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junho 2016

Parque Nacional Monte León

By | Argentina | One Comment

Monte León é um dos parque nacionais da patagônia argentina, localizado na Ruta 3, entre as cidades de Puerto San Julian e Rio Gallegos. Hoje é uma reserva nacional protegida, porém até o ano de 2000, ela foi uma estância de criação de ovelhas, convertendo-se em um parque nacional aberto ao público somente em 2006. A entrada é gratuita e o período indicado para visitação é de novembro a abril, por ser temporada de verão e o período onde se podem apreciar melhor a fauna e flora do local.

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Paisagem do Parque Nacional Monte León

Para chegar a Reserva é só seguir pela Ruta 3. A entrada para registro e orientações fica junto as casas da antiga estancia, primeira entrada para quem vem do norte. Lá fomos recebidos por um guarda parques que nos falou um pouco sobre o parque, nos deu mapas e nos alertou para algumas eventualidades, como locais com acesso restrito a determinados horários em função da marés e a possibilidade de cruzarmos com pumas, apesar de serem raros.  Junto a estrutura da antiga estancia, é possível visitar o galpão de antigo tosqueio das ovelhas, com um pequeno museu, com fotos e maquete da região. Também é possível se hospedar por lá. A reserva conta com uma hospedagem simples, para até 8 pessoas, em uma das casas da antiga estancia, de estilo inglês.

O local não tem nenhum tipo de transporte próprio, então este é um passeio para se fazer de carro, pois a reserva tem mais de 35km só de costa marítima, é muito chão de terra para se percorrer a pé.

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Nós fomos pela manhã, chegamos na recepção e depois de nos registrarmos e recebermos orientações e mapas, saímos de onde estávamos e seguimos mais 2km pela Ruta 3 na direção sul, onde existe a segunda entrada, essa para ingressar ao parque. Para quem vai visitar o parque vale ficar atento as entradas, porque não vimos ninguém que pudesse nos orientar na segunda entrada, apenas uma entrada livre, e o mapa e as informações que havíamos recebido teriam feito falta.

O parque não é tão famoso e conhecido, não tem muita estrutura para turistas, não recebem milhões de pessoas como outros da Argentina, e não ficamos sabendo de nenhum tour de agências de viagens para lá, é uma experiência de contato com a natureza pura. No dia que fomos, somente cruzamos com dois grupos de pessoas.

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Começamos a percorrer o caminho do parque e a primeira parada é uma trilha de 2 horas ida e volta, bem sinalizada, que leva até uma pinguineira, com mais de 60 mil pinguins de magalhães, a quarta mais importante do país. Nós tínhamos somente o dia para conhecer o parque e havíamos visitado a reserva de Punta Tombo nos dias anteriores, então optamos por não fazer a trilha. Seguimos a estrada de terra e ao longo do caminho vimos paisagens lindas, com formações incríveis, arenosas e de pedras claras. Passamos pela Isla de los Pajaros, uma ilha bastante próxima da costa e com uma quantidade enorme de pássaros e com diversas espécies. Logo em seguida se avista o Monte León, a formação que da nome ao parque, supostamente em forma de um leão, porém nós não conseguimos chegar nesse nível de abstração.

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Isla de los Pajaros com a antiga ponte, hoje fora de funcionamento

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Pequena quantidade de pássaros da ilha

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Chegamos até a costa. A reserva conta com algumas praias de pedras e conchas, e águas azuis e bastante cristalinas. Para ir caminhando de uma praia para outra deve se estar bastante atento aos horários da maré, a mesma sobe bastante rápido, e no seu máximo chega ao paredão depois da areia, e o único lugar para sair da praia é onde se deixa o carro, o que é bastante perigoso se você estiver muito longe. Próximo a essa primeira praia existe um camping rústico, com banheiro e parrijas, contudo não há energia elétrica nem banho. Ao lado da área de camping tem um café muito simples mas bem bonito, com algumas comidinhas, e com sorte wi-fi, mas vai depender do tempo.

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Costa e praias do parque

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Nós acabamos nos arrependendo de não termos nos programado para passar uma noite no camping, a tranquilidade do local, o som das ondas e a noite obviamente escura pela falta de luzes artificiais formam uma combinação perfeita.

As paisagens são de tirar o folego, apesar da água ser gelada, aproveitamos as praias, relaxamos ao sol, observamos muitos pássaros, guanacos, algumas flores. Acho que a atração principal de Monte León é suas paisagens e a harmonia com a natureza que se sente lá.

O site do parque nacional é http://www.monteleon-patagonia.com/

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18 aplicativos para quem vai viajar

By | Dicas | 2 Comments

A gente realmente gosta de guias e mapas impressos, poder tocar, rabiscar e marcar com post-its os livros, guias, revistas ou mapas, é um verdadeiro estudo sobre nossos destinos.

Mas não podemos negar que já se cansou de dizer que vivemos na era do digital, e na verdade que com os smartphones e tablets, as opções e quantidade de informações são gigantes, e podem ajudar muito um viajante no seu novo e desconhecido destino. Neste post vamos listar os aplicativos que estamos utilizando na nossa trip e por que estão nos ajudando muito no nosso dia a dia. Importante dizer, todos os aplicativos listados são gratuitos, então é baixar e aproveitar. Boa viagem!

1. HERE – Aplicativo de mapas com suporte off line, muito importante para quem está viajando fora do Brasil e não pode contar com 3G, se faz o download do pais que deseja e pronto. Muito bom para as estradas, um pouco desatualizado para dentro das cidades.

2. Google Maps – O clássico app de mapas da Google agora tem suporte off line, o usuário pode selecionar uma região e fazer o donwload do local. O tamanho da área que se pode baixar não é muito grande para quem está fazendo uma viagem de carro, mas cobre mais que qualquer cidade, então sempre temos a área da cidade que estamos para consultarmos off line.

3. Hostelbookers – Site de busca de hostel em um aplicativo.

4. Hostel World – Site de busca de hostel em um aplicativo.

5. Booking.com – Site de busca de hotel em um aplicativo.

6. Airbnb – Busca de casas ou quartos para alugar por temporada.

7. Couchsurfing – Comunidade de viajantes que hospedam outros viajantes em suas casas.

8. XE Currency – Aplicativo para acompanhar o cotação cambial de quase qualquer moedas. Nós olhamos todos os dias para acompanhar as moedas dos países que vamos passar e ver quando é melhor para trocar dinheiro e ter uma noção se o câmbio está junto. O app também mostra gráficos da variação monetária.

9. Google Drive – Tabelas de gastos, textos com planos de viagem, mapas com destinos e arquivos que precisaremos acessar em diferentes lugares tudo no mesmo aplicativo, e alguns podendo ser acessados mesmo no modo off line.

10. Google Tradutor – É uma pena que necessite de internet, mas poder ser útil para saber o que significa alguma palavra do menu no restaurante, ou em algum guia quando estiver no hotel.

11. Skyscanner – Busca de passagens aéreas. Buscamos passagens nos últimos dias e de fato encontramos os melhores preços nas buscas por nós mesmos, mas ajudou para saber de qual cidade seria mais barato voar.

12. Tripda – App para buscar ou oferecer carona por uma ajuda de custo para a gasolina.

13. BeepMe – App para buscar ou oferecer carona por uma ajuda de custo para a gasolina.

14 – Foursquare – Busca de dicas de onde comer, sair a noite, atividades da cidade e lugares para visitar.

15. Tripadvisor – Informações sobre os principais pontos turísticos da cidade, hoteis, restaurantes, etc. Existe a possibilidade de fazer o download das infos da cidade que se vai visitar.

16. Field Trip – Lista de lugares para visitar e atividades para fazer próximos de onde se está. Possui um mapa que ajuda na localização dos lugares que se vai visitar, infelizmente necessita de internet.

17. Snepseed – Aplicativo do Google para edição de fotos. Simples de usar e com uma qualidade muito superior que editar as fotos direto no Instagram ou no Facebook

18. Lightroom – Aplicativo da Adobe para edição de fotos. Simples de usar e com uma qualidade muito superior que editar as fotos direto no Instagram ou no Facebook

Santiago

By | Chile | One Comment

Nossa experiência em Santiago foi um pouco diferente das demais cidades que percorremos em nossa viagem de carro pela América do Sul, isto porque em Santiago deixamos de ser dois e passamos a ser quatro viajantes. Recebemos nossas primeiras visitas viajantes do projeto. Os pais do Luis programaram suas férias para passar uns dias com a gente.

Por sermos quatro pessoas, resolvemos alugar um apartamento para a semana que passamos na cidade, foi nossa primeira experiência no Arbnb. Logo de cara conhecemos o transito da cidade, intenso e estressante, pode-se perder muito tempo se você escolher ir ao mercado ou shopping na hora de pico, vivemos isso na pele algumas vezes.Santiago é uma capital com mais de 5 milhões de habitantes, com muitas atrações para conhecer e muita coisa para fazer, já que é a maior cidade chilena, polo industrial, financeiro e cultural.

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Ciclovia e riacho da Av. Bernardo O’Higgins, conhecida pelos santiaguinos como La Alameda

Assim que os pais do Luis chegaram, fomos fazer de cara o free tour da cidade que começa na praça de armas, com opções de dois horários: as 10:00h ou as 14:00h. Dura em média 3 horas de caminhada e o pagamento é na base da gorjeta. O free tour é sempre uma boa opção, pois além de dar um panorama dos principais pontos da cidade, se pode eleger os lugares de mais interesse para voltar nos próximos dias. Para quem está com um orçamento maior e não se anima em caminhar, existem os tour de ônibus, mas pessoalmente não somos muito fãs dessa modalidade, acreditamos que se perde muitos detalhes de arquitetura, cotidiano e das pessoas. Tivemos cinco dias de passeios na cidade com os pais do Luis, foi possível fazer tudo o que almejávamos, mas indicamos uma semana para quem quiser conhecer Santiago com calma e viver um pouco da cidade. Abaixo segue os lugares que visitamos e como foi cada experiência.

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Vista da torre do relógio do Museu Histórico Nacional

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Vista da janela da torre do Museu Histórico Nacional

A praça de armas é o coração da cidade, além da própria praça, aos arredores se encontra a catedral, a oficina de informações turísticas, o Museu de Arte Precolombino, o Museu Histórico Nacional (esse vale fazer o passeio guiado para subir até a torre do relógio, a vista da praça é incrível, e a história da sua construção também) e ao lado o prédio do Correio Nacional que é muito bonito. Caminhando um pouco mais de duas quadras também se encontram o prédio do antigo congresso e a Casa de la Moneda, que é a casa do governo chileno. Tudo isso fica no centro e é fácil de fazer a pé.

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Item do Museu Histórico Nacional

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Maquete do princípio da cidade de Santiago no Museu Histórico Nacional

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Interior da Catedral de Santiago

No Free tour passamos pelo bairro Lastarria, que possui ruas pequenas, casas encantadoras, restaurantes e cafés lindos, em que em um deles, na rua mesmo havia uma banda tocando um blues maravilhoso, com saxofones, e violões selo. Aos finais de semana existe uma feira de rua com muitos artesanatos diferentes, como quadros, livros, ilustrações, além dos artesanatos tradicionais de souvenir. Fica entre o Casa de la Moneda e o Cerro Santa Lucia.

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Prédio do antigo congresso

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Bolsa de Comércio na rua Nueva York

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Arquitetura do bairro Lastarria

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O mercado central foi um lugar que nos encantou, é possível ver vários tipos de peixes e mariscos, estando hospedado onde seja possível cozinhar vale muito a pena comprar alguns frutos do mar para preparar. Se não tiver como, ao menos comer em algum dos restaurantes de lá, não é a escolha mais econômica, mas com uma pesquisa de preços se consegue algum prato típico que caiba no bolso. Nossa dica para quem gosta de mariscos é provar o loco, marisco tradicional do Chile, que não é muito barato e está mais para uma entrada, ou então uma paila marina que vem com vários tipos de mariscos, ou ainda um pastel de jaiba, esse último é tipo um escondidinho de siri. Esses dois últimos são pratos completos e a preços mais econômicos.

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Faxada do Mercado Central de Santiago

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Pescados do mercado

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Paila marina que almoçamos no dia da visita ao mercado

Para ter uma bela vista do alto da cidade vale subir os 63 andares do Costanera Sky, a torre mais alta da América do Sul e que fica junto ao shopping Costanera Center, mas não precisa subir de escada não, o elevador não só é enorme, como é de alta velocidade, se sobem os 63 andares em um minuto. O ingresso para subir é de 5000 pesos chilenos e se pode ficar no mirador o tempo que quiser. Nós fomos um pouco antes do pôr do sol e acompanhamos o dia virar noite e o acender das luzes da cidade. Além de ter internet wiffi free para já ir postando as suas fotos, o mirador de 360 graus tem indicações do que se pode enxergar de cada ponto. É possível ver os dois cerros, o estádio, a cordilheira que fica bem pertinho da cidade e vários outros pontos da cidade. Também é possível usar os binóculos disponíveis de graça para observar a cidade bem mais de pertinho.

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A imponente torre do Sky Costanera

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Vista diurna da cidade de Santiago

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Por do sol de Santiago visto do mirador do Sky Costanera

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Vista noturna de Santiago

Nós ficamos hospedados no bairro Bellavista, bairro boêmio da capital chilena, e pudemos aproveitar bastante os bares da região para tomar uma cerveja, e também os drinks tradicionais do Chile, o Pisco Sour, Piscola e o Terremoto. As ruas principais do bairro são Pio Nono e Costituición, o primeiro com barres mais simples e mais baratos, o segundo mais chique e mais caros, e entre as duas ruas está o Pátio Bellavista, lindíssimo, mas um pouco caro, de qualquer maneira a visita é muito legal e de graça.

Também é no Bellavista que está uma das 3 casas do poeta Pablo Neruda, a La Chascona, uma casa que vislumbra a forma de um barco. O ingresso não é exatamente barato, custam 6.000 pesos chilenos por pessoa, cerca de R$35,00, mas para quem gosta do artista vale muito a pena. A visita é guiada por áudio guide, então se pode levar o tempo que quiser, fazer o passeio com calma e apreciar todos os detalhes, pois a casa tenta retratar fielmente a vida de Pablo Neruda. Quem coordenou a reconstrução e reorganização da casa para ficar tal qual era foi a ultima mulher do escritor. O acervo conta com muitos itens pessoais do mesmo. É a casa onde ele morou até a sua morte e tem uma história forte com o início da ditadura chilena, é uma pena não poder fotografar o interior da residência.

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Uma cerveja no Patio Bellavista, só uma, a segunda vai falir a sua viagem

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Topo da casa de Pablo Neruda, La Chascona

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Minha mãe e a Lê na escada do pátio da La Chascona

Santiago tem 2 morros, Cerro Santa Lucia no centro, com valor histórico fundamental na história do país, era um antigo forte, com um jardim projetado de tirar o folego, a subida até o ponto mais alto também é de tirar o folego, mas a vista compensa, esse passeio é de graça e não apenas para turistas, santiaguinos vão a este morro para relaxar, passear e tomar um sol. Se pode caminhar pelo antigo forte, os pórticos, as capelas e por quase todo o jardim que em sua época áurea proviam festas da alta sociedade, e que deveriam ser incríveis.

O outro Morro fica no bairro Bellavista e se chama Cerro San Cristoban, a subida é com um funicular, aqueles trenzinhos verticais que nos salvam em qualquer ladeira, e não é muito caro, mas pode-se subir a pé, ou de bike. Junto dele fica o Zoológico Nacional do Chile, um dos mais importantes da América do Sul, tem urso polar, pantera negra e tigre branco. Possui também a estátua de La Virgem, no topo, com 36mts de altura e que a noite, iluminada, pode ser vista de alguns pontos da cidade. Dizem ser o pôr do sol mais bonito de Santiago.

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Vista panorâmica do Cerro Santa Lucia

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Fortificação do Cerro Santa Lucia

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Artefatos do forte do Cerro Santa Lucia

Chile e vinho são uma ligação direta, então uma visita a uma vinícola é quase obrigatório, as duas principais são a famosa Concha y Toro e a Undurraga. Nós visitamos a Concha y Toro, o passeio dura 1 hora, é bastante comercial e custa 12.000 pesos chilenos por pessoa (R$70). A vinícola é afastada da cidade, mas tem como chegar de transporte público. Ganhamos uma taça da vinícola, e o passeio contempla a degustação de três vinho (meia taça de cada tipo de vinho), se conhece a antiga casa dos fundadores somente por fora, passamos pela parreira mais antiga da vinícola e fomos a uma das plantações com quatro espécies de uvas, que pudemos provar direto do pé. Conhecemos também as pipas e a famosa história e adega do Casillero del Diablo, que é o vinho mais conhecido e famoso da casa, porém não é o melhor e muito menos o mais caro. Por fim a visita termina na loja da vinícola, onde se podem comprar todos os vinhos produzidos pela Cocha y Toro, e vários souvenires. Os preços de lá são um pouquinho mais em conta que nos mercados e casas de vinhos. Pode-se fazer uma visitação com degustações de vinhos e queijos que aí sim, se degustam os melhores vinhos e para os entendidos deve ser uma experiência mais completa e bem menos comercial, visto que o valor é bem mais alto.

A Undurraga, é um pouco menos comercial, o passeio tradicional dura um pouco mais de 1h e custa 10,000 pesos chilenos (R$60). Também se ganha uma taça da casa e degustação de três vinhos, e existe a opção de passeio com degustação de queijos e vinhos finos.

Estes valores são dos ingressos direto nas vinícolas, como estávamos de carro fomos por conta, com agências de turismo o valor pode ser o dobro, pois as vinícolas não são centrais, são em localidades afastadas da cidade. Ainda assim, apesar de um pouco complicado, se pode chegar em ambas de transporte público.

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Visita a famosa vinícola Concha y Toro

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Vinhas da Concha y Toro

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Um cacho a menos para virar vinho

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Adega da nossa casa…quem me dera

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Famosa adega da lenda do Casillero del Diablo

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A parte boa, beber o vinho!

Um bairro que adoramos foi Paris-Londres, com ruas estreitas e de pedras, possui um ar completamente diferente do resto da cidade, um ar de uma pequena cidade européia. Pequeno e com alguns bares e restaurantes abertos até a noite, é um bom lugar para se hospedar. No bairro também existe um museu sobre a época da ditadura, o Londres 38, localizado na rua Londres e no número 38, essa casa foi usada pelos militares para tortura, com um clima pesado, é uma importante visita para conhecer esse passado escuro da história do país. Para quem espera ver peças de museu, não vai encontrar, a casa é basicamente vazia e conservada tal qual era, com alguns depoimentos em vídeos, fotos, e cartazes da época. A entrada é gratuita, mas é para quem tem estômago forte.

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Cajon Del Maipo foi uma dica dos nossos amigos Gabi e Lucas que tem o belíssimo projeto Mundo a Volta. O lugar é um pouco mais distante e por isso muitos acabam não indo ou nem sabendo que existe. Dá para chegar lá de carro, ou com tour por 40.000 pesos. Se você quiser ir de carro como fomos, é importante saber que a maior parte do caminho é pavimentado, porém os últimos quilômetros o caminho é de terra e bem ruim, com pedras e buracos, e próximo ao Embase del Yeso a estrada fica bastante estreita, com muitos pontos onde passam apenas um carro, e possui um forte trafego de caminhões, então se você for de carro, é tranquilo, mas vá com calma. O caminho não é muito sinalizado, mas com um mapa e perguntando você chega lá.

Cajon del Maipo é um cânion andino, pertinho do vulcão Tupungato onde está o Embalse del Yeso, uma grande reserva de água potável que abastece a cidade de Santiago, além de algumas termas, entre elas as Termas Valle da Colina, Morales e as Termas del Plomo. O lugar é impressionante. Nós fizemos um passeio de um dia, mas quem tiver tempo, pode acampar nas termas, ou no pequeno povoado San José del Maipo e fazer os trekkings da região, além de cavalgadas e esportes radicais aquáticos.

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As águas azuis e cristalinas do Embase de Yeso com a cordilheira nevada ao fundo, belíssimo

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Família reunida no Embase de Yeso

Outro lugar que vale muito a pena visitar é o Valle Nevado, contando que ele esteja com neve. No período que passamos em Santiago, o Valle Nevado não estava nevado, pelo fato de ter sido o verão mais quente dos últimos anos, e também porque nos verões a estação de esqui fecha, então, como não tinha neve, decidimos não ir, porém se você for em um período mais frio, vale a visita na estação de esqui, que é bem famosa. Pode-se ir de carro, ou também contratar tours das agências. O local tem restaurantes, hotéis, e uma boa estrutura para receber os turistas.

Um dica importante para fechar o post é sobre câmbio. Na cidade vai encontrar casas de câmbio em muitos lugares, mas sem dúvida o melhor lugar para ir é a Calle Agustinas, com uma concentração muito grande de casas de câmbio fica fácil de fazer a pesquisa pela melhor cotação. A rua fica localizada bem no centro, perto da praça de armas, bem fácil de ir.

Vida viajeira e vaidade combinam?

By | Vida de viajante | One Comment

Muita coisa mudou!

 

Quando se está viajando a baixo custo e por um período maior, nós mudamos a percepção de algumas coisas e passamos a dar valor para coisas um pouquinho diferentes. A mudança ela não vem de um dia para o outro, ela é gradual, dia após dia você vai percebendo que manter certos costumes e manias são complicados e algumas vezes insustentáveis.

A primeira coisa que eu sabia que iria se passar e que eu já estava bem preparada eram as mãos. Unhas longas e feitas impecavelmente é um luxo que eu só me dei na época da faculdade, quando tinha tempo e paciência para pensar nisso, mas neste estilo de vida “on the road”, é impossível ter unhas um pouco compridas, chega a ser nojento e um pouco perigoso. Depois as sapatilhas bonitinhas e as botinhas vão dando lugar aos tênis de trekking, as havaianas (habemus havaianas) e as alpargatas, as roupas ficam bem repetitivas, os acessórios diminuem até se restringirem a um brinco pequeno, anéis confortáveis e um colar “da sorte” que você usa todos os dias, até o momento que você quase não usa mais maquiagem.

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Bom, se deparar com seu rosto sem maquiagem, com sardinhas, algumas ruguinhas tímidas e marcas de expressão, talvez nas primeiras vezes fazem repensar no estilo de vida viageiro que optamos, mas conforme vão passando os dias e você vai conhecendo pessoas incríveis, lugares indescritíveis e passando por experiências tão enriquecedoras e superadoras, passamos a perceber que este rosto que eu vejo agora, é uma face tão melhor, tão real, tão mais limpa, tão mais viva e cheia de significado, cada marca de expressão é por uma risada, cada sarda é por um dia lindo de sol, cada bolha no pé é por uma trilha que me fez caminhar por horas para chegar em um lugar incrível que quase ninguém chegou, mas que cheguei, eu estava lá, e eu vi.

Eu não perdi a vaidade, tenho meus vestidinhos fofos, minhas maquiagem, cremes, muitos brincos, colares, e uso eles. Apenas lembro com pena de mim mesma que me cobrava certos comportamentos padrões e de quando acordava com muita renite alérgica e usava base, pó, rímel, imaginem, em prol de uma boa imagem (claro que aquilo tudo escorria ao longo do dia, e ficava um caos, mais alergia, mais espirros). Neste momento, que estou em uma casa na praia de Punta Hermosa, ao sul de Lima no Peru, escrevendo em uma sala de frente para o mar, estou bem arrumada, com uma camisa floral que combina com o jeans, e que recebe um acento perfeito com o casaco chumbo que me afina a silhueta. Eu estudei e trabalhei com moda a vida toda, e sim, neste mercado a aparecia é importante, e que eu tenho uma vaidade com referências simples e um pouco atemporais, o que diz muito sobre a minha pessoa. Gosto de dizer que curto uma roupa de vó, adoro um camisa com laço, ou algum frufru, um blazer, um jeans azul bem tradicional e uma sapatilha de bico fino sem salto.

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Mas percebi que existem situações que a simplicidade de uma cara lavada, um calça larga e uma camiseta dizem muito mais para a gente o que de fato importa naquele momento. Nunca, repito, nunca consegui entender como passar frio em troca de um look suuuuper cool é melhor do que estar quente. Se eu saio de casa com frio, fico mal humorada, e só consigo pensar em voltar para colocar um meião e tomar um chá quente. O fato é que a vaidade deve ser leve, adicional, orgânica, e não uma obrigação. É algo que a gente faz para a gente e não por obrigação para os outros. É preciso perceber a beleza da cara lavada, dos limites do conforto e bem estar do corpo, das marcas de história que a vida vai dando para a gente.

Saindo do oásis de Huacachina, na vinda para Lima, me percebi olhando meu reflexo no espelho, completamente sem maquiagem, e tenho que dizer que eu fiquei muito feliz com a beleza que eu vi no meu rosto, tenho 30 anos, mas naquele momento eu parecia uma menina, com os cílios clarinhos e espaçados, as sardas todas aparentes, os olhos como duas bolitas marrons, sem contornos, e a boca, cor de boca, meio tortinha como ela é.

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A liberdade do mundo e a vaidade da real beleza

Torres del Paine, o primeiro grande trekking da viagem.

By | Chile | One Comment

Um dos mais famosos destinos ao extremo sul do Chile é o Parque Nacional Torres del Paine, o parque fica perto da cidade de Puerto Natales, e faz parte da região de Magallanes e Antártida chilena. Nós tivemos a sorte, o prazer, o sacrifício e o maior orgulho de ter conhecido esse lugar único. Acreditamos que todos que já foram para este parque nacional, devem sair com sensação de superação e com o desejo de voltar para fazer mais, e mais e mais. Só de lembrar da experiência, vem aquela emoção que só lembranças como Torres del Paine deixam na gente.

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Vamos contextualizar, Torres del Paine é uma reserva ambiental criada em 1959 e administrada pela Conaf desde 1976, órgão chileno que administra todos os parques nacionais do país. O parque recebe milhões de pessoas por ano, a sua maioria em janeiro e fevereiro, pois é o período que não neva e as temperaturas são mais amenas, além de ter uma quantidade de horas de sol maior nesses meses, chegando a 16 horas de dia claro. Torres del Paine é o parque nacional mais visitado do país.

Considerado pela UNESCO uma das reservas biosfericas do mundo, o parque possui picos que podem chegar a 3000 metros, isso significa que existem microclimas no parque, e que o clima muda muito rápido por lá. A principal atração é a cordilheira Paine, onde se destacam as Torres del Paine, consiste em três agulhas de granito, uma formação única, que contém cores distintas e contrastantes de granito que só podem ser encontrados lá. Mas além das Torres, o parque é composto de campos de gelos, lagunas, bosques, saltos de água, e uma fauna e flora impressionantes, dentre eles estão os guanacos, o huemul, espécie de cerdo que está em extinção, o condor e a maior espécie de puma do mundo.

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Um guanaco no caminho, um de muuuuuitos

Antes de chegarmos no parque, ainda na cidade de Punta Arenas, que fica a 2 horas de carro do parque, fomos informados no guichê de informações turísticas da cidade, que neste ano de 2016, a temperatura dos meses de janeiro e fevereiro foram significativamente mais altas que dos outros anos, e que as visitações ao parque estavam acima do esperado, e por isso os campings gratuitos da Conaf (que são em meios das trilhas, alguns no meio da montanha) estavam controlando a lotação com reservas. Isso necessitou de uma organização maior nossa, pois pretendíamos ver nossa disposição diária e pretendíamos fazer o famoso circuíto W, uma trilha em forma de W, que passa por alguns pontos e miradores em um trekking de três noites e quatro dias, porém não havia mais vagas em alguns campings e tivemos que reorganizar nossos planos.

É possível chegar ao parque de ônibus, existem ônibus que saem de Punta Arenas e de Puerto Natales, estes vão te deixar na portaria do parque. Dentro do parque existem vans que fazem os trajetos internos, estas vans são dos hotéis e refúgios, para os hospedes, saem de graça, mas para quem não é hospede os preços ficam em 5.000 Pesos Chilenos por trajeto. Também é possível fazer uma excursão com agências de viagens de um dia no parque Tour Full Day, onde se visitam  de ônibus as áreas que se tem acesso por caminhos internos. Outra opção são os grupos de trekking que saem com um guia e fazem normalmente a trilha para a Las Torres, porém o caminho é bem sinalizado e fácil de ser feito por conta.

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Nosso primeiro trekking da viajem foi difícil, mas incrível. Chegamos no parque no meio da tarde, com nosso carro. A entrada custa 18.000 Pesos Chilenos por pessoa para estrangeiros e dá direito a ficar quanto tempo quiser dentro do parque, porém se preferir pode entrar e sair em de três dias corridos. Existem 3 entradas no parque, e todos as pessoas são registrados na entrada, vimos um vídeo de apresentação do parque, dos cuidados que se devem ter ao ingressar e ganhamos um mapa com a indicação de todas as trilhas, hospedagens, restaurantes e guarda parques, este guia é muito útil, pois tem os tempos das trilhas e distâncias, e é necessário estar sempre junto com ele, pois o mesmo pode ser solicitado nos pontos de controle, para o parque saber por onde você passou e para saber que você não é um intruso.

Dentro do parque existem os acampamentos gratuitos da Conaf que são no meio das trilhas e com melhor localização para os caminhantes, porém para chegar a eles são algumas horas de caminhada. Esses acampamentos possuem estrutura de banheiros simples e local para usar fogareiro portátil para cozinhar. Existem também acampamentos pagos, que saem de 10.000 a 15.000 Pesos por pessoa, alguns estão no em meio as trilhas e outros no início, estes possuem água quente para banho e local para utilizar fogareiros portáteis, ainda existem as opções dos refúgios, que são hospedagens relativamente simples, com banho quente, mas que saem em torno de 25.000 Pesos por pessoa, e tudo é pago, cobertas, café da manhã, toalhas, pode custar 15.000 Pesos a mais. Os hotéis, que ficam somente nos inícios das trilhas e no caminho de carro, são caríssimos, alguns indicam os valores em dólares. Estes contam com uma estrutura de luxo e os hotéis é a única opção de hospedagem com internet.

As estradas dentro do parque são de terra, e não são as melhores, então andamos devagar, bom para apreciar as paisagens que são de tirar o folego. Fomos de carro até o acampamento Las Torres, onde existem dois campings pagos, um estacionamento, um hotel com restaurante e um pequeno quiosque. Somente o restaurante e o quiosque tem internet e é paga, sim aluguem de Wi-fi. Vale salientar que o parque não tem sinal de telefone, e nem sinal de 3G, então, quem precisa muito mesmo de internet ou telefone, vai precisar pagar um pouco caro por esta necessidade.

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Nossos planos eram de subir a trilha no primeiro dia para chegar no acampamento Torres, o acampamento da Conaf no meio a trilha em direção a Laguna de Las Torres, pois já tínhamos reservado uma noite neste acampamento em Punta Arenas, o problema foi que nos atrasamos muito, e estávamos pronto para começar a trilha somente as 18:00 e não chegaríamos a tempo ao acampamento de dia, e é extremamente perigoso e não recomendável fazer nenhuma trilha no escuro. Então, decidimos não subir e dormir no carro na nossa primeira noite no parque. Digamos que não foi a noite mais confortável do mundo, nos enrolamos nos sacos de dormir relativamente cedo, para começar o dia seguinte também cedo.

Vale lembrar que é extremamente proibido fazer fogo no parque, as penas são de expulsão do parque, até expulsão do país, mais multa de 10 mil dólares, não é pouca coisa. Isso porque no ano de 2011 – 2012, um homem que estava acampado e pescando em um ponto proibido do parque, fez fogo a noite para se aquecer, e o fogo se alastrou, durou mais de dois meses e destruiu mais de 30% do parque. Até hoje é possível ver o local que o fogo passou, pois por ser uma região de temperaturas extremas e com pouca umidade, a vegetação leva muito anos para se recompor. A única forma de cozinhar no parque é em local e com equipamento apropriado, fogareiros de gás portateis próprias para camping.

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Ainda se pode ver as marcas do incêndio de 2011

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Raposa descansando e nos observando passar

Acordamos com o sol, e começamos a nos organizar para sair, o primeiro lugar que fomos foi ao Lago Grey, para chegar ao mirador do Glacial Grey. Estacionamos o carro junto ao guarda parque e começamos a caminhar, a trilha leva cerca de uma hora até chegar ao mirador. Venta muito no parque, e do mirador pudemos observar pequenos icebergs no lago e o glacial ao fundo, o glacial é muito grande, tem 6km de extensão e é possível fazer um passeio de barco que chega bem perto. Também é possível fazer trekking no glacial.

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Caminho para o Mirador Gray

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Imponente Glacial Gray

Depois do Lago Grey, seguimos para Salto Grande, um salto de águas cristalinas que tem um força impressionante. De lá caminhamos cerca de uma hora até o mirador cuernos, de onde pudemos observar os Cuernos del Paine, uma formação que parecem dois cornos. Dalí, seguimos até o acampamento Las Torres e começamos a organizar nossas mochilas, pois o objetivo foi subir a trilha até a Laguna de Los Três, uma laguna que fica aos pés das três agulhas de mármore, as torres mais famosas do parque, mas para isso, precisaríamos dormir a segunda noite do parque na montanha. Organizamos as mochilas com barraca, sacos de dormir polares (as temperaturas a noite são perto do 0 graus no verão) comidinhas, como frutas secas, castanhas, bolachinhas, doces, enlatados, um pouco de água, alguns band-aids, relaxantes musculares, lembrando que tudo que subir e não for usado, é peso carregado por nada, então, um bom planejamento é importante. Há, não precisa levar muita água não, a água dos córregos do parque é de degelo, potável e muito boa.

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Hotel no meio do lago Pehoé, nem nos atrevemos a perguntar os preços, hehe

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Vista do carro de Salto Grande

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Deixamos o carro no estacionamento junto com muitos outros e começamos subir a montanha. Depois de quase 45 min caminhando, encontramos um casal que estava voltando da trilha e nos contou que haviam acabado de ver um puma atravessando a trilha. Continuamos com cuidado e eis que o bichano resolve cruzar a trilha novamente desta vez na nossa frente. O puma passou relativamente perto de nós, nos olhou, e seguiu seu caminho mato adentro. Bom, foi uma experiência única, sabíamos que poderia acontecer, mas é muito raro um puma passar perto das trilhas em plena luz do dia. (Eu, Letícia fiquei apavorada e imóvel) Depois do encontro, continuamos a trilha. Duas horas de subida e chegamos ao Acampamento Chileno, um acampamento pago, que estava lotado. Ali também tem um hostel e uma vendinha superfaturada. Paramos para recarregar nossa água, comprar um chocolate, que impressionantemente ajuda muito, e parar um pouco para descansar.

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Início da subida as torres

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É raro, mas tivemos a sorte de avistar um puma na natureza

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Piadoca para descontrair a arda subida

Depois de um breve descanso, seguimos para o nosso acampamento, foram mais 1 hora e meia subindo e chegamos ao acampamento Torres da Conaf. Não tínhamos reserva para este dia e estávamos preocupados, porém o guarda parque que nos recebeu, foi incrível. Ele não cobrou nenhum tipo de reserva, nos registramos, e ele nos indicou os melhores lugares ainda disponíveis para acampar e nos ofereceu cobertas caso precisássemos. O acampamento tem banheiros e um espaço coberto com bancadas para quem quiser cozinhar. Existem algumas regras do parque, a primeira é que não existem lixeiros, e cada um é responsável pelo seu lixo, então todo o lixo que você gerar, você precisa descartar quando sair do parque. Outra regra é deixar as barracas bem fechadas, existe uma espécie de ratinho, habitantes da montanha. Existem também raposas que vão atrás de sobras das comidas. É importante interferir o menos possível na flora e fauna do lugar, e as pessoas que fazem esse tipo de turismo respeitam muito todas as regras.

Chegamos super cansados, armamos nosso barraca, preparamos algo para comer, conversamos um pouco com a galera e logo fomos dormir, porque no dia seguinte, tínhamos planos que começavam cedo. Haviam nos indicado subir a Laguna de Los Tres para ver o nascer do sol, e que para isso, precisaríamos sair do acampamento no máximo as 5 horas da manhã, pois leva 1 hora para chegar as torres. Quando o despertador tocou as 4:30, muito frio e completamente escuro, a vontade de sair da barraca era zero. Mas conforme foram surgindo as lanternas e a galera subindo, tomamos coragem, nos enchemos de casacos e saímos. Por cerca de 50 minutos caminhamos em total breu, salvo as lanternas das pessoas.O caminho é muito íngreme, com muitos pedregulhos, venta muito e é muito frio. Mas chegamos lá. É simplesmente mágico, não tem uma palavra que possa expressar tudo o que se sente naquele lugar. Acho que ficamos umas 2 horas lá, e depois começamos a descer.

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Amanhecer na Laguna de Las Tres, com os 3 picos ao fundo

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Descemos até o acampamento, desmontamos a barraca e organizamos as mochilas para descer até onde o carro estava estacionando. Levamos cerca de 4:30 horas para descer tudo. A descida é mais fácil, mas é preciso descer com cuidado pois tem alguns lugares que se pode resvalar com bastante facilidade. O que podemos dizer é que não é um passeio para qualquer um, não é um tipo de turismo que todos gostam e sabem aproveitar, é preciso um preparo mental maior que físico, e é importante saber que não existem luxos, não tem banheiro no meio do caminho e o banho nos acampamentos gratuitos, quando tem, não vai ser quente. Mas se você quiser chegar lá, esta é a única forma, e vale a pena.

Saímos do parque cansados, mas extremamente satisfeitos com tudo. E com a promessa de que voltaremos, um pouco mais preparados, para fazer a trilha W e a trilha O que juntas levam em torno de 10 dias.

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Raiz de árvore onde os visitantes colocam pedras para marcar a sua passagem, deixamos as nossas

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E depois… hora de tomar o rumo

Como passar o tempo de viagem?

By | Dicas | No Comments

Quem nos acompanha sabe que estamos em uma mega trip de carro pela América do Sul, mas qualquer tipo de viagem, de férias ou negócios, significa tempo de translado, seja ele em esperas em aeroportos ou dentro de aviões, em um trem, ou então como nós, dentro dos nosso querido carro.

Até esse momento já passamos pelo Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Peru, e ainda vamos para Equador, Colômbia e quem sabe Venezuela se o Maduro permitir. Se nossos planos derem certo, até o final teremos rodado entre 50.000 km e 60.000 km, porém nesses mais de 4 meses desde que saímos de casa, rodamos por essas estradas pouco mais de 20 mil quilômetros, o que significa mais de 300 horas sentados dentro do carro dirigindo, o que seria equivalente a 14 dias dentro do nosso querido companheiro de ferro.

E quais são as nossas estratégias para não cairmos na monotonia da estrada? Está certo que muitas estradas não são nada monótonas, e possuem um visual incrível. Ainda assim, para que nossas opções de entretenimento não sejam limitadas, temos diversas atividades para o momento da viagem, e sempre há uma carta na manga contra o cansaço e o sono. Nesse post vamos compartilhar os passatempos da nossa viagem, assim como algumas regras que criamos para que estejamos seguros enquanto dirigimos de uma cidade a outra. Quem sabe alguma dessas ideias não te ajude para que a próxima viagem não seja tão monótona quanto a última.

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Regras de segurança RSH para dirigir:
  1. Evitar ao máximo dirigir a noite – Essa regra tem vários motivos, não conhecemos as estradas que dirigimos, é e sempre mais seguro dirigir em dia. Houveram estradas, como na Carreteira Austral no Chile, de terra (rípio como falam os chilenos), com trechos em más condições, estreitas, com uma montanha de um lado e um precipício do outro, e os outros motoristas dirigindo como loucos. Não ver uma curve nessas condições poderia ser fatal. Outra questão são os outros motoristas, não temos como saber como dirige a outra pessoa, mas a noite a chance de cruzar como um motorista bêbado aumenta. Chegar em uma cidade a noite também pode ser um problema, muitas vezes ficamos hospedados na casa de pessoas da cidade, e não é da melhor educação chegar muito tarde na casa de alguém que não se conhece, a pessoa pode dormir cedo ou ter que trabalhar no outro dia cedo. Outro motivo pelo qual não vale a pena dirigir a noite é que não se pode admirar a paisagem, esta não é uma questão de segurança, mas uma das vezes que acabamos chegando em uma cidade a noite foi em Puerto Montt, e o final do caminho não conseguimos desfrutar muito, depois ficamos sabendo que era um dos lugares mais bonitos de se ver a cidade.
  2. Evitar dirigir mais de 6 horas – Esse muitas vezes acabamos passando um pouco, mas sempre saindo pela manhã, e com paradas para comer e descansar. É nessas viagem de mais de 6 horas a 7 horas que os nossos entretenimentos se fazem bastante necessários. No mais nós dois dirigimos, o que ajuda bastante pelo fato de podermos revezar a direção e sempre ter um motorista desperto.
  3. Verificar o carro antes de pegar a estrada – Sempre dar aquela olhada no óleo, liquido de freio, liquido do radiador, água do limpador de para briza, pressão dos pneus e o nível da gasolina é básico. Verificar qual a quilometragem que será percorrida no dia ajuda a planejar o consumo de gasolina, a troca entre motoristas e paradas para comer e/ou descansar. E durante a viagem não ficar com menos de meio tanque de gasolina, deixar para abastecer mais pra frente pode te custar ficar parado sem combustível, se está viajando por uma estrada que não conhece, pode acabar passando por trechos de 300km sem um posto de gasolina, vimos isso tanto na Argentina quanto no Chile. Então se o nível do tanque baixou, abastecemos.
Entretenimentos de viagem RSH:
  1. Spotify – Essa é a básica. Antes de sairmos do Brasil assinamos a versão premium do aplicativo, assim pudemos montar a nossa playlist de viagem e torna-la offline, podendo ouvir as músicas mesmo sem acesso a internet. Atualmente estamos com 570 músicas na playlist Road Sweet Home, dos estilos mais variados, do rock pesado, passando por indi pop, até o cômico glamrock. Para quem quiser quiser escutar o mesmo que nós em nossa viagem é só buscar a playlist ROAD SWEET HOME no aplicativo. E para quem quiser participar, aceitamos todas as sugestões de músicas, escreva nos comentários o que devemos adicionar a playlist Road Sweet Home.
  2. Podcasts – A tempos que acompanhava dois podcast, mas foi no meio da trip que vi a necessidade de descobrir novos, que falem de conteúdos que nos interessem, desde temas engraçados, nerds ou mais cabeça mesmo. Atualmente estamos ouvindo os seguintes podcasts: NERDCAST (podcast do blog Jovem Nerd, assuntos nerds em geral), NÃO OUVO (podecast do blog Não Salvo, assuntos genéricos e engraçados), CRIATÔNICOS (conteúdo de publicidade e afins), INGLÊS TODOS OS DIAS (dicas de inglês), MAMILOS (2 mulheres e convidados falando de algum assunto polêmico) e XADREZ VERBAL (notícias e assuntos de política internacional). Se algum leitor tiver alguma dica de outro podcast ficaremos muito felizes.
  3. Leitura de livros – Buscamos muitos audiobooks em português, mas sem sucesso, afinal a Bíblia lida pelo Cid Moreira não estava em nossa prioridade. No mais eram livros em inglês, que apesar de entendermos inglês, escutar um audiobook em outro idioma se mostrou bastante cansativo para nós, o efeito contrário que gostaríamos. Mas por sorte a Lê não tem problemas em ler em uma viagem de carro, então enquanto eu dirijo ela lê o livro em voz alta. Aproveitamos esse fato e trouxemos dois livros, o primeiro já foi, A Ilha Sob o Mar da Isabel Allende, e no momento estamos terminando o suspense policial 1222 da Anne Holt. Terminando esse passaremos em algum sebo buscando o próximo livro, dessa vez em espanhol.
  4. Trabalhar – Se eu não tenho a habilidade de ler dentro do carro, não tenho problema para escrever, então quando a Lê está na direção, me apodero de um caderninho e uma caneta e começa a anotar, rabiscar e fazer nota de tudo que discutimos em nossas reuniões motorizadas.
  5. Estudar o roteiro de viagem – Mesmo vivendo em plena era digital, somos fãs do papel, então temos guias, mapas e todo tipo de material sobre os lugares que vamos, e as horas que antecedem a chegada a cada lugar é uma boa oportunidade de dar aquela estudada no que encontraremos, organizar um cronograma, e escolher o que vale ou não visitar na região.
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Luis Fernando e Letícia com seu inseparável parceiro de viagem

Ps.: Vamos deixar aqui uma nota de homenagem ao Netflix, que apesar de não estar presente no momento de tráfego, nos proporcionou momentos de distração bem importantes para viagem. Algumas séries que estamos acompanhando no momento: Sense 8, Better Call Saul, Modern Family, Gotham…

Copacabana e Isla del Sol

By | Bolívia | 6 Comments

Visitamos poucos lugares na Bolívia, pois os relatos das estradas do país não são bons, e nós não estamos viajando com caminhonete com altura suficiente para encarar estradas mais difíceis, porém estávamos a margem do lago Titicaca no lado peruano, e não poderíamos perder a oportunidade de conhecer as margens e ilhas do lado boliviano.

Copacabana é um centro de peregrinação muito importante para o país, e leva este nome em função da Basílica de Nossa Senhora de Copacabana, a santa mais adorada do país. A cidade está situada entre dois cerros,  Calvário e Kesanani, tem cerca de 6 mil habitantes, e fica às margens do lago Titicaca, o lago mais alto navegável do mundo, são 3.812 metros sobre o nível do mar. Este lago é muito importante para a Bolívia, visto que o país, assim como o Paraguai são os únicos da América do Sul que não tem saída para o mar.

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Praia e porto de Copacabana

Saímos de Puno, no Peru, e pouco mais de 2 horas de carro já estávamos na aduana Peruana. Haviam nos indicado para deixar para trocar o dinheiro perto da aduana que seria uma cotação melhor, logo que chegamos, vimos alguns câmbios. Vale ressaltar que nestes lugares, o câmbio não é necessariamente uma casa de câmbio, na maioria das vezes é um mercadinho, uma fruteira, um quiosque com indicação de cambio na porta, a maioria aceitam câmbio de real. A saída do Peru foi muito tranquila.

Chegando na aduana Boliviana fomos no primeiro lugar que encontramos, para fazer o registro do carro. Fizemos o registro e depois precisamos sair a procurar pela polícia federal para carimbar os passaportes e o registro do carro, não existe muita indicação e as coisas não são no mesmo lugar. Apesar de precisar procurar os lugares para nos registrar, a entrada no país foi muito tranquila. Não se assuste se você for de carro e ver que os registros são todos feitos a mão, em livros memorando, nas paredes haviam vários arquivos anuais das entradas e saídas do país que visivelmente eram feitos a mão. Outra coisa importante, a aduana boliviana tem horário e fecha ao meio dia. Das 8:00 as 13:00 e das 14:00 as 19:00.

Chegamos na cidade e fomos buscar uma hospedagem com estacionamento para o primeiro dia, nossos planos eram dormir a primeira noite em Copacabana, e a segunda na ilha do Sol. Na própria aduana nos indicaram não deixar o carro estacionado na rua. Conseguimos uma hospedagem, bem simples, mas com wifi, e que tinha convênio com um estacionamento, o quarto privado com banheiro compartilhado saiu 50 bolivianos, e o estacionamento 10 bolivianos por dia. Resolvido a hospedagem fomos conhecer a cidade, que se faz toda a pé.

A pequena cidade tem suas atrações, a mais imponente é a Basílica de Nossa Senhora de Copacabana. A construção destoa da simples arquitetura da cidade, com prédios e casas quadrados e muitos com os tijolos a vista e muitos puxadinhos, arquitetonicamente a cidade não é bonita, e visualmente parece um caos, enquanto a Basílica é uma construção muito grande, elaborada, com arcos e colunas estilo gregorianas, com uma entrada grande, espaçosa, toda branca com detalhes em tons azul e amarelo no topo da construção. A primeira visita que fizemos foi a noite, a basílica é toda iluminada por fora, e entrando na igreja, descobrimos que ela é tão impressionante quanto por fora, o altar e algumas das paredes laterais são trabalhadas em ouro, com as imagens dos santos vestidos com roupas brilhantes e coloridos, é uma pena que a igreja não pode ser fotografada por dentro. No dia seguinte visitamos ela durante o dia, e assim foi possível apreciar melhor alguns detalhes externos.

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Basílica de Nossa Senhora de Copacabana

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O imponente tamanho da Basílica

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Rua principal de Copacabana

Também é possível subir o Cerro Calvário, de onde se pode ver a cidade e o lago do alto, o cerro se sobe a pé, e vale lembrar que estamos a quase 4 mil metros de altitude, então programe um tempo um pouco maior para essa subida. A praia é o local mais frequentado, pois é possível fazer atividade no lago, desde pedalinhos á aluguel de kayak. Dizem que Copacabana é a praia da Bolívia e que em alta temporada existem muitos bolivianos veraneando por lá. Na orla também tem muitos bares e restaurantes que ao meio dia vendem Menus (opções de pratos do dia, que saem mais econômicos) e a noite happy hour com pisco, mojito e várias opções de bons drinks, existem opções para todos os bolsos. Uma atração à parte são as pessoas. A cidade ribeirinha ainda tem muito forte a cultura dos povo originários e mantem o habito das vestimentas tradicionais no dia a dia.

O colorido está em quase toda a parte. Vale comentar que a cidade dispões de opções para todos os bolsos, tanto de hospedagens como de alimentação, existem hotéis luxuosos, com piscina, assim como hospedagens bem simples. Também encontramos muitas lojinhas de artesanato ao redor da praça principal e na ruas principal que vai até a praia, junto com mercadinhos e muitos lugares para câmbio. Outra coisa super importante, a água encanada da Bolívia não é potável, por isso compre água mineral, se encontram galões de água e garrafas para vender em todos os mercadinhos, em toda esquina. Também são frequentes os ônibus para La Paz e outras cidades da Bolívia, assim como Puno no Peru. Porém, falando de transporte, o mais importante são as embarcações para a Ilha do Sol, que fica no meio do lago Titicaca.

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Baia no lado norte da Ilha do Sol

Claro que fomos para a Ilha do sol, e é possível fazer este passeio incrível de várias maneiras. Não tem um agência em Copacabana que vende o passeio completo (transporte ida + guia + hospedagem + transporte volta), mas é muito fácil de ir e se pode adaptar o passeio conforme os dias que se tem para desfrutar. Vamos mostrar aqui como foi a nossa experiência e nossa forma de conhecer esse lugar mágico e depois mais abaixo as opções de horários de barcos e demais informações para quem quiser montar um roteiro diferente.

A Ilha do Sol é uma ilha povoada por descendentes indígenas de origem Quéchua e Aymara, que se dedicam a agricultura, o turismo, ao artesanato e a criação de animais. A maioria fala os idiomas Quechua e Aymara, mas em função do turismo falam espanhol e um pouquinho de inglês. A ilha povoada desde a época dos Incas, era um santuário onde havia um templo com virgens dedicadas ao Deus Sol e Inti, daí o nome da ilha. Na ilha está também a Roca Sagrada, onde se acredita ser o local de onde saíram Manco Cápac e Mama Oclloa, os fundadores da cidade de Cusco no Perú.

Além deste peso e um importância fundamental em toda a cultura Inca, existem vários sítio arqueológicos na ilha, la Chinkana, o labirinto, o Palácio de Pikokaina e as escadarias de Yumani, que até hoje conduz agua da parte alta da ilha onde existe uma fonte de agua da época precolombina, além das terraças, herança dos incas, que são utilizadas até hoje para a agricultura.

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Saímos de Copacabana as 8:30 de barco rumo a parte norte da ilha. Chegamos lá as 11 horas manhã e já fomos abordados por um local que nos indicou a direção do museu e nos informou o valor de ingresso a parte norte da ilha, 10 bolivianos (antigamente as pessoas diziam que este era um pedágio, pois era feito de forma bem informal, hoje te dão um boleto de entrada e existe um certo controle) o moço também se ofereceu para ser guia. O valor do guia não é muito fixo e eles cobram na hora, possivelmente pela quantidade de pessoas, mas o normal é cobraram 10 bolivianos por pessoa. A parte norte pode ser visitada em uma hora se for feito de forma bem objetiva, muitas pessoas fazem o passeio e trekking em toda a ilha em um dia, se essa for a opção, então vale a pena pegar o guia, pois ele vai puxar o ritmo e fazer todo o trajeto certinho da parte norte, sem se perder, em uma hora, assim dá tempo de fazer o trekking da parte central da ilha e chegar ao sul em tempo do último barco, que sai para Copacabana as 16h30.

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Ida de barco a Isla del Sol

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Porto norte da Ilha

Nós decidimos dormir uma noite na ilha, então tínhamos tempo. A ideia original era dormir no sul da ilha, onde nos falaram ter mais opções de hospedagem, com wifi, e restaurantes, mas a parte norte é de fato muito encantadora, nós passamos muitas horas por lá, e decidimos ficar hospedados por ali. Nos arrependemos um pouco de não ter levado a barraca, pois muita gente acampa na praia branca, mas  conseguimos uma hospedagem muito em conta, em um lugar muito simples, e claro, sem internet. Um quarto privado com banheiro compartilhado custou 40 bolivianos para nós 2. A maioria das hospedagens no norte da ilha são simples e sem internet.

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Campistas na Playa Blanca

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Playa Blanca no lado norte da Ilha del Sol

Na parte norte da ilha se vê de ruínas: A Roca Sagrada, a Pedra de Sacrifícios, la Chinkana, El Labirinto, e Palácio de Pikokaina. É impressionante. Além das ruínas visitamos duas praias, uma delas que fica pertinho do labirinto. A outra praia foi a Playa Blanca, onde vimos muitas barracas e ficamos loucos para acampar. Nós abandonamos a ideia de fazer a ilha a pé até o sul, e por isso não passamos pela parte central, onde não possui ruínas, mas todos dizem ter uma vista deslumbrante e que todo o caminho é lindíssimos. Ficamos na Playa Blanca para admirar o por do sol, e durante a noite tivemos a sorte de um tempo limpo, e pudemos nos deslumbrar de um céu cheio de estrelas e sem poluição de luz.

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Roca Sagrada

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Pedra de Sacrifício

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El Labirinto

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Lê percorrendo o El Labirinto

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Pier da praia abaixo das ruínas

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Distinto por do sol na parte norte da ilha

No dia seguinte, cedinho fomos de barco até a parte sul. Na parte sul da ilha é possível ver e subir as escadarias de Yumani, que são com muitos degraus, e de fato até hoje, faz correr água da parte alta da ilha. Vimos muitas hospedagens e hotéis com boa estrutura, além de restaurantes com internet por lá. Em toda a ilha as ruínas infelizmente não são muito bem sinalizadas, é fácil de chegar, porém não existem placas ou totem dando o nome ou explicação sobre a ruína, então se você é como nós, que curte saber o que está vendo e visitando, procure se informar antes ou vá com um guia. Olha aí as nossas fotinhos com as legendas para saber o que é o que.

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Subida da escadarias de Yumani

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Na ilha, além de todo o turismo, com inúmeros hosteis e turistas circulando, se pode vivencias a vida simples da população local, que trabalha mesmo com o vai e vem de visitantes de todos os lugares do mundo. Animais também andam soltos por todos os lados, e a interação com eles é simples e encantador, só depende de você. Por isso damos a dica, durma pelo menos uma noite na Isla del Sol, é barato e não irá se arrepender.

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Muitos porcos pequenos andam livres pela ilha, e aceitam a interação humana

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Morador da ilha

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Patos comendo na mão

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Moradora levando sua colheita das terraças para o povoado

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Os buros são o principal meio de transporte de carga na ilha

Balsas: Horários e valores:

Saindo de Copacabana para note e sul da ilha do Sol:

8:30 e 13:30, custam 25 bolivianos por pessoa dura 2:30 horas a viajem

Da parte norte a parte sul da Ilha:

8:30, custa 20 bolivianos por pessoa, dura 45 min de viajem

Da parte sul da Ilha para Copacabana:

10:30, 16:30 custa 25 bolivianos por pessoa, dura 1:40 min de viajem

De Copacabana para qualquer lado da ilha de bote privado (qualquer horário): 200 bolivianos.

Vale a pena se você estiver viajando com uma galera, família amigos papagaio e cachorro etc.

Entradas ou antigos Pedágios da Ilha:

Parte norte: 10 bolivianos por pessoa

Parte central: 15 bolivianos por pessoa

Parte sul: 5 bolivianos por pessoa

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Vista dos picos nevados da Bolívia