é a área dos diques que cruzem o Rio da Prata onde se encontra o ponto turístico mais famoso do bairro, a Puente de la Mujer, a ponte é um marco arquitetônico na América Latina. A área dos diques é repleta de bares e restaurantes, que não são propriamente econômicos, mas é um bom lugar para se fazer um passeio, o visual é lindo.

Perto da Puente de la Mujer está ancorado o Fragata Sarmiento, uma embarcação construída em Liverpool na Inglaterra em 1897. Foi o primeiro navio-escola da Argentina. Atualmente, funciona como um museu bem interessante. É possível visitar as dependências da embarcação e ver como era avida em alto-mar. O museu conta com fotos, uniformes, documentos e armas expostas em seu interior.

Ao lado do Fragata Sarmiento, está outro barco ancorado, o Corbeta Uruguay, um barco também inglês, que já foi a Antártida para um resgate a um naufrágio. Também é museu.

Saindo dos diques, e seguindo mais um pouco a sul se encontra a Reserva Ecológica Costaneira Sur, a maior área verde da capital. É possível visitar a reserva com visitas guiadas e passeios de bicicleta. Nossa passagem por lá foi somente pela orla e pelos parques e praças da região. Se pode comer muito bem e barato nesta região nas barraquinhas de choripans. É um ótimo lugar para sentar em uma praça e relaxar.

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Barco/museu Corbeta Uruguay

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Barco/museu Fragata Sarmiento

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El Calafate e o Glacial Perito Moreno

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A nossa ida a El Calafate teve um início um pouco difícil. Saímos do Parque Nacional Torres del Paine, no Chile no início da tarde, e fomos chegar em El Calafate na Argentina somente á noite, pois erramos o caminho e pegamos mais de 100km de um trecho da ruta 40 de chão, conhecido como na rípio argentino, nas piores condições que já andamos, uma viajem de 4 horas virou uma viajem de 7 horas. A estrada tinham pedras gigantescas, e muitos momentos não podíamos andar mais de 20km/h, é uma estrada ruim até para as caminhonetes. Cruzamos somente por uma no caminho, então, se você for fazer este trajeto, se informe bem, pois existe rodovias pavimentadas que levam uma cidade a outra, os ônibus fazem o caminho pavimentado, é mais longo, porém tranquilo e mais rápido. Depois de 8 horas chegamos bem, com fome e curiosos para ver a cidade durante o dia.

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Uma das pedras retirada da Ruta 40 a caminho a El Calafate, e não era nem perto das maiores

El Calafate é uma cidade de 21 mil habitantes, completamente focada no turismo, a cidade sabe como agradar e oferece as melhores opções de hospedagem, restaurantes, bares, passeios e tours. Uma curiosidade, o nome da cidade vem de uma fruta local, Calafate, uma fruta de bosque bastante doce e saborosa, você facilmente a encontrará em arbustos da região, não deixe de colher algumas para provar. Na cidade se encontra diversos produtos da fruta, geleia, licor, chocolates entre outros. O problema é se gostar muito, porque não existe nada disso no Brasil.

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Frutinha Calafate recém colida do arbusto ao fundo

Infelizmente não há camping na cidade, tivemos que nos hospedamos em um hostel, que foi a opção mais econômica, apesar de não ter sido propriamente barato, mas tinha uma ótima estrutura. No dia seguinte saímos para conhecer a cidade que é muito bonita. A rua principal é a San Martin, extremamente charmosa com lojas estilo casas alemãs, muitos detalhes em madeira talhada, restaurantes, supermercados, um cassino, bares, lojas de roupas, confeitarias e muitas agências de turismo. As agências de turismo oferecem muitas opções de passeios, os preços de cada agência são parecidos, talvez se consiga algum desconto se comprar mais de um passeio na mesma agência, ou se estiver em um grupo grande de pessoas.

São diversos passeios que a cidade oferece, caso queira fazer todos indicamos de 4 a 5 dias, e bastante dinheiro, alguns passeios são bem carinho, por isso não tivemos como fazer a maioria. Existem alguns tours com limite de pessoas por dia, e as vezes não se consegue vaga para o dia seguinte, então sugerimos ir no primeiro dia nas agências conhecer as opções de passeio, seus valores, e já decidir o que irá fazer em função das lotações dos passeios.

Aproveitamos para almoçar em um dos restaurantes da San Martin, cruzamos por uma promoção de 2×1 e aproveitamos para provar um dos pratos típicos da região, o tradicional cordeiro patagônico, que estava simplesmente maravilhoso. A noite fomos conhecer o bar de uma das cervejarias artesanal da cidade, a Choppen. O lugar é bem legal, fomos muito bem atendidos e aproveitamos para jantar uma pizza por lá.

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Centro comercial na San Martin

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Aproveitando o cordeiro patagônico com toda vontade de alguém que não come carne a muito tempo

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Cerveja artesanal e um pizza pra fechar o dia

Sandero Interpretativo

O primeiro dia utilizamos para caminhar pelo centro e também ir a várias agências em busca de opções e valores. Fora isso fomos conhecer o Sandero Interpretativo, localizado também na San Martin. É um museu gratuito que, na tarte interna possui exposições fotográficas, exibição de alguns vídeos das belezas naturais da região, uma oficina de informações turísticas e também um painel com monitores onde é possível ver os tipos de passeios disponíveis na cidade e qual agência de turismo oferece. Na parte externa, além de uma praça muito bonita, há algumas esculturas de personalidades importantes do país, contando e contextualizando suas histórias.

Glacial Perito Moreno

No dia seguinte fomos fazer o passeio mais conhecido, o Glacial Perito Moreno. Ele se encontra no parque nacional Los Glaciares, e é preciso pagar $200 pesos argentinos para residentes do mercosul. Dentro do parque, no caminho ao Glacial, possui 2 miradores e um caminho com bosques muito bonito. A entrada do parque fica longe da cidade e somente é possível chegar com tour ou carro particular. Existem algumas opções de passeios para conhecer o Glacial, um deles é fazer trekking no gelo, é possível caminhar sobre o glacial em duas opções de passeios, o Mini trekking, de 1h30 que custa $700 pesos argentinos, ou o Big Ice com duração de 3h30 e que custa $1500 pesos argentinos. Ambos precisam ser comprados antecipados na agência que possui o monopólio dessa experiência, a Hielo&Aventura. Compre os passeios na agência em El Calafate, o preço para comprar pela internet é exorbitantemente maior, o exemplo perfeito do abuso ao turista.

A entrada ao parque dá acesso ao passeio pelas passarelas de onde se pode observar o glacial bem de pertinho, de vários pontos de vista e alturas. É possível comprar no parque um passeio de barco, que chega muito próximo ao Glacial, custa $250 pesos argentino e dura 1 hora. Pra quem está com o orçamento apertado o passeio não é essencial.

Foi impressionante conhecer esse glacial, pudemos observar o desprendimento de pedaços de gelo, fazem bastante barulho, e demostram uma força impressionante. As formações do glacial vão se modificando com o tempo, e de um mês para o outro podem ser muito diferentes, em alguns momentos do degelo, se formam cavernas, que viram tuneis e despencam. Nós pudemos observar uma caverna bem profunda no passeio de barco, mas tivemos azar, 2 semanas depois se transformou em um arco e desmoronou, um acontecimento raro e belíssimo.

Não fizemos o trekking no gelo, porque fugia do nosso orçamento, mas teríamos nos arrependido muito se não tivéssemos feito trekking em outro glacial umas semanas depois, então a dica que podemos dar é, pense com carinho, economize em outras coisas e faça pelo menos o mini trekking. Se fores ir a El Chaltén pode fazer o trakking no gelo no Glacial Viedma, falamos dele nesse post, ou o trakking que fizemos e suuuuuper indicamos no Glacial Exploradores em Puerto Rio Tranquilo no Chile. O importante é fazer algum, é uma experiência única, e aproveite enquanto o aquecimento global não acaba com os glaciais.

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Caminho entre El Calafate e Parque los Glaciares

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Primeiro mirador do Parque Los Glaciares

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A rachadura deixa parte do glacial prestes a cair…

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…até que finalmente ele cai

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Passeio de barco pelo glacial, em meio a uma guerra de cotoveladas, é impossível tirar uma foto sozinho

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Caverna de gelo possivel de ver somente no passeio de barco. Essa caverna foi desmoronando até que 2 semanas depois se transformou em um arco e desmoronou

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Sequência de um desprendimento de uma parte do glacial

Glacial Upsala

A cidade oferece passeios ao Glacial Upsala, o maior glacial da Argentina. Se pode andar de kayak no lago e chegar até o glacial, esse era o passeio que o Luis mais queria fazer, mas a experiência custa 5065 pesos argentinos, uma pequena fortuna para quem está em uma viagem econômica. Também se pode conhecer o Upsala através de passeios que saem de uma estância. Pode-se conhecer de barco ($1300 pesos), barco + tour em 4×4 até mirador ($2000 pesos), ou barco + tour em 4×4 até o mirador + trekking pelo cânion dos fosseis ($2220 pesos).

Reserva Laguna Nimez

Na cidade é possível visitar a Reserva Laguna Nimez, onde se podem observar várias espécies de pássaros.

Museu Glaciarium

Conta a história do Parque los Glaciares e seus principais glaciais, e muitos dos estudos feitos da região. O museus está afastado do centro, o transporte até lá é gratuito, mas a entrada não é a mais barata.

Cuevas del Walichu

A 8km da cidade, nas cavernas se observam pinturas rupestres.

Balcones de Calafate

Tour em um carro adaptado para trilhas, visita o Cerro Huyliche, uma região onde se pode observar o Lago Argentino e El Calafate, passando pelo Labirinto de Pedras e aos Sombreiros Mexicanos. Uma passeio com muita emoção, custa $675 pesos. Essa região não tem como ir sem tour.

El Bolsón, o paraíso das cervejas artesanais

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El Bolsón está localizada a 120km ao sul de Bariloche e fica no centro de um vale, a cidade possui o charme de estar rodeada por montanhas. Além do mais, é parada obrigatória para os amantes de uma boa cerveja artesanal. É nessa região que estão as fazendas de lúpulo da Argentina, produto que vem sendo reconhecido pela qualidade em todo o mundo, e claro que a proximidade com esse insumo cervejeiro fomentou todo um mercado local, e a região está repleta de micro cervejarias artesanais e produtores caseiros. A cidade também possui uma atmosfera hippie, com muito artesanato e viajantes nômades que param mais tempo na cidade.

Nós conhecemos a cidade em apenas dois dias, mas se você tiver um pouco mais de tempo, e quiser conhecer todos os atrativos do lugar, reserve de 4 a 5 dias, pois a região é incrível e com muitas atividades distintas.

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Av. San Martin no Centro da cidade

Nosso objetivo em El Bolsón era conhecer uma fazenda de lúpulo, pois caso vocês não sabem, o Luis é cervejeiro artesanal a apaixonado por lúpulo. Tínhamos o contato de uma das fazendas e havíamos enviado um e-mail para combinarmos a visita, porém não tivemos retorno. Chegamos na cidade no meio da tarde e fomos buscar o centro de informações turísticas. Lá recebemos mapas e várias indicações de passeios. A cidade tem muitos passeios e lugares lindos para conhecer, mas que demanda tempo, pois são passeios na natureza e que precisam de mais de um turno e tempo de caminhada. Nós não tínhamos muito tempo, então tivemos que eleger com bastante dificuldade poucas atividades na cidade. No centro de informações turísticas também nos passaram a indicação do local onde ficavam as fazendas de lúpulo, porém não sabiam informar sobre visitas.

A cidade era reduto de hippies na década de 70 e mantem muito deste estilo de vida até hoje. A maioria das hospedagens da cidade são campings e hosteis, mas se encontram hotéis também. A cidade tem muitos campings mesmo, para todos os gostos e bolsos. São 11 campings, alguns junto ao rio Quemquemtreu, outros bem próximo ao centro da cidade, e o mais famoso fica na estrada chegando na cidade e pertence a cervejaria El Bolsón, fica no mesmo local da fábrica e do bar. Nós ficamos em um dos campings junto ao rio Quemquemtreu.

Aproveitamos o dia que chegamos para conhecer a cidade a noite, há muitas cervejarias artesanal na cidade, porém poucas com seus bares próprios, a noite da cidade é um pouco agitada, há muitos bares e a cidade é bem iluminada, ótima para caminhar, apesar do frio.

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Movimento do centro de El Bolsón

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No dia seguinte fomos pela manhã na feira de artesanato que acontece na praça central da cidade. A feira é super conhecida, e se pode encontrar de tudo, desde artesanatos hippies a frutas orgânicas, bolos e doces artesanais, joias em prata e pedras, muita arte em madeira, peças de lã tricotadas, cervejas artesanais, antiguidades, foi a Disney para nós. Dica: não chegue muito cedo, pois você irá encontrar as pessoas chegando e montando suas barraquinhas, o movimento começa pelas 10 horas da manhã. A fera começa em teoria as 9:00, vai até o meio da tarde e acontece as terças, quintas, sábado, domingos e feriados.

Aproveitamos uma cerveja artesanal e conhecemos também a praça da cidade, podemos ver o Cerro Piltriquitron ao fundo, a paisagem é deslumbrante.

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Feira artesanal de El Bolsón

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Aproveitando das melhores cervejas artesanais da Argentina

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Arvore talhada na praça central da cidade, referência ao Bosque Talhado, atração da região

Depois de almoçar seguimos para o nosso grande objetivo, as fazendas de lúpulo, afinal não tínhamos visita reservada em nenhuma, mas não custava bater na porta. E foi exatamente o que fizemos.

Paramos em frente a Lúpulos Patagônicos e resolvemos entrar. Fomos extremamente bem recebido pelo Klaus, o dono da fazenda e que mora no local, junto com seus 2 cachorros percorremos as plantações, nos contou sobre a história do seu negócio, que está no mercado a 30 anos, contou sobre as novas cepas que ele está cultivando para ampliar as opções de lúpulo para o mercado artesanal, sobre o rígido controle de qualidade que o mercado europeu exige para importação e sobre a dificuldade que é exportar para o Brasil, visto os nossos tão conhecidos impostos e o valor absurdo de transporte de pequenas quantidades para o Brasil. Vimos todo o processo, e foi uma experiência única. Klaus foi uma pessoa incrível, trocamos contato e depois de passar toda a tarde na fazenda, voltamos para o camping cheios de flores de lúpulo e felizes da vida. Confessamos que deu vontade de pedir para ficar lá trabalhando por uns meses, quem sabe na próxima visita!

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Plantação de lúpulo cascade

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Plantação de lúpulo willamete

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Colheita do lúpulo

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Separação da flor do lúpulo das folhas

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Secagem do lúpulo

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Klaus, nosso guia e dono da Lúpulos Patagónicos

No dia seguinte aproveitamos para dar uma relaxada e fomos a Muelle, uma praia a 18 km ao sul de El Bolsón, passamos o dia curtindo a praia de pedras do lago Pueblo e caminhando pelo bosque repleto de amoras, infelizmente poucas estavam maduras, mas deu para comer um pouco direto do pé.

De Muelle saem barcos de passeio pelo lago, são 2 passeios, o passeio costeiro, com duração de 1 hora e percorre a costa do lago, e o passeio até o limite com o Chile, esse com duração de 3 horas e uma caminhada de 30 minutos nos limites com o país vizinho. O lugar é muito bonito, e sem dúvida o passeio teria valido a pena, contudo preferimos a ideia de sentar, ou até deitar, nas pedras da praia e aproveitar a tarde no lugar. No caminho de El Bolsón a Muelle se passa pelo povoado de Lago Pueblo, super pequeno e muito simpático, aproveitamos a volta e paramos para comer alguma coisa por ali.

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Praia de Muelle

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Aproveitando para dar uma relaxada na “areia”

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Amoras selvagens!!!

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Passeio no bosque

Nós tivemos pouco tempo em El Bolsón, porém a cidade oferece opções de cavalgadas, trekkings, rafting, pesca esportiva e montanhismo. A 50km da cidade se encontra o ponto de partida do Viejo Expreso Patagônico, um trem a vapor reformado da década de 20, que sai da cidade de El Maitén e passa lentamente por paisagens patagônicas. O trem para em alguns pontos para os passageiros tirarem fotos, a viagem termina em Esquel. O cerro Piltriquitron é uma das principais atrações da cidade de El Bolsón, é possível fazer trekking e passear pelo bosque talhado, formado por esculturas talhadas em troncos de arvores que restaram de um incêndio florestas da década de 80. Há também o Perito Moreno, uma montanha onde funciona um centro de esqui, no verão fica fechado, pois não há neve. Outro lugar muito indicado é El Cajon Azul, um cânion de 900 metros de extensão, rodeado de bosques nativos com um lago de águas azuis, para chegar é preciso caminhas cerca de 3 horas. A região possui cascatas, lagos, trilhas para miradores em bosques ciprestes, e uma beleza natural impressionante. É possível também visitar a cervejaria artesanal El Bolsón, tomar boas cervejas no Pátio Cervejeiro, ou em outra oportunidade das várias que a cidade vai te apresentar, pois a cultura cervejeira é muito forte por lá.

De Rio Gallegos à Ushuaia – o caminho para terra do fogo

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A patagônia é com certeza um lugares no mundo que mais recebe viajantes de carro, moto, trailer e outros meios motorizados, e não é por menos, nos rodamos por quase toda essa região, e além de cidades incríveis, a paisagem das estradas era um espetáculo a parte. Nesse post vamos tratar de um dos trajetos que mais tínhamos dúvidas e incertezas, e ajudar a leitores que se animem nessa aventura sobre rodas.

Para chegar ao Ushuaia de carro existem algumas coisas que você precisa saber. Saímos de Puerto San Julian cedinho e fomos pela Ruta 3 sentido sul, passamos pela Reserva Nacional Monte León, vale muito o passeio, se quiser saber mais fizemos esse post sobre o parque, passamos o dia lá e no fim do dia seguimos para Rio Gallegos, parada obrigatória para quem vai até Ushuaia, vamos explicar o porquê.

Rio Gallegos é a cidade mais próxima da balsa que liga o continente a terra do fogo, a balsa tem restrições quanto ao vento, muito vendo igual a balsa parada, a orientação que tivemos foi de ir bem cedinho, pois pela manhã venta menos, e também porque a balsa somente transporta 30 carros por viajem, então quanto antes chegarmos, antes seguimos viajem. Sem falar da aduana que passaríamos, sim, tem que entrar e sair do Chile antes de chegar ao Ushuaia.

Rio Gallegos em si não é uma cidade com muito atrativos, é uma cidade relativamente grande, com cerca de 95 mil habitantes, possui boa infraestrutura, com hotéis, hosteis, campings, restaurantes e bares, mas definitivamente não é uma cidade turística, apesar de ser parada obrigatória para todos que estão a caminho do Ushuaia de forma motorizada. No sul da Argentina as cidades ficam muito distantes uma da outra, e se hospedar em alguma cidade antes tornaria a viagem até a balsa e até Ushuaia muito comprida.

Chegamos em Rio Gallegos no fim do dia, e fomos buscar um camping, como a cidade recebe muitos viageiros, possui algumas opções de campings, onde ficamos tinha uma estrutura ótima. Conhecemos pessoas muito bacanas no camping, compartilhamos dicas de viagens e muitas histórias. Como chegamos na cidade no fim do dia, reservamos duas noites para poder conhecer um pouco a cidade e região.

No dia seguinte fomos conhecer a cidade, fomos a praça de armas, que é bonita, depois seguimos para a costa, que nos pareceu um pouco abandonada, as pessoas não frequentam o lugar que inclusive não passa uma sensação de segurança. Fomo também ao Museu Ferroviário, que estava fechado e mais parece um cemitério de trens abandonados, com a exceção de um que estava reformado. O lugar não é cuidado ou organizado, e servia de dormitório de moradores de rua visto as roupas e colchões encontrados dentro dos trens, e as grades estavam rompidas, por isso conseguimos acessar o local.

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Monumento da praça de armas de Rio Gallegos

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Construção abandonada na costa da cidade

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Trem reformado do Museu Ferroviário

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Cemitério de trens

No dia seguinte saímos bem cedo rumo a balsa, abastecemos, e essa parte é bem importante de falar pois existem pouquíssimos postos de gasolina no caminho. Antes de chegarmos na balsa fizemos uma parada para conhecer a Laguna Azul, uma indicação que se mostrou uma das melhores surpresas da viajem, a laguna fica a 60km ao sul da cidade de Rio Gallegos. A laguna é um espelho de água localizado na cratera de um vulcão inativo do campo vulcânico de Pali Aike. O lugar e surpreendente, e queríamos ter mais tempo para poder ficar e caminhar pelo campo, a chegada é fácil, o vulcão é muito velho e sua cratéra está basicamente no nível da estrada, e se chega de carro até muito próximo. É possível descer até a laguna e caminhar pela região, mas ai a descida, e posteriormente a subida, é bastante íngreme. A entrada é gratuita e de livre acesso.

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Laguna Azul, na cratera de um vulcão

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Antes de chegar na Balsa, existe a fronteira com o Chile. Sair pela aduana da Argentina foi fácil, levamos menos de 40 minutos, porém, entrar pela aduana no Chile nos tomou mais de 2 horas, uma das aduanas mais confusas e burocráticas que já passamos.

Andamos 50km em território chileno, boa parte em estrada de chão (ou rípio como é chamado) e finalmente chegamos na balsa. Não esperamos muito até embarcar. A balsa custou 375 pesos argentinos pelo nosso carro, a balsa também pode ser paga em pesos chilenos. A viajem foi rápida, durou cerca de 45min, e dentro possui um café simples com cachorro quente para quem quiser comprar algo quente, mas claro, com valores extremamente inflacionados.

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Saímos da balsa e seguimos mais 150km até voltamos para território argentino. Para sair do Chile e entrar na Argentina foi bem tranquilo.

Seguimos pela Ruta del Fin del Mundo, e perto de chegar a Ushuaia, o visual muda completamente, de uma vegetação de serrado baixa, com cores amareladas, para uma vegetação de bosque, com muito verde, lagos azuis e cores vivas. No caminho paramos para abastecer na cidade de Rio Grande, afinal nesse trajeto não haviam postos de gasolina. Passamos por Tolhuin, a cidade nos lembrou a cidade de Gramado no Rio Grande do Sul, com casas estilo alemãs, muitas fores coloridas nos jardins, muita madeira, chegamos a buscar hospedagem na cidade, mas além de estar cheia, as opções de hospedagens ainda disponíveis, apesar de encantadoras, eram muito caras. Aproveitamos a parada para comer na confeitaria La Union, uma confeitaria indicada por vários viajantes. O lugar não é extremamente lindo, mas os doces… são simplesmente maravilhosos e o preço é bem justo. A confeitaria é conhecida por ser a melhor da Argentina, nós não podemos afirmar isso, afinal não fomos TODAS as confeitarias do país, mas essa foi a melhor que comemos.

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Doces e um chá para animar os viajantes antes de voltarmos para a estrada

Não faltava mais muito para chegar a Ushuaia, e no caminho passamos pelo Lago Fagnano e pelo Lago Escondido, a estrada possui vários miradores, pois a paisagem dos lagos cor azul anis se mesclam com as montanhas nevadas, e o bosques verdes. Nestes lados vá especialmente com calma, além da paisagem ser deslumbrante e te distrair, o caminho tem muitas curvas e muitos motoristas que são acostumado com velocidades acima dos 100km.

Depois de mais de 11 horas de viajem, 700km percorridos, grande parte em estrada de rípio, quatro aduanas e uma balsa, chegamos ao Ushuaia, ainda com claridade, graças ao verão patagônico que amanhece as 5:00 e anoitece as 21:30.

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Selfie no mirador para o Lago Escondido

Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo

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Bom, temos muito do que falar da cidade de Ushuaia, a cidade que é considerada pelos argentinos o fim do mundo, tem uma discussão sobre o assunto com o Chile, pois Puerto Willians geograficamente fica mais ao sul que Ushuaia, mas é tão pequeno que os argentinos não a consideram uma cidade e sim povoado. Bom, não vamos entrar no mérito, e para nós o Ushuaia é a cidade pagável mais ao sul do mundo, visto que Puerto Willians se chega apenas de avião ou barco, e é extremamente caro.

Mas vamos começar chegando na cidade. Você sabe que está chegando na cidade pela paisagem da estrada, a vegetação muda, o cerrado dá lugar a curvas, morros, bosques verdes e diversos lagos bastante azuis, pouco antes de chagar há uma cidade chamada Tolhuin, toda ajeitadinha, onde resolvemos parar pois nos haviam indicado a confeitaria La Union, “a melhor confeitaria da Argentina”. não fomos a todas as confeitarias do país, mas fez jus a fama. De fato a confeitaria tinham doces maravilhosos e preços bem justos. Seguimos pela estrada até Ushuaia, no caminho existem alguns miradores, pois passamos por lagunas e paisagens inacreditáveis.

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Chegada a Ushuaia

Não espere do Ushuaia uma cidade com casinhas colônias, ou uma cidade arquitetonicamente projetada. A cidade possui duas ruas principais, e salvo algumas construções mais coloniais, a arquitetura é bem tradicional.

Ao sul da cidade está o estreito de Beagle e junto a ele uma reserva ambiental, o Parque Nacional Tierra del Fuego. Reservamos três dias para conhecer a cidade e dois para conhecer o parque nacional. Assim que chegamos na cidade fomos buscar hospedagem, pois estávamos em contato com uma pessoa que iria nos hospedar, porém ela não havia retornado nossas últimas mensagens e chegamos sem ter onde ficar. Fomos em fevereiro, e a cidade está cheia neste período, vários hosteis e hospedagens já estavam lotados e os camping disponíveis são no parque nacional, então camping não era uma opção, porém conseguimos um hostel perto da região central da cidade. Depois de hospedados fomos conhecer a cidade que tem várias atrações e opções de passeios.

Mirador Passo Garibaldi:

Este mirador está na Ruta 3, próximo a entrada da cidade, paramos na nossa chegada pois o visual é incrível, e estávamos deslumbrados com a estrada. Dele é possível ver os Lagos Escondido e Fagnano.

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Lago Escondido e Fagnano ao fundo

Rua San Martin:

É a rua principal da cidade, nela se pode encontrar  casas de câmbio, alguns hotéis, lojas de roupas quentinhas, confeitarias, agências de viagens, e vários restaurantes e bares. É bem charmosa e movimentada. Nos caminhamos por ela durante o dia e a noite, quando tem um charme bem diferente.

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Bela Calle San Martin a noite

Glacial Martial:

Nós fomos no segundo dia para o glacial Martial, que é relativamente próximo a cidade, porém ir a pé é uma caminhada íngreme e longa e não tem ônibus para lá. Nós fomos de carro, mas pode-se ir com taxi ou tours. Chegando lá, há um estacionamento, alguns cafés e uma guarita com informações. Como fomos no verão, o teleférico para subir fica desativado, pois não há neve na primeira parte de subida. A entrada é gratuita. As trilhas são bem sinalizadas, e a subida é relativamente fácil, subimos até um dos pontos mais altos, onde acaba a trilha, em pouco mais de uma hora. É possível subir bem mais, porém para continuar e ver o outro lado da montanha, somente é possível com agência de turismo e grupos especializados que fazem o tour que contempla trekking e escalada, porém no verão não há esse tour em função da pouca neve. Neste passeio que fizemos não necessita de tour ou guia, e nem de grampões (equipamento para caminhada em gelo), pois a trilha não tem neve, a quando chegamos na neve a trilha termina. Na descida optamos por ir pela trilha do bosque, um caminho paralelo ao da subida, e que passa entremeio a um bosque bastante verde e denso. E depois de algumas horas de caminhada tomamos um chocolate quente ao pé do Glaciar para se esquentar.

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Subida ao Glacial Martial

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Lê curtindo a neve e gelo

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A alegria de chegar ao final da trilha

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Glacial ao topo da montanha

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Cidade de Ushuaia ao fundo

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O belo caminho do bosque

Orla Bahia Ushuaia

A orla da cidade é a segunda rua mais movimentada, nela se encontram vários restaurantes,  hotéis, e algumas lojas. Aqui também está o porto, de onde saem os cruzeiros rumo a Antártida, o museu do Fim do Mundo, que optamos por não entrar, a famosa placa “Ushuaia Fin del Mundo”, onde todos os turistas tiram fotos, e nós também, e o Barco Saint Christopher. Este barco de origem americana, foi utilizado na segunda guerra mundial na invasão a Normandia, o famoso dia D. Depois dos seus anos de glória, foi parar em uma empresa argentina de reboques de barcos, foi reformado, porém  com o tempo teve sua estrutura danificada, sendo deixado de lado na Bahia de Ushuaia. Em 2010 começaram obras de restauração do barco, que hoje faz parte do visual da cidade. Nos percorremos quase toda a orla a pé.

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Bandeiras da Argentina e da Tierra del Fuego

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Barco Saint Christopher

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Museu Marítimo e Presídio

Conhecer este museu, significa conhecer o início da cidade de Ushuaia. A cidade começou de fato com a construção do presídio central, pela sua localização. O presídio foi construído pelos próprios detentos e pelo exército, e em 1920 abriu as portas oficialmente. Era um presídio de segurança relativamente baixa para detentos de alta periculosidade, mesmo assim, há registro de somente uma fuga bem sucedida. A região é tão fria e inóspita que os detentos que fugiam, voltavam buscando comida e agasalho. É possível visitar quatro das cinco alas do presídio, uma das alas está a reconstrução de como era na época e conta a história de alguns dos presos mais conhecidos, outra ala está exatamente como o presídio foi encontrado, e não possui calefação, esta ala é especialmente gelada e com uma atmosfera bastante pesada, as outras duas alas são uma galeria de arte e uma loja de souvenir. As visitas guiadas acontecem em 2 horários diários, a entrada custa 150 pesos argentinos e é válida por 48hrs, então se pode voltar no dia seguinte. É possível também fazer uma visita teatralizada ao museu, somente disponíveis as segundas, quartas e sextas, as 20:00 horas, e somente para maiores de 15 anos. Nesta visita, você ganha um uniforme de presidiário e conhece o museu sobre um perspectiva bem diferente, custa 180 pesos argentinos.

Junto está o museu marítimo, que conta com réplicas de várias embarcações e conta a história da chegada de Beagle, Fitz Roy e várias pessoas importante a Tierra del Fuego, inclusive Darwin que foi estudar a vida marinha por lá. Nós visitamos o museu somente em um dia. A visita guiada é bem completa e está incluída na entrada.

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Ala do presídio mantida como encontrada depois do seu abandono

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Museu Marítimo, representação de 3 exploradores que viveram em um antigo farol no sul da Tierra del Fuego, e ao fundo pedaços de madeira que pertenciam ao farol

Galeria temática

A galeria temática fica na rua San Martin, próximo ao presídio, acompanha áudio guia e custou 140 pesos argentinos. No passeio é possível ver de forma mais reconstruída toda a história da cidade, desde a cultura dos antigos índios, moradores da região desde a pré história e sua cultura, bem como a chegada de Darwin, Fitz Roy e outros na cidade, além de vários outros momentos históricos e importantes para a região. Foi uma experiência bem diferente e nos surpreendeu positivamente.

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Recriação dos Yamanas, primeiros habitantes da Tierra del Fuego

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Canoa Yamana e explicação de seus métodos de pesca e colheita de moluscos

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Explorador Fitz Roy e alguns fuoguinos que foram levados a Inglaterra

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O principal trabalho dos presos do presidio de Ushuaia era o corte de madeira da região, na qual era usada para construção, e bem importante, para calefação

Bares e Restaurantes

Existem opções para todos os gostos na cidade, desde cordeiro patagônico assado inteiro em fogo de chão, empanadas, e a famosa centolla inteira, o caranguejo gigante. A centolla é um prato bastante turístico, e muitos procuram os restaurante pela experiência de comer um animal tão grande como este. Nós ganhamos de presente de casamento e comemos o caranguejo gigante em um dos restaurantes da San Martin, mas se encontram em vários lugares da cidade. Você escolhe o caranguejo em um aquário e ele vem cozido inteiro para a mesa, junto com uma tesoura e um avental. De fato é um experiência única, não é muito fácil comer o bichinho, e não é uma experiência barata, uma janta desta sai bem caro e o preço é por peso, em médio 300 pesos por quilo, o nosso caranguejo era pequeno e pesava 1,5Kg. A cidade também está cheia de bares, a nossa indicação é o Bar Ideal, um bar irlandês, que fica em uma das casas de madeira antigas da Calle San Martin, esse é o bar mais antigo de Ushuaia, e cheio de bilhetes de viajantes na parede, desafio a encontrarem o nosso. Lá encontramos o Cesar, um morador da cidade que viveu sua vida toda em Ushuaia, seu pai foi um dos carcereiros do presídio, e tivemos o prazer de ouvir grandes histórias da cidade por uma pessoa que as vivenciou, indescritível.

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Nosso encontro com Cesar no Bar Ideal

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Cadeira original da barbearia que funcionava na casa antes de se tornar o Bar Ideal

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Pronto para comer a centolla

Parque Terra Del Fuego

O Parque Nacional Tierra del Fuego fica bem ao sul da cidade, as margens do estreito de Beagle,  Bahia Lapataia e faz fronteira com o Chile. A entrada do parque custa 100 pesos argentinos e a da direito a três dias e duas noites no parque, podendo passar todo o tempo dentro, ou ir e voltar nesse período. Para chegar, pode-se ir de carro, como nós fomos, de ônibus, ou com o trem do fim do mundo, em estilo Maria fumaça, leva os turistas até o parque e faz o passeio interno. O parque tem diversas trilhas, um prato cheio para os amantes de trakking. Dentro do parque existem restaurantes, cafés, um camping pago e com estrutura e campings rústicos gratuitos, esses possuem apenas banheiro químico, mas os melhores banheiros químicos que já vimos. Obviamente só é permitido acampar nas áreas indicadas. Nós chegamos no início da tarde no parque e percorremos ele de carro, para reconhecer a área. Fomos até a Bahia Lapatia, e fizemos as trilhas dessa região. As trilhas que fizemos no primeiro dia são pequenas e nela pudemos observar bosques, uma represa de castores abandonada e as paisagens lindas da costa da Bahia. Nesta noite o plano era acampar, porém fazia frio e ventava bastante, optamos por dormir no carro.

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Mapa do Parque Nacional Tierra del Fuego

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Bahia Lapataia

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E chegamos ao final da Ruta 3, quem dera irmos até o Alaska

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Coelho livre na natureza

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Caminhada no meio da natureza

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Barragem de castores

No dia seguinte acordamos tarde, pois como o tempo estava bastante feio pela manhã, com chuva e bastante frio, aproveitamos para dormir um pouco mais. Quando o tempo melhorou, fomos até um dos cafés do parque, e lá conhecemos dois brasileiros que nos indicaram a trilha Hito XXIV, uma trilha que chega até a divisa da Argentina com o Chile. Resolvemos fazer esta trilha, que leva cerca de 3 horas. A trilha é fácil e quase toda plana, na maior parte com vegetação bem fechada, mas que costeia o lago Roca, então horas se está na beira do lago, horas se está em meio aos bosques. Chegamos ao fim da trilha, na divisa com o Chile, que somente é sinalizado por uma placa, não existem cercas nem muros. Entramos ilegalmente no Chile por alguns minutos, hehehe, logo voltamos, afinal queríamos o carimbo no passaporte da entrada do país, sabe como é.

Vale a pena ficar mais dias no parque, o lugar é lindo, as trilhas são bem sinalizadas, gostaríamos de ter feito mais algumas, Neste parque nacional não se indica beber a água dos arroios, então leve a água que for consumir, lá dentro é caro.

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Parada na trilha HITO XXIV para admirar a vista da Bahia Lapataia

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Trilha até a fronteira com o Chile

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Placa que sinaliza o limite Argentina / Chile

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Bahia Lapataia

 

Playa Larga:

Considerada reserva natural e cultural, a Playa Larga fica a pouco mais de 3 km da cidade e as margens do estreito de Beagle. É bem popular para os que fazem trekking, pois se pode ir caminhando, porém, há estradas e nós fomos de carro. O visual é muito bonito, e se pode  encontrar, mar, montanha, neve e cidade em uma mesma paisagem. A vista da baia com a cidade ao fundo é um cartão postal.

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Vista da cidade de Ushuaia com as montanhas nevadas ao fundo

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Laguna Esmeralda:

Esse foi a nossa última parada da cidade, por estar na Ruta 3 aproveitamos para ir no dia que iriamos embora, fazendo uma parada nesse lugar incrível.

Ela fica bem afastada, o início da trilha que leva até a laguna fica na Ruta 3, e  para chegar somente de carro ou tour. Existem duas entradas para a Laguna, uma pela rodovia, que é gratuita, e outra pelo Valle de Lobos, uma fazenda de criação de cães da raça Huskies siberianos e que também dá acesso a uma trilha até a Laguna. Pela Valle de Lobos é preciso pagar 50 pesos argentinos, eles possuem uma estrutura de banheiros e restaurantes e indo pelo seu acesso se ganha uma bebida quente no retorno. se a opção for pelo Valle de Lobos se atente a hora, eles fecham a partir do meio da tarde. Nós fomos pelo acesso gratuíto. São 4 horas de trilha para ir e voltar, mas calcule 5 horas, acredite na gente, você vai querer passar um tempo só admirando o lugar!

A trilha é bem sinalizada, muito bonita e na maioria do seu trajeto plana. Não é recomendado fazer a trilha a noite, e encontramos bastante pessoas no caminho. Chegando lá, ficamos surpreendidos pela cor da água, um verde que faz jus ao seu nome.

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Laguna Esmeralda

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A cidade possui muitos tour pelas agências de turismos que se encontram na cidade que contemplam diversos passeios, as opções são diversas, vale a pena pesquisar. Existem alguns passeios que não fizemos por algum motivo, mas que vale a pena buscar como, trekking pelo glacial Vinciguerra que leva um dia inteiro, ou o passeio de barco pelo estreito de Beagle até a ilha dos pinguins, que também leva um dia, se tiver sorte pode ver alguns pinguins reis, que são enormes. Então reserve uma semana na cidade se você quiser fazer todos os passeios que essa cidade tão diversa oferece.

 

Puerto San Julian

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Puerto San Julian é uma cidade da patagônia argentina com pouco mais de 7 mil habitantes, que se localiza na Bahia San Julian. A cidade conta com um porto bastante importante para a região e também com um aeroporto.

Chegamos na cidade ao meio dia e fomos buscar hospedagem. Ficamos em um camping muito bom, bem pertinho do mar. Aproveitamos o resto do dia pra conhecer um pouco a cidade, que na verdade não possui muitos atrativos. Além de um monumento as Malvinas, a beira da praia que é bem rustica. O principal ponto turístico da cidade é um museu pequeno no formato da réplica de um barco que deu a volta ao mundo e atracou na cidade, nós não conseguimos fazer a visita porque estava ventando, e com vento toda a parte do convés fica fechada e a própria funcionário do museu falou que não valia a pena fazer apenas a parte interna. O ingresso ao museu são 10 pesos argentinos. Contudo, o principal atrativo da região é o Caminho Costeiro, esse que fica longe da região central.

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Barraca montada e prontos para conhecer a cidade

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Praia de Puerto San Julian

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A Bahia San Julian é um reserva nacional e nela que está o Circuito Costeiro, o circuito possui 27km, a ser percorrido de carro, por alguns pontos da bahia. Todo o caminho é sem pavimento, e com pedregulhos, na Argentina conhecido como rípio. O caminho também não é muito bem sinalizado, é um circuito que costeia o mar na maioria do seu trajeto. Nós disseram que existem tours de agências de turismo que fazem o passeio, como estamos viajando de carro resolvemos fazer por nós, porém a estrada não é muito boa, e como estamos com um carro compacto tiveram alguns pontos que não pudemos chegar, mas que uma caminhonete chegaria sem problemas.

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Pode-se observar ao longo do caminho praias de águas verde azuladas, com formações impressionantes, a areia não é como a que estamos acostumados, são formado por pedrinha muito pequenas, fragmentos de conchas e carapaças de moluscos de várias cores. O lugar não é tão conhecido e explorado pelos turistas, por isto cruzamos com pouquíssimos carros ao longo do trajeto.

Ao fim do Circuito costeiro, pode-se observar uma Loberia, com espécies de lobos marinhos de várias idades, mas antes de chegarmos lá, passamos por paisagens lindas, horas na altura do mar, horas em cima de paredões de rochas onde se pode ver a paisagem do alto. Em um ponto de circuito existe um camping rústico, porém infelizmente está bastante abandonado.

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El Chaltén e a montanha Fitz Roy

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El Chaltén é conhecida como a capital argentina do trekking, fica ao sul da cordilheira dos andes, na patagônia argentina e tem pouco mais de 500 habitantes no inverno. Recebe milhares de turistas no verão, que tem por objetivo subir a montanha Fitz Roy e a montanha Torre.

A cidade na verdade é um povoado pequeno, porém com estrutura para receber os turistas. A maior cidade próxima é El Calafate, que conta com aeroporto e linhas de ônibus para El Chaltén. Chegando na cidade a primeira coisa que fizemos foi nos registrar na administração do parque nacional, chamado Los Glaciares. Lá recebemos mapas e várias instruções sobre hospedagem e principalmente das trilhas. Fomos em fevereiro, e haviam muitos viajantes na cidade, e a cidade dos mochileiros.

A cidade conta com várias opções de hospedagens, é possível se hospedar em hotel, hostel ou camping, há opção para todos os bolços, porém poucas hospedagens que possuem internet, somente as mais caras. Na verdade a cidade não é propriamente barata, os mercadinhos, restaurantes e bares são bem inflacionados. Contudo existem muitas opções de bares e restaurantes.

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Nós ficamos hospedados em um camping. Vale lembrar que mesmo no alto verão, estamos na patagônia e a noite pode fazer muito frio, se a opção for a mesma que a nossa é bom estar preparado com um bom saco de dormir. Como chegamos no início da tarde, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade e nos preparar para o trekking de dois dias e uma noite que havíamos nos propostos a fazer.

As opções do parque nacional são várias, e nele está o Glacial Viedma, se chega a ele apenas de barco e com tour. Nos indicaram esse como um dos melhores trekking em glacial da América do Sul, mas achamos o valor um pouco caro e optamos por não fazer, de qualquer forma, é um trekking de um dia, e custa 1700 pesos argentinos, inclui transporte e alimentação. Também é possível fazer rafting, cavalgadas, passeios de bike, passeios de barco e escaladas.

Nós tínhamos dois objetivos no nosso trekking, ir até a Laguna de Los três, na montanha Fitz Roy e a Laguna Torre na montanha Torre. Sim, nós queríamos subir as duas montanhas em dois dias.

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Mapa das trilhas de El Chaltén

Como já comentamos aqui, no post sobre nosso primeiro trekking da viajem, em Torres Del Paine, os parques nacionais possuem uma fiscalização e cuidados muito específicos para estas reservas. Nos parque nacionais da Argentina, assim como no Chile, não se pode fazer fogo, você é responsável pelo seu lixo, não existem lixeiras no caminho, existem as áreas específicas para camping e não é permitido acampar fora das áreas. Os campings são gratuitos, com exceção de um em uma área privada. As aéreas de camping estão localizado no meio das trilhas. Eles não tem banho e o banheiro é no estilo capunga. As pessoas que fazem este tipo de turismo são bastante conscientes de deixar a montanha do jeito que encontrou e procuram interferir o mínimo possível na fauna e flora local.

Seriam dois dias de caminhada, e nosso plano foi acampar na área de camping gratuita Poincenot, perto da Laguna de Los Três. Para isso montamos as nossas mochilas com o necessário, e só o necessário, pois passaríamos dois dias carregando nossas coisas, e como já dito, tudo o que se leva e não se usa, é peso carregado por nada.

Saímos do camping e deixamos o carro em uma estacionamento no início da trilha. Logo de início pudemos observar condores voando muito pertinho de nossas cabeças. Foram cerca de 3 horas de caminhada até chegar ao acampamento. Passamos pela Laguna Capri, e ali almoçamos, descansando e aproveitamos o lugar que é simplesmente lindo.

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Vista no início da trilha, para empolgar a subida

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Condor que avistamos voando na nossa primeira parada

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O visual dos picos nevados que acompanha o caminho é deslumbrante

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Caminha da até o destino

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parada na Laguna Capri para almoço e um descanso

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Laguna Capri com vista ao pico da montanha Fitz Roy

Chegamos no início da tarde no acampamento Poincenot, já haviam algumas barracas montadas na área de camping, escolhemos um lugar e armamos a nossa. Demos uma pequena descansada, comemos um snack e seguimos caminhada por mais quase duas horas até a Laguna de Los Três, o plano era segui até o final da trilha, voltar para dormir, para no outro dia irmos então para a Laguna Torre. No primeiro dia foram no total 10km de caminhada intença, subimos 750 metros em um total de quase 5 horas.

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Caminho chegando no acampamento

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Uma das aves que rondavam as barracas na área de camping

Acreditem, o lugar compensa o cansaço e esforço. No primeiro momento que se avista a Laguna de los Tres ainda falta um pouco para chegar nela, é uma parte mais alta de pedras com uma visão panorâmica, de um lado a laguna, do outro uma vista ampla do parque nacional, sentamos por um bom tempo apenas apreciando a vista, era deslumbrante. Depois descemos até a laguna, uma descida bem ingrime, que significa uma subida igualmente ingrime e bastante puxadinha.

Uma curiosidade, o nome El Chaltén significa “montanha que fuma / fumega” na linguá do povo que habitava antigamente a região. Como podem conferir na foto, e pelo que nos falaram, quase sempre há uma nuvem no pico da montanha Fitz Roy, dai o nome da cidade.

Voltamos para o acampamento, conversamos com algumas pessoas e depois fomos dormir, pois no dia seguinte tinha mais caminhada.

Fitz Roy

Laguna de las Tres e todo seu esplendor

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Vista do parque do topo do Fitz Roy

 

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O dia seguinte começou cedo, desmontamos acampamento e voltamos a trilha em que estávamos até o encontro com a trilha Madre e Hija, caminhamos por cerca de 8km em um caminho plano, onde passamos por bosques incríveis, e as duas lagunas que dão o nome da trilha. Esta trilha liga as duas montanhas, começa no Fitz Roy e termina no Torre, o tempo inteiro acompanhados dos picos nevados. Depois de mais de 2 horas de caminhada, chegamos ao meio da trilha Laguna Torre. Aproveitamos para descansar, comer um chocolate para dar um gás, pois deste ponto seriam mais alguns km de subida.

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Vista ao pico Fitz Roy da trilha Madre e Hija

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Vista ao pico Fitz Roy da trilha Madre e Hija

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Curtindo a nossa caminhada em meio a natureza

Descansados e motivados, seguimos até chegar na Laguna Torre. Os últimos metros são especialmente difíceis, mas quando se chega no topo, o sentimento de “eu consegui” junto com uma paisagem contemplada e conhecida por poucos, faz qualquer cansaço e sacrifício valerem a pena. A Laguna Torre com água verde, o Glacial Grande ao fundo, os icebergs que descolaram do gelo do glacial e que chegam até a beira da laguna, os picos da montanha Torre, indescritível.

Sentamos a beira da laguna, almoçamos, ficamos um tempo brincando com o gelo, tirando fotos, caminhando pelo lugar, contemplando aquele visual único. Foram 5 horas de caminhada até ali, e depois de umas 2 horas curtindo o lugar, era hora de voltar. A descida foi mais fácil e levou cerca de 3 horas.

A experiência foi única e incrível.

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Laguna Torre

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Pequenos icebergs provenientes do Glacial Grande, que desemboca na laguna

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Se divertindo com o gelo de centenas de anos do glaciar

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Hora de voltar

Quando fomos buscar nosso carro no estacionamento, encontramos um bilhetinho muito simpático perguntando sobre o nosso depósito de água do carro. Tivemos a oportunidade de conhecer a história de Llevados por el Viento, um casal, ele argentino e ela brasileira, que vivem viajando com um fusca e seu trailer. Não nos conhecemos pessoalmente, mas o mundo digital faz maravilhas, e pudemos trocar muitas informações e nos conhecer um pouco por internet. Para quem quiser conhecer um pouco a história deles, deixamos o link aqui.

Voltamos para o camping de El Chaltén, e para comemorar o feito dos últimos dois dias fomos jantar na La Cerveceria, uma cervejaria artesanal, que tem um Bier Garden e um cerveja muito boa. É possível fazer visitação na cervejaria e conhecer o processo de fabricação e quem vai tomar cerveja por lá, ganha pipoca para acompanhar. Outros lugares que comemos na cidade e podemos indicar é as maravilhosas empanadas do Che Empanada, uma lojinha pequena na rua principal da cidade, com as melhores empanadas que comemos na Argentina, e com preço bem razoável, e o Mitos, onde comemos uma pizza maravilhosa, o bar é muito aconchegante, pertinho do Che Empanada.

Buenos Aires: La Boca e o querido Caminito

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Buenos Aires é uma capital bastante grande, com muitos passeios e atrações, mas possivelmente o Caminito, que fica no bairro La Boca, seja um dos lugares mais visitados e lembrados da cidade.

O bairro La Boca fica próximo ao Porto e foi habitada no seu início por estrangeiros que chegavam pelo porto para trabalhar, a sua maioria espanhóis e italianos. Possui duas principais atrações, o Estádio La Bombonera da equipe Boca Juniors, e a rua museu Caminito. Nem pense em ir para lá de carro, além de não ter quase estacionamentos, o transito por lá não é muito recomendável. Se pode chegar de ônibus, metro ou taxi. Outra coisa que vale a pena mencionar é que o bairro não é considerado muito seguro. Nós não sentimos muita insegurança, mas mais de uma pessoa nos aconselhou a ter cuidado e não andar com a câmera fotográfica na mão, mas como disse, não vimos nada, então é só não dar bobeira que está tranquilo, afinal o lugar está cheio de turistas.

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Lojas e casas nas cores do Boca Juniors

É só chegar na área turística para ver a muvuca de pessoas, vários bares, lojinhas de souvenir, artesanatos, e dançarinos de tango vestidos a caráter posando para fotos com os turistas. Muitas das casas são nas cores do Boca Juniors, amarelo e azul, e é possível ver várias estatuas em tamanho real do Maradona, do Messi e até o Papa.

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Messi e Tevez recebendo os turistas

Na nossa visita ao bairro resolvemos ir caminhando para conhecer um pouco mais que apenas os pontos turísticos, estávamos em San Telmo e foram 30 minutos até chegarmos na La Bombonera. O Estádio do Boca Juniors possui visitação guiada, para fazer a visitação ao estádio, reserve meio turno. A visitação dura 2 horas e custa 180 pesos argentinos. Começa no museu, depois passa pelos vestiários, arquibancadas e gramado. Ao longo do passeio é possível comer no bar e restaurante do estádio e a visitação termina na lojinha, que não vende só fardamentos mas tudo que se pode imaginar do time. É um passeio bem interessante pois além de explicar um pouco sobre a história do time e sua ligação com o bairro, o guia conta sobre as táticas de intimidação, e de como a bomboneira foi projetada para desestabilizar os jogadores dos times rivais.

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Em frente a La Bombonera com suas casas em azul e amarelo e comida de rua

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Depois de sairmos da Bomboneira, seguimos pelas ruas do bairro até chegar ao famoso Caminito.

O Caminito é uma rua museu, restaurado no fim da década de 50, adquiriu significado cultural pelo fato de ter inspirado a música do famoso tango Caminito, o terceiro mais importante do mundo. Além disso,  tem uma característica peculiar: as casas são construídas com tábuas de madeira, placas e telhas de metal e pintados com muitas cores. Isso porque, quando os estrangeiros que viviam ali construíam suas casas, usavas as tintas que sobravam dos navios do porto, onde muito trabalhavam, para pintá-las.

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Famosa esquina do Caminito, com seus turista, lojas e dançarinos de tango

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Dançarinos de tango

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Verdade seja dita, o Caminito é bem legal, colorido, mas nada mais é que um grande cortiço de puxadinhos, era um conjunto de moradias populares precárias, que caracterizou o bairro desde o seu início, e eles procuram manter este espírito até hoje, então não espere ver grandes construções luxuosas, ou uma arquitetura surpreendente. Porém, apesar de ter sido, e ainda ser, um bairro bastante simples da cidade de Buenos Aires, não espere encontrar as coisas baratas, principalmente na área do Caminito. Os muitos restaurante e bares com apresentações de tango ou de músicas ao vivo não são bastante caros, e se pode deixar muito dinheiro nas lojinhas, mas como bons viajantes, nós encontramos uma opção mais econômica de almoço nos afastando um pouco do burburinho.

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Rua com diversos artistas vendendo seu trabalho

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A atmosfera do lugar é encantadora, e o Camitito tem um charme bagunçado muito peculiar, são muitas cores, muita arte, muita música, muita cultura, muitos turistas, tudo junto e misturado, reserve pelo menos meio turno para conhecer o local. Apesar da muvuca, nos encantou as lojinhas, os quadros de artistas incríveis, a música tocada ao vivo, e a alegria de um povo que tenta atender todo o tipo de desejo dos turistas que passam por lá.