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dezembro 2016

Caverna de Jumandy, Puerto Misahualli e a entrada da amazônia equatoriana

By | Equador | No Comments

Saímos de Quito cedinho rumo a cidade de Tena onde muitos viajantes usam como base para conhecer essa região que é a entrada da amazônia equatoriana. No caminho paramos no nosso primeiro destino que fica a 30 min de Tena, o complexo turístico cavernas de Jumandy.

Este lugar é na verdade um parque. A entrada custa 2 dólares por pessoa e com este valor se pode aproveitar a piscina com água da caverna e a pequena estrutura do lugar que conta com banheiros e vestiários, uma pequena praça de alimentação e estacionamento. A caverna fica dentro deste parque e a trilha para explorar não está incluso no valor de entrada e custa 3 dólares por pessoa. O passeio leva 45 min e é acompanhado por guia. Como a trilha é em meio a um riacho que passa pela caverna, em alguns momentos a água chega a altura dos tornozelos, em outras a altura da cintura, então vá preparado para se molhar. É possível alugar botas de borracha no local por 1 dólar o par.

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Super exploradores.

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Trilha na caverna

A caverna possui uma entrada, uma saída e dois dentes sem saída além de uma cascata em seu interior, a trilha inicia na parte inferior da caverna e no percursos se percorre um dos dentes até o seu final, neste caminho podemos observar estalactites e formações muito diferentes nas paredes e no teto da caverna. Ao final do caminho, a guia nos orientou a apagar as luzes e sentir a energia da caverna e é bem interessante observar a ausência de interferência de luz e som exterior. Durante o período indígena, a caverna foi um lugar de retiro espiritual onde os Shamans faziam seus rituais para se conectar com os espíritos.

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Cascata dentro da caverna

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Alguns lugares eram um pouco apertados para passar.

Depois da parada, seguimos a trilha para a cascata, os que sabem nadar podem entrar e nadar na cascata que tem uma queda de água bem forte e depois seguimos para a saída da caverna. O passeio valeu muito a pena e nos adoramos.

Dali, seguimos para Tena, como a cidade não nos chamou muita atenção decidimos seguir para Puerto Misahualli e ver opções de hospedagem por la.

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Entrada de Musagualli a lá Guns and roses “Welcome to the jungle”

Chegando em Misahualli, nos dirigimos para a praia e de cara vimos macacos na ruas. Sim, foi incrível, e logo fomos abordados por um guia de turismo que nos explicou um pouco sobre a dinâmica do lugar, em resumo: Para ir a um povoado indígena, se paga o barco mais a entrada no povoado, para ver as danças típicas se paga, para ver como se utilizam os instrumentos de caça silenciosos, se paga, para ir no centro de animais se paga, enfim, tudo se paga bem e em dólar.

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Macacos pelas ruas

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Todo mundo usando a faixa de pedestres

Optamos por ir a um dos povoados indígenas e dormir la (os povoados têm restaurantes e hospedagens também) pagamos 5 dólares por pessoa pelo transporte de barco, mais 10 dólares por pessoa para hospedagem. A tribo que estivemos se chamava Kitchua Shiripuno e parecia bem bacana, mas sem pagar não tivemos a oportunidade de conhecer a sua cultura, e no fim do dia ao entardecer todos se foram, possivelmente para suas casas na cidade e nós ficamos sozinhos na tribo. No dia seguinte acordamos cedo, caminhamos pela tribo até as 10 da manhã, horário que o barco viria nos buscar para nos levar de volta a Misahualli. Chegando em Misahualli fomos atras dos macacos que ficam na praça e na praia.

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Barquinho que faz o transporte para as tribos

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Arara em recuperação

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Tribo Kitchua Shiripuno

A nossa experiencia foi um pouco frustrante, pois não só entendemos, como vimos que as tribos são montagens e teatros para tirar dinheiro de turista, nem sequer as pessoas vivem aí, acreditamos que se hospedar em Misahualli e aproveitar a praia seja mais interessante, as pessoas nos orientavam a guardar e fechar bem as bolsas na praia, pois os macacos tinham o costume de revirar as bolsas atrás de comida, e nos gostaríamos de ter visto esse contato tão íntimo com os humanos.

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Praia de Misahualli

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Pescador

Ao redor de Tena é possível visitar também:

Povoado indigena Ahuano (35min)

Povoado indigena Cotundo (25min)

Parque amazônico la Isla, que fica na cidade de Tena mesmo, é uma reserva biosférica de mais de 24hectares onde estão animais resgatados, um grande zoológico a céu aberto.

Quilotoa, uma laguna na cratera de um vulcão

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A laguna Quilotoa é uma laguna que fica na cratera de um vulcão inativo com o mesmo nome. No lugar da lava se observa um lago de cor impressionante que varia entre o azul e o verde conforme o ângulo que o sol vai batendo e existem algumas formas para conhecer este lugar.

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Laguna Quilotoa e todo seu esplendor.

Nós fomos de carro até lá, mas existem ônibus que saem de Latacunga ou tours que saem também de Latacunga e de Quito e podem custar 40 dólares

Para chegar lá de carro subimos bastante, a estrada é pavimentada porém com muitas curvas e muita neblina no período da tarde, nunca havíamos pegado tanta neblina assim, o caminho é único e o google maps te deixa lá direitinho. O caminho é muito bonito e passa pelo Canion del Toachi, vale a pena ou na ida ou na volta tirar uma horinha para ir parando. Nós fizemos isso na volta.

Cerca do extinto vulcão existe hoje um povoado, que vive basicamente do turismo, lá você vai encontrar um grande estacionamento, banheiros públicos, uma feira de artesanatos, hotéis, hosteis, e restaurantes. Para ingressar neste povoado é preciso pagar dois dólares por pessoa.

Nós chegamos lá perto das 3 da tarde, estacionamos o carro, colocamos muitos casacos e fomos ao mirador que fica a 5 min de caminhada e para nossa surpresa, não víamos nada, nadinha.

Ficamos bem tristes, e resolvemos dormir no povoado, e torcer para ter mais sorte no dia seguinte. Depois ficamos sabendo que normalmente, a partir das 3 ou 4 da tarde, o tempo fecha com a neblina e não se consegue ver nada mesmo.

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Orientações das caminhadas, campings, horários e demais informações.

Dormimos no carro mesmo, as hospedagens não eram caras, mas nossos planos eram de acampar na laguna, e transferimos a noite para o carro, enrolados nos sacos de dormir que são para temperaturas negativas.

No dia seguinte acordamos cedinho e fomos ao mirador e para nossa felicidade o tempo estava bom e foi incrível a vista do mirador.

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Mirador

Para apreciar a beleza deste lugar:

Você pode ir ao mirador, que já é uma vista linda e vale a pena o passeio só pela vista da laguna.

Pode fazer uma caminhada que dá a volta em toda a lagoa, pela parte de cima da cratera e que dura cerca de 6 horas,

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Parte superior da cratera

Pode descer até a laguna por uma trilha bem marcada. A descida até a laguna é de 30min e a subida 1:30, porque como o povoado está a 3600 mts de altitude, subir se torna bem difícil, além de a trilha ser bastante íngreme. Na base da laguna tem cavalos de opção para os turistas que não querem caminhar na volta, custam 10 dólares.

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Nós optamos por descer até a laguna, em geral é o que a maioria das pessoas fazem. A descida é fácil no início, mas vai ficando cada vez mais difícil e é preciso um pouco de cuidado para não cair.

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Descer é rapidinho, mas subir esta trilha foi um pouco difícil.

É impressionante chegar nos pés da laguna, ficamos mais de uma hora tomando folego e curtindo o visual. Não se pode entrar na laguna, pois a àgua tem muita concentração de metais pesados oriundos do próprio vulcão, além de ser muito frio.

O espaço de camping neste local é gratuito e rústico somente com banheiro, sem chuveiros. É possível andar de caiaque na laguna, custa 3 dólares para meia hora; 6 dólares por 1 hora; 10 dólares para 3 horas.

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Nós subimos caminhando e foi bem difícil, a altitude incomoda bastante, mas é possível subir devagar sem problemas, além de poder apreciar os vários miradores ao longo da trilha.

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Miradores ao longo da trilha

Chegando no povoado, almoçamos e saímos rumo a cidade de Latacunga, que fica do ladinho do Vulcão Cotopaxi, nosso próximo destino.

No caminho de volta já havíamos nos programado para irmos parando pois ao longo do caminho existem alguns miradores com uma vista privilegiada para o cânion del rio Toachi que é bem legal.

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Canion del Toachi

A Laguna Quilotoa é um daqueles lugares impressionantes que vale o passeio nem que seja para apreciar do mirador. Nós superindicamos, para quem esteja programando ir ao Equador, é um dos lugares que não pode faltar no seu roteiro, prova é que este passeio está no top 10 de praticamente todos os guias de viagem do país.

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