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novembro 2016

Santander, a região colombiana dos povoados coloniais.

By | Colômbia | One Comment

A região de Santader é um daqueles lugares no mundo que deixam o gostinho de quero mais. Você pode encontrar desde povoados coloniais que te transportam para uma pacata vila de 1700 até fortes emoções com as várias opções de esportes de aventura. O fato é que aproveitamos muito os 10 dias que passamos na região, mas poderíamos ter ficado muito mais.

Começamos a região chegando a Bucaramanga, uma cidade relativamente grande com vários parques e praças. A cidade em si não possui muitos atrativos turísticos e o ponto forte da cidade são os parques, a cidade é conhecida pelas muitas praças verdes e nós fomos visitar os principais. Conhecemos também o parque das águas, que fica na estação de tratamento de água da cidade. A entrada é gratuita e o passeio bonito.

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Parque das águas

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Casa de Bolívar

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Tartaruga no Parque das águas

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Casa del libro total

Pertinho de Bucaramanga está Giron, um povoado com o centro colonial muito charmoso onde se pode caminhar tranquilamente pelo povoado, curtindo o visual e as diversas opções de comidinhas e artesanias do lugar. Também pertinho de Bucaramanga está Floridablanca, onde se encontra o Jardim botânico da região, nos pulamos este e não visitamos, mas dizem ser bem legal. Ficamos 2 dias em Bucaramanga, e é mais que o necessário para conhecer a cidade.

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Giron

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Giron

De Bucaramanga seguimos para o Cañon de Chicamocha. O primeiro lado do Cânion que estivemos foi a caminho do mirador Mesa de los Santos, onde existem dois miradores, um dos miradores é na estrada, e o outro em uma das pontas do teleférico que cruza o cânion. Os miradores são bem legais, mas a vista mais bonita do Cânion é do outro lado, a caminho da entrada do Parque Chicamocha. Ao longo do trajeto já se pode ir apreciando a vista linda que o a formação particular daquele lugar oferece, os miradores estão ao longo da estrada e são na verdade espaços maiores para poder parar o carro, não existe nenhuma grande estrutura ao longo da estrada a não ser o Parque Chicamocha.

O Parque Chicamocha é um parque temático onde se podem encontrar miradores para o Cânion, diversas atividades recreativas como parquinhos para crianças, fazendinha para interação, esporte de aventura como trilhas, parapente, bung junp e uma dos lados do teleférico que cruza o Cânion. A entrada do parque custa 21 mil cop por pessoa, e com isso se pode ir aos miradores e passear pelas áreas comuns do parque. Para ingressar no teleférico são mais 42 mil cop por pessoa, e as demais atividades têm valores a parte, o parapente, por exemplo, custa 180 mil cop. Além disso, ao lado está o Parque Aquático Chicamocha, que custa 34 mil cop a entrada.

Nós não entramos no parque, porque achamos um pouco carinho, mas pelo que pudemos observar, o teleférico parecia uma opção muito legal de se fazer.

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Nós com o Chicamocha ao fundo

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Panorâmica do mirador perto da entrada do parque

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na parte superior a formação de pedras chamada Mesa de Los Santos

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Vista do mirador Mesa de Los Santos

Do Cânion de Chicamocha, seguimos para Barichara e foi aí que nos apaixonamos.

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As ruas de Barichara

Barichara é um povoado colonial fundado em 1700 e hoje tem pouco mais de mil habitantes. Além das ruas de pedras com casinhas brancas cheias de flores e balcões de madeira, a cidade possui muitas opções campestres que são o plus da experiência na cidade.

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Foi aí que tivemos a sorte de nos hospedar na Casa Upa, um hotel campestre a 2km do centro de Barichara.

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A Casa Upa é como um hotel fazenda com casas coloniais, hortas, comidas frescas e muito espaço ao ar livre em meio a natureza e te faz sentir em sua própria casa de campo. Tivemos tempo para aproveitar muito o contato com a natureza, descansar muito e repor as energias.

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Também tivemos a sorte de estar na cidade no dia 31 de outubro, dia das bruxas. A Colômbia tem uma cultura de hallowen muito forte, e em Barrichara a festa foi na praça central em frente a igreja, além de atividades para as crianças, quase todo mundo estava fantasiado, e as crianças seguiam pelos comércios locais pedindo doces. A festa durou o dia todo, e a noite ainda se viam crianças brincando fantasiadas pelas ruas.

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Tinha bruxa motorista

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A praça cheia de gente fantasiada

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Crianças pedindo doces pelocomércio

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E a festa durou até a noite

Vale comentar que de todos os povoados coloniais que visitamos nesta região da Colombia, Barichara foi o que mais nos encantou.

De Barrichara, visitamos um povoado chamado Guane, um povoado bem pequeno, mas é onde se pode ver a cultura Guane mais original. Foi lá que conhecemos e provamos o Sabajón, uma bebida típica de receita de família que se faz com água ardente, doce de leite e ovos. Super aprovamos o aperitivo, mas se você tem planos de levar ele para tomar com os amigos no Brasil, melhor não, ele é super perecível e não tem uma validade muito longa.

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Ainda em Santander conhecemos San Gil, a capital dos esportes de aventura e foi lá que saímos com um agência para voar sem asas. Sim, nós voamos de parapente, e o local escolhido foi o Canon Chicamocha. Foi uma experiência inesquecível. Saímos cedinho rumo ao Canion, que estava com precipitação de chuva. Tivemos que esperar por 3 horas até podermos saltar. O voo durou cerca de meia hora e valeu cada um dos 150 mil Cop por pessoa. Existem outra opção de parapente mais econômica e de menos tempo, pelo Curiti, e existem várias outras opções de esporte de aventura pelas agências. É possível fazer rafting, torrentismo, hidrospeed, cave, canopy, bung jump, mas o cartão de visitas é o parapente pelo Chicamocha.

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A Le voando

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O Luis voando

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Os preparativos

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Depois de voar, passamos em um povoado chamado Socorro, também povoado colonial, porém com mais interferências contemporâneas na sua arquitetura. A passada por Socorro foi de fato só uma passada rumo a outro povoado colonial chamado Guadalupe.

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Igreja de Socorro

Guadalupe é bem pequeno mas muito charmoso, onde aproveitamos a calmaria para caminhar pelas ruas, pela praça e descansar para seguir no próximo dia para Las Gachas.

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A Igreja de Guadalupe

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A praça central do povoado

Las Gachas não é muito conhecido e você talvez não encontre tours para la, mas vale a pena ir. Las Gachas fechou nossa estadia em Santader com chave de ouro. É um rio que corre por uma pedra avermelhada de origem vulcânica, que, com o passar do milhões de anos, foram formando buracos nas pedras, transformando o lugar em jacuzis naturais. São vários buracos, nas pedras que formam piscinas naturais e fazem a água ficar aquecida. Para chegar foi preciso estacionar o carro em uma espécie de café em uma rua de terra e caminhar por 25 min em uma trilha.

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O lugar é gratuito e cheio de pessoas nos finais de semana, inclusive com barraquinhas de venda de comidas e bebidas,  durante a semana é praticamente vazio, você não vai encontrar nada no local a não ser vacas. Quando chegamos estava um casal no rio, e quando estávamos saindo, depois de umas 4 horas, chegou algumas pessoas.

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