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Caverna de Jumandy, Puerto Misahualli e a entrada da amazônia equatoriana

By | Equador | No Comments

Saímos de Quito cedinho rumo a cidade de Tena onde muitos viajantes usam como base para conhecer essa região que é a entrada da amazônia equatoriana. No caminho paramos no nosso primeiro destino que fica a 30 min de Tena, o complexo turístico cavernas de Jumandy.

Este lugar é na verdade um parque. A entrada custa 2 dólares por pessoa e com este valor se pode aproveitar a piscina com água da caverna e a pequena estrutura do lugar que conta com banheiros e vestiários, uma pequena praça de alimentação e estacionamento. A caverna fica dentro deste parque e a trilha para explorar não está incluso no valor de entrada e custa 3 dólares por pessoa. O passeio leva 45 min e é acompanhado por guia. Como a trilha é em meio a um riacho que passa pela caverna, em alguns momentos a água chega a altura dos tornozelos, em outras a altura da cintura, então vá preparado para se molhar. É possível alugar botas de borracha no local por 1 dólar o par.

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Super exploradores.

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Trilha na caverna

A caverna possui uma entrada, uma saída e dois dentes sem saída além de uma cascata em seu interior, a trilha inicia na parte inferior da caverna e no percursos se percorre um dos dentes até o seu final, neste caminho podemos observar estalactites e formações muito diferentes nas paredes e no teto da caverna. Ao final do caminho, a guia nos orientou a apagar as luzes e sentir a energia da caverna e é bem interessante observar a ausência de interferência de luz e som exterior. Durante o período indígena, a caverna foi um lugar de retiro espiritual onde os Shamans faziam seus rituais para se conectar com os espíritos.

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Cascata dentro da caverna

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Alguns lugares eram um pouco apertados para passar.

Depois da parada, seguimos a trilha para a cascata, os que sabem nadar podem entrar e nadar na cascata que tem uma queda de água bem forte e depois seguimos para a saída da caverna. O passeio valeu muito a pena e nos adoramos.

Dali, seguimos para Tena, como a cidade não nos chamou muita atenção decidimos seguir para Puerto Misahualli e ver opções de hospedagem por la.

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Entrada de Musagualli a lá Guns and roses “Welcome to the jungle”

Chegando em Misahualli, nos dirigimos para a praia e de cara vimos macacos na ruas. Sim, foi incrível, e logo fomos abordados por um guia de turismo que nos explicou um pouco sobre a dinâmica do lugar, em resumo: Para ir a um povoado indígena, se paga o barco mais a entrada no povoado, para ver as danças típicas se paga, para ver como se utilizam os instrumentos de caça silenciosos, se paga, para ir no centro de animais se paga, enfim, tudo se paga bem e em dólar.

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Macacos pelas ruas

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Todo mundo usando a faixa de pedestres

Optamos por ir a um dos povoados indígenas e dormir la (os povoados têm restaurantes e hospedagens também) pagamos 5 dólares por pessoa pelo transporte de barco, mais 10 dólares por pessoa para hospedagem. A tribo que estivemos se chamava Kitchua Shiripuno e parecia bem bacana, mas sem pagar não tivemos a oportunidade de conhecer a sua cultura, e no fim do dia ao entardecer todos se foram, possivelmente para suas casas na cidade e nós ficamos sozinhos na tribo. No dia seguinte acordamos cedo, caminhamos pela tribo até as 10 da manhã, horário que o barco viria nos buscar para nos levar de volta a Misahualli. Chegando em Misahualli fomos atras dos macacos que ficam na praça e na praia.

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Barquinho que faz o transporte para as tribos

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Arara em recuperação

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Tribo Kitchua Shiripuno

A nossa experiencia foi um pouco frustrante, pois não só entendemos, como vimos que as tribos são montagens e teatros para tirar dinheiro de turista, nem sequer as pessoas vivem aí, acreditamos que se hospedar em Misahualli e aproveitar a praia seja mais interessante, as pessoas nos orientavam a guardar e fechar bem as bolsas na praia, pois os macacos tinham o costume de revirar as bolsas atrás de comida, e nos gostaríamos de ter visto esse contato tão íntimo com os humanos.

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Praia de Misahualli

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Pescador

Ao redor de Tena é possível visitar também:

Povoado indigena Ahuano (35min)

Povoado indigena Cotundo (25min)

Parque amazônico la Isla, que fica na cidade de Tena mesmo, é uma reserva biosférica de mais de 24hectares onde estão animais resgatados, um grande zoológico a céu aberto.

Quilotoa, uma laguna na cratera de um vulcão

By | Equador | No Comments

A laguna Quilotoa é uma laguna que fica na cratera de um vulcão inativo com o mesmo nome. No lugar da lava se observa um lago de cor impressionante que varia entre o azul e o verde conforme o ângulo que o sol vai batendo e existem algumas formas para conhecer este lugar.

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Laguna Quilotoa e todo seu esplendor.

Nós fomos de carro até lá, mas existem ônibus que saem de Latacunga ou tours que saem também de Latacunga e de Quito e podem custar 40 dólares

Para chegar lá de carro subimos bastante, a estrada é pavimentada porém com muitas curvas e muita neblina no período da tarde, nunca havíamos pegado tanta neblina assim, o caminho é único e o google maps te deixa lá direitinho. O caminho é muito bonito e passa pelo Canion del Toachi, vale a pena ou na ida ou na volta tirar uma horinha para ir parando. Nós fizemos isso na volta.

Cerca do extinto vulcão existe hoje um povoado, que vive basicamente do turismo, lá você vai encontrar um grande estacionamento, banheiros públicos, uma feira de artesanatos, hotéis, hosteis, e restaurantes. Para ingressar neste povoado é preciso pagar dois dólares por pessoa.

Nós chegamos lá perto das 3 da tarde, estacionamos o carro, colocamos muitos casacos e fomos ao mirador que fica a 5 min de caminhada e para nossa surpresa, não víamos nada, nadinha.

Ficamos bem tristes, e resolvemos dormir no povoado, e torcer para ter mais sorte no dia seguinte. Depois ficamos sabendo que normalmente, a partir das 3 ou 4 da tarde, o tempo fecha com a neblina e não se consegue ver nada mesmo.

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Orientações das caminhadas, campings, horários e demais informações.

Dormimos no carro mesmo, as hospedagens não eram caras, mas nossos planos eram de acampar na laguna, e transferimos a noite para o carro, enrolados nos sacos de dormir que são para temperaturas negativas.

No dia seguinte acordamos cedinho e fomos ao mirador e para nossa felicidade o tempo estava bom e foi incrível a vista do mirador.

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Mirador

Para apreciar a beleza deste lugar:

Você pode ir ao mirador, que já é uma vista linda e vale a pena o passeio só pela vista da laguna.

Pode fazer uma caminhada que dá a volta em toda a lagoa, pela parte de cima da cratera e que dura cerca de 6 horas,

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Parte superior da cratera

Pode descer até a laguna por uma trilha bem marcada. A descida até a laguna é de 30min e a subida 1:30, porque como o povoado está a 3600 mts de altitude, subir se torna bem difícil, além de a trilha ser bastante íngreme. Na base da laguna tem cavalos de opção para os turistas que não querem caminhar na volta, custam 10 dólares.

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Nós optamos por descer até a laguna, em geral é o que a maioria das pessoas fazem. A descida é fácil no início, mas vai ficando cada vez mais difícil e é preciso um pouco de cuidado para não cair.

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Descer é rapidinho, mas subir esta trilha foi um pouco difícil.

É impressionante chegar nos pés da laguna, ficamos mais de uma hora tomando folego e curtindo o visual. Não se pode entrar na laguna, pois a àgua tem muita concentração de metais pesados oriundos do próprio vulcão, além de ser muito frio.

O espaço de camping neste local é gratuito e rústico somente com banheiro, sem chuveiros. É possível andar de caiaque na laguna, custa 3 dólares para meia hora; 6 dólares por 1 hora; 10 dólares para 3 horas.

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Nós subimos caminhando e foi bem difícil, a altitude incomoda bastante, mas é possível subir devagar sem problemas, além de poder apreciar os vários miradores ao longo da trilha.

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Miradores ao longo da trilha

Chegando no povoado, almoçamos e saímos rumo a cidade de Latacunga, que fica do ladinho do Vulcão Cotopaxi, nosso próximo destino.

No caminho de volta já havíamos nos programado para irmos parando pois ao longo do caminho existem alguns miradores com uma vista privilegiada para o cânion del rio Toachi que é bem legal.

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Canion del Toachi

A Laguna Quilotoa é um daqueles lugares impressionantes que vale o passeio nem que seja para apreciar do mirador. Nós superindicamos, para quem esteja programando ir ao Equador, é um dos lugares que não pode faltar no seu roteiro, prova é que este passeio está no top 10 de praticamente todos os guias de viagem do país.

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Santander, a região colombiana dos povoados coloniais.

By | Colômbia | One Comment

A região de Santader é um daqueles lugares no mundo que deixam o gostinho de quero mais. Você pode encontrar desde povoados coloniais que te transportam para uma pacata vila de 1700 até fortes emoções com as várias opções de esportes de aventura. O fato é que aproveitamos muito os 10 dias que passamos na região, mas poderíamos ter ficado muito mais.

Começamos a região chegando a Bucaramanga, uma cidade relativamente grande com vários parques e praças. A cidade em si não possui muitos atrativos turísticos e o ponto forte da cidade são os parques, a cidade é conhecida pelas muitas praças verdes e nós fomos visitar os principais. Conhecemos também o parque das águas, que fica na estação de tratamento de água da cidade. A entrada é gratuita e o passeio bonito.

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Parque das águas

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Casa de Bolívar

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Tartaruga no Parque das águas

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Casa del libro total

Pertinho de Bucaramanga está Giron, um povoado com o centro colonial muito charmoso onde se pode caminhar tranquilamente pelo povoado, curtindo o visual e as diversas opções de comidinhas e artesanias do lugar. Também pertinho de Bucaramanga está Floridablanca, onde se encontra o Jardim botânico da região, nos pulamos este e não visitamos, mas dizem ser bem legal. Ficamos 2 dias em Bucaramanga, e é mais que o necessário para conhecer a cidade.

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Giron

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Giron

De Bucaramanga seguimos para o Cañon de Chicamocha. O primeiro lado do Cânion que estivemos foi a caminho do mirador Mesa de los Santos, onde existem dois miradores, um dos miradores é na estrada, e o outro em uma das pontas do teleférico que cruza o cânion. Os miradores são bem legais, mas a vista mais bonita do Cânion é do outro lado, a caminho da entrada do Parque Chicamocha. Ao longo do trajeto já se pode ir apreciando a vista linda que o a formação particular daquele lugar oferece, os miradores estão ao longo da estrada e são na verdade espaços maiores para poder parar o carro, não existe nenhuma grande estrutura ao longo da estrada a não ser o Parque Chicamocha.

O Parque Chicamocha é um parque temático onde se podem encontrar miradores para o Cânion, diversas atividades recreativas como parquinhos para crianças, fazendinha para interação, esporte de aventura como trilhas, parapente, bung junp e uma dos lados do teleférico que cruza o Cânion. A entrada do parque custa 21 mil cop por pessoa, e com isso se pode ir aos miradores e passear pelas áreas comuns do parque. Para ingressar no teleférico são mais 42 mil cop por pessoa, e as demais atividades têm valores a parte, o parapente, por exemplo, custa 180 mil cop. Além disso, ao lado está o Parque Aquático Chicamocha, que custa 34 mil cop a entrada.

Nós não entramos no parque, porque achamos um pouco carinho, mas pelo que pudemos observar, o teleférico parecia uma opção muito legal de se fazer.

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Nós com o Chicamocha ao fundo

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Panorâmica do mirador perto da entrada do parque

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na parte superior a formação de pedras chamada Mesa de Los Santos

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Vista do mirador Mesa de Los Santos

Do Cânion de Chicamocha, seguimos para Barichara e foi aí que nos apaixonamos.

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As ruas de Barichara

Barichara é um povoado colonial fundado em 1700 e hoje tem pouco mais de mil habitantes. Além das ruas de pedras com casinhas brancas cheias de flores e balcões de madeira, a cidade possui muitas opções campestres que são o plus da experiência na cidade.

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Foi aí que tivemos a sorte de nos hospedar na Casa Upa, um hotel campestre a 2km do centro de Barichara.

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A Casa Upa é como um hotel fazenda com casas coloniais, hortas, comidas frescas e muito espaço ao ar livre em meio a natureza e te faz sentir em sua própria casa de campo. Tivemos tempo para aproveitar muito o contato com a natureza, descansar muito e repor as energias.

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Também tivemos a sorte de estar na cidade no dia 31 de outubro, dia das bruxas. A Colômbia tem uma cultura de hallowen muito forte, e em Barrichara a festa foi na praça central em frente a igreja, além de atividades para as crianças, quase todo mundo estava fantasiado, e as crianças seguiam pelos comércios locais pedindo doces. A festa durou o dia todo, e a noite ainda se viam crianças brincando fantasiadas pelas ruas.

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Tinha bruxa motorista

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A praça cheia de gente fantasiada

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Crianças pedindo doces pelocomércio

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E a festa durou até a noite

Vale comentar que de todos os povoados coloniais que visitamos nesta região da Colombia, Barichara foi o que mais nos encantou.

De Barrichara, visitamos um povoado chamado Guane, um povoado bem pequeno, mas é onde se pode ver a cultura Guane mais original. Foi lá que conhecemos e provamos o Sabajón, uma bebida típica de receita de família que se faz com água ardente, doce de leite e ovos. Super aprovamos o aperitivo, mas se você tem planos de levar ele para tomar com os amigos no Brasil, melhor não, ele é super perecível e não tem uma validade muito longa.

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Ainda em Santander conhecemos San Gil, a capital dos esportes de aventura e foi lá que saímos com um agência para voar sem asas. Sim, nós voamos de parapente, e o local escolhido foi o Canon Chicamocha. Foi uma experiência inesquecível. Saímos cedinho rumo ao Canion, que estava com precipitação de chuva. Tivemos que esperar por 3 horas até podermos saltar. O voo durou cerca de meia hora e valeu cada um dos 150 mil Cop por pessoa. Existem outra opção de parapente mais econômica e de menos tempo, pelo Curiti, e existem várias outras opções de esporte de aventura pelas agências. É possível fazer rafting, torrentismo, hidrospeed, cave, canopy, bung jump, mas o cartão de visitas é o parapente pelo Chicamocha.

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A Le voando

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O Luis voando

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Os preparativos

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Depois de voar, passamos em um povoado chamado Socorro, também povoado colonial, porém com mais interferências contemporâneas na sua arquitetura. A passada por Socorro foi de fato só uma passada rumo a outro povoado colonial chamado Guadalupe.

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Igreja de Socorro

Guadalupe é bem pequeno mas muito charmoso, onde aproveitamos a calmaria para caminhar pelas ruas, pela praça e descansar para seguir no próximo dia para Las Gachas.

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A Igreja de Guadalupe

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A praça central do povoado

Las Gachas não é muito conhecido e você talvez não encontre tours para la, mas vale a pena ir. Las Gachas fechou nossa estadia em Santader com chave de ouro. É um rio que corre por uma pedra avermelhada de origem vulcânica, que, com o passar do milhões de anos, foram formando buracos nas pedras, transformando o lugar em jacuzis naturais. São vários buracos, nas pedras que formam piscinas naturais e fazem a água ficar aquecida. Para chegar foi preciso estacionar o carro em uma espécie de café em uma rua de terra e caminhar por 25 min em uma trilha.

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O lugar é gratuito e cheio de pessoas nos finais de semana, inclusive com barraquinhas de venda de comidas e bebidas,  durante a semana é praticamente vazio, você não vai encontrar nada no local a não ser vacas. Quando chegamos estava um casal no rio, e quando estávamos saindo, depois de umas 4 horas, chegou algumas pessoas.

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Salar de Uyuni, o deserto de sal

By | Bolívia, Chile | 4 Comments

O Salar de Uyuni é um passeio lindo e que se pode fazer de várias formas, nós optamos em fazer o passeio saindo de San Pedro do Atacama no Chile. Contratamos o passeio de ida e volta com uma das muitas agências da cidade, que durou três noites e quatro dias, porém você pode contratar o passeio somente de ida, que dura duas noites e três dias e termina na cidade de Uyuni, na Bolívia. É possível contratar este mesmo passeio se você estiver na cidade de Uyuni, na Bolívia e também terminar em San Pedro do Atacama ou voltar a Uyuni.

O passeio nos custou 115.000 pesos chilenos negociados, pois eramos três, a mãe do Luis fez o passeio com a gente. O passeio inclui hospedagem e refeições, vale a pena passar em algumas das mais de 70 agências de viagens de San Pedro e conversar, negociar o preço, ver o que os passeios oferecem. O passeio que nós contratamos, assim como a maioria, não inclui as entradas nas atrações bolivianas. Nós levamos 630 bolivianos por pessoa, o que foi suficiente para as entradas e algumas comprinhas (coisa pouca gente, se você é do tipo de compra lembrancinha pra toda a família, leve mais dinheiro). Trocamos bolivianos direto com a agência que nos vendeu o passeio em San Pedro de Atacama, e a cotação foi bem justa.

É importante dizer que você precisa se desapegar muito de qualquer luxo e não pode ter nenhuma frescura se for fazer este passeio com as agências tradicionais, por isso aviso que não é um passeio para qualquer.

Arrumamos nossos mochilões para 4 dias. Roupas de frio, remédios, baterias reservas para as câmeras carregadas, protetor solar, alguns snaks, frutas e 6 litros de água potável por pessoa. As agências chilenas indicam aos turistas não tomar a água boliviana. Não chegamos nem perto de consumir os 6 litros personal, mas água nunca é demais.

A van da agência passou para nos buscar as 7h da manhã, e as 8h já estávamos na aduana chilena fazendo todos os trâmites para a saída do país. Não adianta muito você chegar antes, a aduana abre as 8h mesmo. De lá seguimos para a aduana boliviana. Um lugar sem estrutura, assim é a aduana boliviana. Sem banheiros e não possui nenhum sistema computadorizado para o registro das pessoas, apenas uma casinha pequena, no meio do nada, com duas pessoas com cara de poucos amigos, uma situação bem precária. Mas entramos na Bolívia, e ao lado da aduana, no meio da areia, estavam os nossos carros nos esperando. Eram cerca de 20 carros esperando pelos seus passageiros. Caminhonetes 4×4 com espaço natural para 6 pessoas mais o motorista, No porta-malas iam as comidas dos nossos dias no passeio e as águas de todos os passageiros. Nós eramos em 5 mais o chofer, fizemos um tour com um casal de Israelenses.

Bom, o passeio de Uyuni é uma caixinha de surpresas e você pode ter muita sorte ou muito azar. Vai depender do seu chofer, dos seus colegas de tour, das hospedagens e um pouquinho do clima. Não podemos dizer que tivemos sorte, mas também não tivemos azar, nosso motorista teve seus altos e baixos, e o casal que dividíamos o tour não tinham grandes problemas, mas as vezes eram bem inconvenientes.

E a aventura começou.

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Aduana Boliviana

 

DIA 1:

A primeira coisa é a entrada do parque onde o tour acontece, esse valor não estava incluído no valor do tour, e necessitou descermos do carro, cadastrar as nossas entradas e pagar os 150 bolivianos que vale o ingresso

Laguna Verde

 

Que não estava tão verde assim, vimos as lagunas do deserto muito secas, e como o guia nos comentou, muitas já nem existem mais, e a laguna verde não estava nem perto do seu esplendor, por falta de chuvas e falta de sol, o tempo estava um pouco nublado no dia, e por isso ela não se apresentava verde e linda.

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Laguna Branca

Esta sim, estava muito bonita, a composição da paisagem é bem legal e a laguna estava congelada em alguns pontos, mas o chofer também nos falou que ela não estava no seu melhor momento, e bem abaixo do seu nível normal.

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Águas Termais

Estava frio, mas mesmo assim tomamos coragem de tirar a roupa e entrar nas águas termais, que estavam bem quentinhas, foi uma delícia. Custaram 6 bolivianos. Você vai encontrar uma estrutura mínima neste lugar. O banheiro é seco como eles falam, sem água e com cinzas levemente perfumadas para tapar as suas necessidades, e o espaço para trocar de roupas é minúsculo, mesmo dividido em feminino e masculino, todo mundo fica meio junto, não dá para ter frescura nem vergonha, mesmo assim valeu muto a sensação de estar em águas termais no meio de uma paisagem linda do deserto.

 

 

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Deserto do Dalí

Este lugar é bem abstrato, são pedras vulcânicas em formatos peculiares que lembram de fato o Deserto que Dalí retratou em alguns quadros. Observamos o deserto de longe, não chegamos perto e nem andamos por ele. O motorista tentou nos mostrar supostas formas de animais mas pedras, mas não conseguimos ter a mente tão aberta assim.

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Laguna Colorada

Talvez este tenha sido o ponto alto do dia, vimos o pôr do sol na laguna que é rosada e cheia de flamingos. Neste momento a altitude já estava incomodando, mas, mesmo assim, caminhamos pelo entorno da laguna, tiramos fotos e aproveitamos o visual enquanto o sol se ia.

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Hospedagem primeiro dia

Depois das paisagens lindas que vimos, fomos para a nossa hospedagem, que era muito simples e com os padrões de higiene e limpeza muito diferentes dos que somos acostumados (o lugas era sujinho mesmo, e tinha até um camundongo no quarto). A Letícia começou a sentir mais os efeitos da altitude e teve dificuldades em dormir. A comida, tanto de almoço como janta estavam boas e abundantes, junto com o café da manha, estas foram as três refeições do dia fornecidas pelo tour, então se você é acostumado a comer de 3 em 3 horas, leve comida. Nosso chofer pareceu sentir bastante os efeitos da altitude durante o dia ou estava doente, pois mascava bastante folhas de coca e sempre que parávamos molhava o rosto. Os chofers não são guias de turismo, não espere todas as explicações e a maior animação do mundo deles, mas eles sempre contam um pouco do lugar, apesar de alguns informações não virem 100% corretas.

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Por do Sol da primeira noite

 

DIA 2:

No segundo dia levantamos cedo e então nos damos conta que tínhamos esquecido o tripé na Laguna Colorada. Nos conformamos com a perda, mas pedimos para nosso chofer se poderíamos voltar lá para procurar, visto que a hospedagem que ficamos era perto da laguna, e ele topou numa boa. Fomos de manha cedinho de volta para a Laguna Colorada, encontramos o tripé no mesmo lugar que deixamos, mais flamingos, água mais vermelha, menos turistas e um visual mais lindo ainda. Tripé recuperado, seguimos viajem. As paisagens são bem diferentes e improváveis.

 

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O motorista falou que é a boca do vulcão, mas na verdade não sabemos bem o que é, pois parecem geisers. A terra borbulha e na cratera sai muita fumaça e um cheiro forte de enxofre. Só posso dizer que foi mágico ver a força que a natureza tem, e nos sentimos muito felizes em poder apreciar lugares assim.

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Arvore de pedra

É uma formação vulcânica que parece ser uma árvore, ela fica junto a outras formações distintas também de origem vulcânica, o lugar é bem legal, e quem for mais aventureiro pode se arriscar a subir algumas delas, que são bem altas, e do topo ter uma vista impressionante de toda a área.

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Vista do topo de uma das formações rochosas

 

Passamos por lhamas, vicunhas, alpacas, povoados minúsculos, paisagens lindas e no fim do dia chegamos a nossa segunda hospedagem, um hotel de sal. Sim, as paredes eram blocos de sal compacto, o chão era sal e nossas camas eram feitas de sal. Foi simplesmente incrível. Esta hospedagem era bem melhor que a primeira, mais limpa e organizada, porém era preciso pagar para tomar banho, O banho quente custou 10 bolivianos e o tempo era de 5 min. Neste dia, nosso Chofer parecia melhor, mais animado e conversava mais conosco.

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DIA 3:

No terceiro dia os planos eram de tomar café da manha as 4h30 para sairmos as 5h para ver o nascer do sol do deserto de sal, porém o nosso chofer não acordou. Não sabemos o que aconteceu, mas ele estava dormindo dentro do carro e haviam latas de cerveja por lá. Quando ele finalmente estava pronto não encontrava seu celular, fomos até uma casa no povoado, voltamos a hospedagem e nada do celular, já estava amanhecendo quando saímos da hospedagem para o deserto de sal e perdemos o nascer do sol, que dizem ser lindo.

O que não perdemos no terceiro dia.

 

Ilha dos pescadores

Uma ilha de terra em meio ao mar de sal, cheia de cactos gigantes. Custam 60 bolivianos a entrada e vale a pena, além da vista para a imensidão branca do deserto de sal, vimos cactos de 10 metros de altura.

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Deserto de Sal

É muito sal, uma imensidão de sal, é demais. Só as fotos podem dar uma leve ideia do que é o lugar. Fotos sem perspectiva de profundidade que causam confusão no que olhamos e uma planície de sal de perder de vista. Esse é o ponto que todos esperam desse tour.

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Hotel de Sal museu

Este lugar é o primeiro hotel de sal da região, que hoje além de ser caríssimo, é um tipo de museu. Mais interessante que o museu, que deixou um pouco a desejar, é uma plataforma de sal cheia de bandeiras, ficamos um tempão ali vendo que bandeiras haviam, claro que achamos uma do Brasil, mas ficamos surpresos de ver uma do Rio Grande do Sul. A frente do Hotel está um toten gigante do Rally Dakar, construído na época que a competição foi realizada da região.

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O povoado das lembrancinhas

Saindo do deserto de sal, mas antes de chegar a cidade de Uyuni passamos por um pequeno povoado focado completamente em vendas de lembrancinhas se sal. Lá encontramos copos de shots de sal, cinzeiros de sal, chaveiros de sal, enfeites de sal, bonecos de sal, e mais o que puder imaginar.

Os carros de transporte e as tendas de artesanias dos povoados, não aceitam cartão viu?!

Os carros de transporte e as tendas de artesanias, não aceitam cartão viu?!

Muitas tendinhas de lembrancinhas e artesanias nos povoados que se passa.

Muitas tendinhas de lembrancinhas e artesanias de sal

Cemitérios de Trens

O local, já chegando na cidade e Uyuni, é onde ficam os trens antigos usados para transporte de pessoas e cargas das minas da região. Não espere ver os trens mais antigos do mundo, os trens de la são da década de 70, mas o lugar rende fotos legais e um visual bem bacana.

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Logo chegamos a Uyuni onde termina o passeio e trocamos de motorista para somente voltar. O terceiro dia foi bastante tenso, nosso Chofer estava tão cansado que dormia no volante, tínhamos que ficar conversando com ele o tempo todo. Também ficamos frustrados pois não passamos pelos Montones de sal, que são formações piramidais no sal que ficam em uma região específica do salar por onde os tour passam, isso porque como o nosso motorista não acordou pela manhã ele teve que compensar para não chegar muito depois dos outros carros, pagamos pelo erro dele, mas como o motora estava quase dormindo na direção, nós queríamos mais era chegar mesmo.

A volta seria somente volta, em teoria se troca de motorista para a volta a San Pedro de Atacama, assim um novo motorista pega um novo tour na volta a Uyuni, mas não foi tão simples. Mesmo quase dormindo enquanto dirigia, o motorista que nos trouxe queria nos levar de volta, e nós sabíamos que isso era porque ele queria tentar resgatar o celular perdido. Depois de nos negarmos a voltar com ele na frente de quem estava na agência, pois não eramos loucos e queríamos chegar vivos, nos trocaram de motorista e assim pudemos voltar. Saímos de Uyuni para uma cidade pequena, onde ficamos hospedados em uma acomodação bem simples.

 

DIA 4:

A volta. No dia seguinte saímos as 4:30 da manhã para San Pedro do Atacama. Mas a natureza é linda e generosa e nos compensou com neve. Siiiim, é verdade, nos vimos neve no deserto do Atacama, foi mágico. Chegamos na aduana boliviana e tivemos que esperar horas para as vans conseguirem chegar de San Pedro, pois a estrada estava fechada por causa da neve, foi lindo.

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Como resumo, podemos dizer que é um passeio único, que é muito importante se informar bem sobre os passeios e que muito vai depender do motorista e das companhias de viagens que você tiver. Existem alguns passeios mais exclusivos, que sabemos muito pouco, também vimos dois carros fazendo o passeio por conta, sem tour. Não existem estradas no deserto e a localização dos lugares se dá pela experiência do motorista ou bons GPS e pessoas que sabem usa-lo.

A situação mais desagradável que passamos, e que infelizmente temos que reportar aqui, é que no momento de carimbar o passaporte para sair da Bolívia o oficial da aduana estava cobrando 20 bolivianos por pessoa, um absurdo, afinal em nenhuma aduana do mundo se cobra para sair, mas quando questionamos quanto a isso a única resposta firme e seca que recebemos foi “aqui se cobra”. Como estávamos com a a mãe do Luis e por sorte tínhamos os 60 bolivianos para pagar para nós 3, não complicamos, mas houve quem não teve tanta sorte, afinal ao sair de um país se guarda moeda local. Ficamos extremamente incomodados com a situação, não pelo valor, pois o que pagamos seria equivalente a apenas R$10 por pessoa, mas pela atitude de corrupção, que foi a primeira que enfrentemos na viagem.

Mas no final de contas, vimos as paisagens mais improváveis, e definitivamente valeu a pena cada situação.

 

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As cores e paisagens mais improváveis

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Laguna altiplanica

 

Cueva de las Manos, Lago Posadas e a capital da cereja

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A cidade Perito Moreno foi uma das surpresa que tivemos ao longo da viajem. Programamos somente uma noite para a cidade, pois ela é caminho para a famosa Carreteira Austral no Chile, que era nosso próximo destino, o que não sabíamos é que a região poderiam oferecer tantas coisas interessantes para conhecer e nos arrependemos de não ter programado mais dias para ficar por lá. Mas deixamos as dicas da região para quem for passar por aqui não esteja despreparado e deixa passar em branco como fizemos.

 

Perito Moreno

A cidade de Perito Moreno em si é bastante pequena, possui cerca de 20 mil habitantes, mas tem estrutura para receber viageiros. Conta com hotéis, hosteis, campings, alguns restaurantes e mercadinhos na rua principal. É uma típica cidade pequena da Patagônia argentina. Na chegada, vale a pena ir no centro de informações turísticas que fica na rua principal, eles foram muito atenciosos e indicam tudo o que se pode ver e conhecer na região, além de dar explicações sobre os lugares, a pessoa que nos atendeu tinha opções de roteiros já montados dependendo dos dias que fossemos ficar na cidade.

Nós ficamos hospedados no camping municipal. O camping é muito barato e tem uma estrutura bem legal. Como o tempo estava ruim, e sairíamos no dia seguinte, alugamos uma das cabanas disponíveis no camping, pois guardar a barraca molhada pode ser um problema. A cabana custou 300 pesos argentinos mais 40 pesos para estacionar o carro, tinha calefação, mas não tinha banheiro privado. Vale a pena para quem está viajando em mais pessoas, pois a cabana tinham 5 camas. O único problema é que o lugar não tinha Wifi, mas isso você pode conseguir nos restaurantes e barzinhos da rua principal. Para  acampar custava 20 pesos a barraca mais 10 pesos por pessoa.

 

Cueva de Las Manos

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Além da bela vista do cânion de mais de 80 metros, o sítio arqueológico apresenta uma imensa riqueza rupestre. A Cueva de las Manos tem este nome pelas 829 mãos que foram pintadas pelos primeiros habitantes, seminômades, da América do Sul. Na caverna e em seu entorno, há pinturas de 9300 a 1300 anos. Por este motivo foi nomeado pela Unesco, Patrimônio Histórico da Humanidade. Existem tour que saem da cidade de Perito Moreno para lá, mas você pode ir de carro até a entrada do parque e depois caminhar um pouco para chegar até as Cuevas. Se você for de carro, se informe antes as condições da estrada, saindo da Ruta 40, o acesso para o parque é cerca de 50km de rípio, um tipo de estrada de chão com bastante pedras. Existe as opções de tours em carros 4X4 ou a cavalo.

 

Lago Posadas

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É um povoado muito pequeno as margens do Lago Posada, lago de cor azul intenso, com águas transparentes e conhecido pela pesca esportiva. No centro do lago esta uma formação rochosa muito bonita, digna de um bom momento de contemplação. Perto do povoado está o Monte San Lorenzo, a montanha com maior altura da região, onde muitos praticantes de escaladas vão para tentar chegar ao topo. Considerado um dos trekkings mais difíceis da patagônia argentina, para chegar ao topo se passam por glaciares, desfiladeiros e rios de degelo.

 

Los Antiguos

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Conhecida como a capital nacional da cereja pelos argentinos, a cidade possui inúmeras plantações da frutinha e um festival todos os verões. Também é conhecida pela plantações de outras frutas de bosques e pelos campos de flores colidas que podem ser observadas de dois miradores na cidade. Junto com os picos nevados das montanhas e os bosques verdes, formam um surpreendente visual. Passamos na cidade quando estávamos rumo a Chile Chico no Chile, não se pode entrar no Chile com nenhuma fruta, o que é muito injusto, visto que a cidade tem a melhores cerejas do país e não pudemos comprar uns kg para seguir viajem comendo cerejas.

Quanto custa um sonho?!

By | Vida de viajante | 2 Comments

Então, este post não é sobre viagens como os post que você está acostumado a ver por aqui, este post é sobre nós, e sobre nossa decisão de seguir um sonho, que apesar de lindo e da melhor coisa que podíamos ter feito nas nossas vidas, nos fez tomar decisões e escolhas que muitas vezes as pessoas não estão dispostas a se confrontar.

Não somos multi milionários muito menos de famílias com muito dinheiro, vivíamos para trabalhar, guardar dinheiro para finalmente viajar nas férias. Nunca fomos de muito luxo, mas gastávamos como turistas em férias. O que acontece é que uma hora, nos demos conta que precisávamos de mais tempo, que almejávamos mais e então começamos a pensar em qual seria o ideal, o que queríamos muito neste momento das nossas vidas e foi aí que começou o projeto Road Sweet Home. Ao longo do planejamento, nos demos conta que a aventura seria muito maior do que passar um ano longe de casa, dos amigos e da família, e que para conhecer a América do Sul a baixos custos precisávamos ser muito econômicos e buscar alternativas para seguir viajem, isto vai além de só sair da zona de conforto, é sobre coisas pequenas do dia a dia que fazem uma diferença considerável, mas que no fim vale tanto a pena, que faríamos de novo, e de novo e de novo.


Estamos em plena realização do sonho de viajar pela América do Sul, com nosso carro, ao longo deste ano. Uns chamam de ano sabático, outros de ano dos sonhos, outros de aventura, loucura, cagada, desperdício de tempo e de dinheiro. Bom, ainda bem que nós somos muito bem resolvidos com nossos sonhos e não ligamos com rótulos, não damos atenção a quem queira nos desanimar e sabíamos exatamente o que fazer para realizá-lo.


Estamos viajando com uma meta de gasto diário de no máximo 140 reais (não muito diferente do que gastávamos simplesmente vivendo em Porto Alegre). Esta grana tem que contemplar alimentação, hospedagem, passeios turísticos, gasolina e os imprevistos. Acredite, não é fácil, e tem muita gente aí que conhecemos que esta viajando com menos que isso. Nós não vamos para aquele restaurante lindo da esquina com mesinhas na rua, nem na lojinha de cupcakes coloridos e famosíssima, não ficamos nas cabanas charmosas dos campos a beira dos lagos, ou resorts da beira da praia, tampouco compramos artesanatos e souvenirs que encontramos no caminho, mas temos conhecido lugares e tido experiencias que não fazem estes pequenos luxo importantes. Para conhecer todos os cantinhos da América do Sul, nós estamos cozinhando nossa comida (e estamos ficando bons nisso, aprendemos tantas coisas com a culinária local) , acampando em lugares com estrutura ou em campings rústicos, ficamos em hospedagem extremamente simples, muitas nem sempre tão limpas quanto gostaríamos, nos hospedamos em casa de pessoas locais (e conhecemos pessoas que fizeram toda a diferença na nossa história), dormimos no carro, fizemos os passeios por nós mesmo sem tours, nos perdemos, nos achamos, fizemos nossos lanches, muitas vezes temos banho quente, outras não, ou as vezes até banho de balde. Aprendemos tanto nestes últimos meses, coisas que não se podem explicar, mini superações diárias. Conhecemos pessoas tão incríveis, com histórias lindas, e pudemos compartilhar tantas experiencias, que palavras e fotos não podem expressar.

O fato é que os sonhos têm um preço. E é este preço que faz o sonho ter sentido, e ser vivido plenamente. Te convidamos a pensar em qual é seu sonho, e o que você tem feito nos últimos anos para realizá-lo? O que você está disposto a abrir mão para conseguir o que de fato sempre quis? Escreva nos comentários qual seu sonho.

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Ruta de los 7 lagos. De Villa Lá Angostura à San Martin de Los Andes

By | Argentina | No Comments

Começamos a Ruta de los 7 lagos pela cidade de Villa la Angostura, uma cidade pequena e muito charmosa. Chegamos pela manhã e ficamos cerca de três horas, pouco tempo para poder conhecer tudo que há na cidade. Contudo conhecemos a Av. Siete Lagos, principal rua da cidade, onde estão as lojas, restaurantes e bares, tudo muito florido e muito simpático. É também na avenida que está a oficina de informações turísticas.

Depois seguimos para Parque Nacional los Arrayanes, às margens do lago Nahuel Huapi. É possível fazer uma trilha até dois miradores do lago até o bosque Arrayanes, programe 4 horas para a trilha, pois é longa, toda a trilha tem 13km, também é possível fazer passeios de barcos pelo lago. Nós fizemos só um pedaço da trilha, pois não teríamos tanto tempo na cidade, mas recomendamos que pelo menos um dia e uma noite na cidade, para poder aproveitar e conhecer mais a região, que tem lugares lindos.

Antes da entrada ao parque é possível ir ao Muelle Modesta Victória e ao Muelle Bahía Brava, são praias muito bonitas, e vale a pena a visita.

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Av. Siete Lagos, centro de Villa la Angostura

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Pier às margens do lago Nahuel Huapi, onde começam as trilhas de Villa la Angostura

De lá, seguimos para a Ruta de los 7 lagos, um caminho de cerca de 110km pela ruta 40, muito tranquilo e bem sinalizado. Apesar de se chamar ruta de los 7 lagos, na verdade, se podem observar mais de 7. Existem tours saindo de Villa Lá Angostura, San Martin de Los Andes e Bariloche, mas a nossa dica é se possível alugar um carro, o carro já vai ser útil para conhecer Bariloche e para o trecho da Ruta de los 7 lagos você poderá fazer com mais calma e tranquilidade, desfrutando muito mais de toda a paisagem.

Desde 2015 a estrada é toda asfaltada e super fácil de dirigir, separe um tempo para o passeio, pois as paisagens são lindas, e possuem miradores para os lagos ao longo do caminho. Nós levamos cerca de 6 horas para fazer o trajeto, paramos em todos os miradores e almoçamos um pequeno picnic na prainha de um dos lagos. Definitivamente foi uma experiência incrível, fizemos o passeio no verão e o dia estava ensolarado, apesar do vento frio típico da região. Algumas dicas, preste atenção no caminho, nem todos os miradores tem sinalização prévia, então não ande muito rápido para que você possa ver os miradores antes de passar, eles costumam ser a melhor vista dos lagos.

Um ponto negativo é que nos miradores não tem nem o nome nem qualquer informação do lago, então busque um mapa no centro de informações turísticos de Villa la Angostura ou San Martin de Los Andes antes de começar o trajeto. Há, leve uns lanchinhos, você não vai achar lugar para comprar no caminho.

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Lago Nahuel Huapi

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Lago Espejo Grande

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Lago Correntoso

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Lago Espero Chico fica junto a um camping, um bom lugar para acampar. Para chegar é preciso sair da ruta 40 por um acesso de estrada de chão

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Lago Escondido

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Lago Villarino

 

 

 

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Lago Falkner

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Cascata Vullignanco, cachoeira de mais de 20 mts de altura

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Lago Machónico

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Lago Lácar, que banha a cidade de San Martin de Los Andes

Chegamos ainda com sol em San Martin de Los Andes e pudemos observar o lago Lácar na chegada. Seguimos para buscar hospedagem, e conseguimos um hostel relativamente econômico, $210 pesos por pessoas em quarto compartilhado.

Devidamente hospedados, saímos para conhecer a noite da cidade. A rua principal é a San Martin, onde estam os principais comércios e bares, e também a praça central, que é um amor, também com várias lojinhas, cafés, restaurantes e barzinhos que ficam abertos até tarde. Fomo ao Bar Delpueblo e comemos umas empanadas maravilhosas e tomamos uma excelente cerveja, de uma cervejaria artesanal da cidade, o ambiente é lindo e acolhedor, conhecemos o dono e conversamos um pouco. Depois demos uma volta pela rua e fomos para o hostel.

O dia seguinte era uma sexta-feira de Páscoa, feriado, e a nós não tínhamos nos dado conta. Saímos de manhã e fomos ao mirador Arrayan, a rua até lá é de terra com pedras, chamado de rípio, e não estava das melhores condições. O mirador não tem muita sinalização nem infraestrutura, mas é um lugar bem bonito para se apreciar a cidade e o lago. Depois voltamos para o centro e conhecemos ele durante o dia. De fato a cidade é encantadora, se você estiver com tempo, reserve pelo menos um dia completo para a cidade, é possível fazer passeios de barco pelo lago, apreciar a praia Catritre, que fica às margens do lago Lácar. A praia fica próximo ao mirador Bandurrias, que se chega por um caminho de bosques.

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Av. San Martin, centro de San Martin de Los Andes

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Vista da cidade do mirador Arrayan

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Vista da cidade e do Lago Lácar do mirador Arrayan

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Por do sol no lago Lácar visto do porto de San Martin de Los Andes

Arrumamos as malas e o carro para seguir para Pucón no Chile, fizemos uma rota que passa por dentro do Parque Nacional Lanín e pudemos observar o vulcão de mesmo nome, de vário pontos, o parque é bem bonito, existem grupos com tour de trekking e alguns de escalada ao vulcão que é dividido entre a Argentina e o Chile. O perque também tem áreas para picnic muito arrumadinhos e com paisagens incríveis. Chegamos a pensar em parar para apreciar o lugar, porém decidimos seguir um pouco mais e daí descobrimos: Todos os argentinos estavam indo passar o feriadão no Chile, eram 3km de fila até chegar na aduana, no meio de um parque nacional sem nenhuma opção de mercadinho, café ou bar, muito menos banheiro. Foram 5 horas de fila até chegarmos na primeira aduana, e a preocupação era com o horário, visto que as aduanas tem horário de funcionamento e estariam abertas somente até as 21h. Passamos na aduana Argentina eram 20h e seguimos até a aduana chilena. Saímos rumo a Pucon as 20h45, tivemos a sorte de passar, mas a fila atrás de nós era quilométrica e não sabemos o que aconteceu com as pessoas que não passaram até o horário. Normalmente essa aduana é muito tranquila e com pouco movimento, então salvo uma situação de feriadão, ou alguma data muito específica, não se preocupe tanto com o movimento, mas esteja atento ao horário de funcionamento.

Bariloche no verão

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Visitamos San Carlos de Bariloche no verão, e com certeza foi uma experiência muito diferente do que as pessoas são acostumadas quando pensam em Bariloche. Chegando no verão você vai perceber que quase todo o branco da neve derreteu, mas as demais cores fortes e vibrantes da cidade apareceram, como os fascinantes bosques do entorno e no lago Nahuel Huapi. É verão na cordilheira dos Andes.

Chegamos em Bariloche no meio do dia, e ficamos hospedados do ladinho do Cerro Otto, um pouco afastados do centro da cidade. Fomos hospedados em Couchsurfing, e fomos recebidos pelo nosso anfitrião e amigos, vinho e muitas risadas, em um ambiente maravilhosos em que nos sentimos em casa. No primeiro dia ficamos aproveitando a companhia.

No segundo dia era hora de conhecer a cidade, e começamos pela região central. No Centro Cívico é que se localiza o centro de informações turísticas da cidade. Depois de várias dicas e mapas nos sentamos um pouco na grande praça para aproveitar o solzinho. Nos finais de semana, há uma feirinha de artesanato na praça do Centro Cívico com várias coisas legais. Apesar de ser verão, as temperaturas não são propriamente altas, e um casaco leve veio bem a calhar.

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Praça central de Bariloche

Depois seguimos pela rua Mitre, que se inicia no Centro cívico. A Mitre é a rua principal da cidade, é nela que se encontram casas de câmbio, agências de turismo, lojas de aluguel de roupas e equipamentos para os esportes de inverno, cafés, muitas lojas de chocolate, de lembrancinhas, de roupas. É uma rua para se caminhar de um lado a outro.

A cidade é conhecida por ter o maior número de lojas de chocolate por habitante do mundo, então dá pra imaginar o perfume que a rua principal da cidade tem. São várias lojas, uma do lado da outra, com centenas de tipos de chocolate. Não preciso nem dizer que a gente precisou provar um pouco das iguarias de lá. São de fato muitas opções de tipos e sabores. Tem opções para diabéticos e intolerantes a lactose também. Se você for um chocólatra, talvez não deva ficar muitos dias.

Na região central da cidade também é possível visitar a catedral, que tem uma praça pequena e muito charmosa no seu entorno com vista para o lago, a orla do lago, que é uma caminhada bonita e muitos restaurantes que não são propriamente econômicos. Há também muitos bares de cervejas artesanais. O centro da cidade é feito para você comer, e comer bem, em cafés, casas de chocolate, sorveterias, confeitarias, bons restaurantes, bistrôs e cervejarias, mas isso vai te custar um pouco caro, a cidade é 101% focada no turismo, e infelizmente se paga por isso.

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Catedral de Bariloche

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Parque em frente a Catedral

Depois de conhecermos o centro, fomos visitar o Cerro Campanário. A cidade possui três cerros de onde se podem observar o lago Nahuel Huapi e a paisagem local, o Campanário, o Otto e o Catedral. Nós optamos pelo Cerro Campanário, pois dizem ser a melhor vista do lago, além da Revista National Geographic ter classificado a vista entre as 8 melhores do mundo. A subida de teleférico custa 150 pesos argentinos e fica aberto das 9h às 17h. Além de um café e um restaurante, o topo do cerro tem uma vista de tirar o folego, faz jus a classificação da NatGeo, o passeio vale muito a pena. Nós fomos para o cerro de carro, mas existem ônibus que levam até os cerros do centro da cidade, pois os 3 ficam um pouco mais afastados. O cerro Otto possui um restaurante giratório de 360 graus, também é possível esquiar nas pistas de esqui no inverno. O cerro Catedral também possui pistas de esqui. Somente o cerro Campanário não possui pistas de esqui, mas para quem vai no verão não faz muita diferença já que não há neve. Sendo o Campanário um pouco mais barato que os outros, também é uma vantagem.

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Vista panorâmica do mirador principal do Cerro Campanário

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No dia seguinte fomos fazer um circuito diferente e afastado da cidade. Passamos pela praia Serena, uma praia pequena, porém com um visual muito bonito, paramos para olha e tirar umas fotos, a praia tinha bastante gente, então, praia em Bariloche, para quem acha que esse é um destino exclusivamente de inverno está ai uma boa surpresa. Seguimos e fomos até a Colônia Suiza, um povoado histórico, que promove aos finais de semana uma grande festa, com barraquinhas de comidas, cervejas artesanais, artesanatos e um ambiente muito acolhedor e festivo. A região possui casas e restaurantes de madeira estilo suíço, porém com uma cultura um pouco hippie. Lá é possível comer o Curanto, feito da forma tradicional, no chão com pedras quentes, um prato típico de algumas regiões da patagônia. Como já havíamos provado o Curanto na Ilha de Chiloé no Chile (apesar de ser preparado com carnes diferentes), optamos por experimentar outras coisas um pouco mais econômicas e que não precisássemos ficar em uma fila gigante para para fazer o pedido. As tortas e a cerveja artesanal quase caseira, são incríveis. Existem opções para todos os bolsos, desde restaurantes caros a comidinhas das barraquinhas da feira mais econômicas. Opção de comida é o que não faltava.

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Praia Serena

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Preparação do Curanto, prato típico da região

No terceiro dia fomos fazer um circuíto indicado pela oficina de turismo, o circuíto fica para o lado da Colonia Suiza, mais afastada da cidade. Passamos por uma ponte que cruza o Lago Perito Moreno Este, uma das paisagens mais bonitas que pudemos apreciar na cidade. A água era um pouco gelada para os padrões brasileiros, mas confesso que deu vontade pela cor azul e transparente e a diversão das crianças na água. O lugar é simplesmente lindo, muitas pessoas vão até lá para descansar, andar de kaiak, havia kaiaks para alugar, tomar um mate ou fazer um picnic. Havia uma turma com violão, outros com a família, além de ser um lugar onde as pessoas respeitam muito a natureza, a vista é incrível. O Lugar é acessado pela lateral da ponte, pertinho da estrada e não possui nenhum tipo de estrutura de banheiros, ou bares e café. É um lugar natural, é só você e a bela natureza.

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Depois de curtir o caminho, que é lindo, fomos até o parque Llao Llao, um parque nacional com algumas trilhas, nós não fizemos nenhuma delas, mas são trilhas de categoria fácil e não são muito extensas, a entrada no parque é gratuita. Saímos do parque e fomos para a Cascatas do Duendes, que fica cerca do lago Gutiérrez. Para chegar na cascata caminhamos por cerda de 20 min, a entrada é gratuita e a cascata é um amor, também aproveitamos para conhecer a praia do lago. É possível acampar na região, e apesar de bastante pessoas por lá, não vimos nenhum café, restaurante ou mercadinho.

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Cascatas do Duendes

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Todo esse circuíto pode e é feito de bicicleta, e de fato havia muita gente pedalando por lá, há bicicletas para alugar no centro da cidade. Esta região tem muitas opções de esportes em meio a natureza para o verão. É possível fazer canopy, kayak, cavalgadas, circuitos de bike e passeios de barco por alguns lagos.

De Bariloche ainda é possível ir de ônibus para Villa La Angostura, cidade ao norte super bonitinha, e onde se pode começar o caminho da Ruta de los 7 lagos, que visitamos e falamos mais neste post. Também é possível ir para El Bolsón ao sul, que adoramos, um paraíso aos amantes da boa cerveja, contamos como foi neste post.

Buenos Aires: San Telmo e Puerto Madero

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Em nossa passagem por Buenos Aires, ficamos hospedados no bairro San Telmo, e não poderíamos ter escolhido um lugar melhor. O bairro San Telmo fica em uma das áreas mais antigas de Buenos Aires, e são muitos os casarões antigos do século 18 e 19 que se transformaram em charmosos albergues, hotéis, restaurantes e casas de antiguidades. O bairro é conhecido pelos inúmeros antiquários, o mercado, casas de tango, uma noite simpática e agitada, além da famosa Feira de SanTelmo que acontecem todos os Domingos.

A rua principal do bairro é a Defenza. A rua mais famosa de San Telmo tem muitos antiquários bons, restaurantes, bares, cafés, galerias de artes e lojas de roupas de marcas próprias que apontam as tendências da moda argentina. Definitivamente é uma rua apaixonante. Nela está o Mercado de San Telmo, inaugurado em 1897 e que funciona até hoje com bancas de frutas, verduras, açougue, cafés e outras coisas que não costumamos ver em mercadões, como antiguidades, lojas de amontoados de perfumes e cosméticos, quadros, lojas de bonecas antigas, enfim, nem precisamos dizer que o lugar nos encantou. Ele expressa muito bem a identidade do bairro.

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Na Defenza também acontece aos domingos a Feira de San Telmo, a atração mais conhecida da região. A feira começa às 10h da manhã e vai até as 5h da tarde, a rua fica transitável somente a pedestres e os artistas e colecionadores tomam conta, com dezenas de barraquinhas que vendem produtos originais, artesanatos, antiguidades e uma infinidade de coisas. Comemos um crepe maravilhoso por lá e ouvimos bons sons dos artistas de rua. O que mais impressiona na feira é a sua identidade portenha, se sente Buenos Aires.

O ponto central da feira é a praça Dorrengo. A praça é rodeada de bares, restaurantes e construções do século 18. É um ótimo lugar para assistir artistas dançarem tango sem precisar pagar uma fortuna. Nas noites de verão os bares costumam ficar bem cheios e há música ao vivo em alguns deles. Nos sábados a praça recebe uma feira de artesanato e sempre há alguns artesãos durante a semana também.

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Feira de artesanato da rua Defenza

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Artistas de rua se apresentam em toda a extensão da feira

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Cuias artesanais para um tradicional mate argentino

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Desde de artistas individuais até bandas inteiras se apresentam na feira

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E opções de comidas também é o que não falta, de dar água na boca

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Apresentações de tango na rua também não faltam

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Nos domingos os antiquários saem das lojas e vão para a rua, se encontra de tudo

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A rua Defenza cruza com a rua Chile, um dos pontos do bairro que está lotado de bares e com vida noturna vibrante de segunda a domingo. Também é nesse cruzamento que está sentadinha em um banco a querida Mafalda, personagem dos quadrinhos mais famosa da Argentina. Na Mafalda começa o Caminho de la Historieta, um caminho que passa pelos principais personagens dos cartoons argentino, fizemos esse passeio lindo que começa em San Telmo e termina em Puerto Madero, para saber mais, confere neste post aqui.

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A noite do bairro é repleto de bares, festas, restaurantes pata todos os gostos, e quando falamos de todos os gostos são todos mesmo, tem bares de cervejarias artesanais, bares temáticos de filmes de terror da década de 80, bares de karaokê, bares inferninhos do bem, bares contemporâneos, bares vintages. Nesta noite combinamos de sair com uma colega de faculdade da Letícia que mora a anos já em Buenos Aires e com seu namorado portenho. A noite de Buenos Aires começa bem tarde, as pessoas começam a pensar em sair pelas 11 da noite, e as festas mesmo rolam a partir das 2h, 3h da manhã, ou seja, o dia também começa tarde por lá. Nós fomos no bar da cervejaria Antares. A música era ótima, a cerveja melhor ainda e apreciada com amendoins (sim, os bares dão amendoins para as pessoas comerem junto com a cerveja).

San Telmo é um bairro que tem a cara de Buenos Aires! É a mistura do antigo com o contemporâneo, da elegância com a decadência das casas de tango ao lado de restaurantes moderninhos, e dos moradores locais convivendo com imigrantes e turistas. Tem um pouco de tudo que se espera da capital argentina.

Já o Bairro Puerto Madero, que fica do ladinho, seguindo o Passeio de la Historieta, é bem diferente. Um dos bairros mais nobres de Buenos Aires, é o resultado de uma renovação urbanística de um local que estava abandonado há mais de 100 anos. Os antigos prédios e armazéns de tijolo à vista do porto foram restaurados e tornaram-se escritórios, residências, lojas, bares, restaurantes e espaços culturais. Grandes calçadões foram criados ao longo dos diques e muitos dos maquinários do antigo porto permaneceram no local. O bairro possui os melhore e mais caros hotéis da capital, bem como restaurantes e um cassino flutuante.

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Os guindastes do antigo porto de Buenos Aires hoje servem de decoração da cidade

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Antigos armazéns hoje são belos e caros bares e restaurantes

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Puente de la Mujer

Um dos pontos altos para conhecer em Puerto Madero é a área dos diques que cruzem o Rio da Prata onde se encontra o ponto turístico mais famoso do bairro, a Puente de la Mujer, a ponte é um marco arquitetônico na América Latina. A área dos diques é repleta de bares e restaurantes, que não são propriamente econômicos, mas é um bom lugar para se fazer um passeio, o visual é lindo.

Perto da Puente de la Mujer está ancorado o Fragata Sarmiento, uma embarcação construída em Liverpool na Inglaterra em 1897. Foi o primeiro navio-escola da Argentina. Atualmente, funciona como um museu bem interessante. É possível visitar as dependências da embarcação e ver como era avida em alto-mar. O museu conta com fotos, uniformes, documentos e armas expostas em seu interior.

Ao lado do Fragata Sarmiento, está outro barco ancorado, o Corbeta Uruguay, um barco também inglês, que já foi a Antártida para um resgate a um naufrágio. Também é museu.

Saindo dos diques, e seguindo mais um pouco a sul se encontra a Reserva Ecológica Costaneira Sur, a maior área verde da capital. É possível visitar a reserva com visitas guiadas e passeios de bicicleta. Nossa passagem por lá foi somente pela orla e pelos parques e praças da região. Se pode comer muito bem e barato nesta região nas barraquinhas de choripans. É um ótimo lugar para sentar em uma praça e relaxar.

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Barco/museu Corbeta Uruguay

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Barco/museu Fragata Sarmiento

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El Calafate e o Glacial Perito Moreno

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A nossa ida a El Calafate teve um início um pouco difícil. Saímos do Parque Nacional Torres del Paine, no Chile no início da tarde, e fomos chegar em El Calafate na Argentina somente á noite, pois erramos o caminho e pegamos mais de 100km de um trecho da ruta 40 de chão, conhecido como na rípio argentino, nas piores condições que já andamos, uma viajem de 4 horas virou uma viajem de 7 horas. A estrada tinham pedras gigantescas, e muitos momentos não podíamos andar mais de 20km/h, é uma estrada ruim até para as caminhonetes. Cruzamos somente por uma no caminho, então, se você for fazer este trajeto, se informe bem, pois existe rodovias pavimentadas que levam uma cidade a outra, os ônibus fazem o caminho pavimentado, é mais longo, porém tranquilo e mais rápido. Depois de 8 horas chegamos bem, com fome e curiosos para ver a cidade durante o dia.

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Uma das pedras retirada da Ruta 40 a caminho a El Calafate, e não era nem perto das maiores

El Calafate é uma cidade de 21 mil habitantes, completamente focada no turismo, a cidade sabe como agradar e oferece as melhores opções de hospedagem, restaurantes, bares, passeios e tours. Uma curiosidade, o nome da cidade vem de uma fruta local, Calafate, uma fruta de bosque bastante doce e saborosa, você facilmente a encontrará em arbustos da região, não deixe de colher algumas para provar. Na cidade se encontra diversos produtos da fruta, geleia, licor, chocolates entre outros. O problema é se gostar muito, porque não existe nada disso no Brasil.

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Frutinha Calafate recém colida do arbusto ao fundo

Infelizmente não há camping na cidade, tivemos que nos hospedamos em um hostel, que foi a opção mais econômica, apesar de não ter sido propriamente barato, mas tinha uma ótima estrutura. No dia seguinte saímos para conhecer a cidade que é muito bonita. A rua principal é a San Martin, extremamente charmosa com lojas estilo casas alemãs, muitos detalhes em madeira talhada, restaurantes, supermercados, um cassino, bares, lojas de roupas, confeitarias e muitas agências de turismo. As agências de turismo oferecem muitas opções de passeios, os preços de cada agência são parecidos, talvez se consiga algum desconto se comprar mais de um passeio na mesma agência, ou se estiver em um grupo grande de pessoas.

São diversos passeios que a cidade oferece, caso queira fazer todos indicamos de 4 a 5 dias, e bastante dinheiro, alguns passeios são bem carinho, por isso não tivemos como fazer a maioria. Existem alguns tours com limite de pessoas por dia, e as vezes não se consegue vaga para o dia seguinte, então sugerimos ir no primeiro dia nas agências conhecer as opções de passeio, seus valores, e já decidir o que irá fazer em função das lotações dos passeios.

Aproveitamos para almoçar em um dos restaurantes da San Martin, cruzamos por uma promoção de 2×1 e aproveitamos para provar um dos pratos típicos da região, o tradicional cordeiro patagônico, que estava simplesmente maravilhoso. A noite fomos conhecer o bar de uma das cervejarias artesanal da cidade, a Choppen. O lugar é bem legal, fomos muito bem atendidos e aproveitamos para jantar uma pizza por lá.

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Centro comercial na San Martin

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Aproveitando o cordeiro patagônico com toda vontade de alguém que não come carne a muito tempo

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Cerveja artesanal e um pizza pra fechar o dia

Sandero Interpretativo

O primeiro dia utilizamos para caminhar pelo centro e também ir a várias agências em busca de opções e valores. Fora isso fomos conhecer o Sandero Interpretativo, localizado também na San Martin. É um museu gratuito que, na tarte interna possui exposições fotográficas, exibição de alguns vídeos das belezas naturais da região, uma oficina de informações turísticas e também um painel com monitores onde é possível ver os tipos de passeios disponíveis na cidade e qual agência de turismo oferece. Na parte externa, além de uma praça muito bonita, há algumas esculturas de personalidades importantes do país, contando e contextualizando suas histórias.

Glacial Perito Moreno

No dia seguinte fomos fazer o passeio mais conhecido, o Glacial Perito Moreno. Ele se encontra no parque nacional Los Glaciares, e é preciso pagar $200 pesos argentinos para residentes do mercosul. Dentro do parque, no caminho ao Glacial, possui 2 miradores e um caminho com bosques muito bonito. A entrada do parque fica longe da cidade e somente é possível chegar com tour ou carro particular. Existem algumas opções de passeios para conhecer o Glacial, um deles é fazer trekking no gelo, é possível caminhar sobre o glacial em duas opções de passeios, o Mini trekking, de 1h30 que custa $700 pesos argentinos, ou o Big Ice com duração de 3h30 e que custa $1500 pesos argentinos. Ambos precisam ser comprados antecipados na agência que possui o monopólio dessa experiência, a Hielo&Aventura. Compre os passeios na agência em El Calafate, o preço para comprar pela internet é exorbitantemente maior, o exemplo perfeito do abuso ao turista.

A entrada ao parque dá acesso ao passeio pelas passarelas de onde se pode observar o glacial bem de pertinho, de vários pontos de vista e alturas. É possível comprar no parque um passeio de barco, que chega muito próximo ao Glacial, custa $250 pesos argentino e dura 1 hora. Pra quem está com o orçamento apertado o passeio não é essencial.

Foi impressionante conhecer esse glacial, pudemos observar o desprendimento de pedaços de gelo, fazem bastante barulho, e demostram uma força impressionante. As formações do glacial vão se modificando com o tempo, e de um mês para o outro podem ser muito diferentes, em alguns momentos do degelo, se formam cavernas, que viram tuneis e despencam. Nós pudemos observar uma caverna bem profunda no passeio de barco, mas tivemos azar, 2 semanas depois se transformou em um arco e desmoronou, um acontecimento raro e belíssimo.

Não fizemos o trekking no gelo, porque fugia do nosso orçamento, mas teríamos nos arrependido muito se não tivéssemos feito trekking em outro glacial umas semanas depois, então a dica que podemos dar é, pense com carinho, economize em outras coisas e faça pelo menos o mini trekking. Se fores ir a El Chaltén pode fazer o trakking no gelo no Glacial Viedma, falamos dele nesse post, ou o trakking que fizemos e suuuuuper indicamos no Glacial Exploradores em Puerto Rio Tranquilo no Chile. O importante é fazer algum, é uma experiência única, e aproveite enquanto o aquecimento global não acaba com os glaciais.

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Caminho entre El Calafate e Parque los Glaciares

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Primeiro mirador do Parque Los Glaciares

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A rachadura deixa parte do glacial prestes a cair…

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…até que finalmente ele cai

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Passeio de barco pelo glacial, em meio a uma guerra de cotoveladas, é impossível tirar uma foto sozinho

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Caverna de gelo possivel de ver somente no passeio de barco. Essa caverna foi desmoronando até que 2 semanas depois se transformou em um arco e desmoronou

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Sequência de um desprendimento de uma parte do glacial

Glacial Upsala

A cidade oferece passeios ao Glacial Upsala, o maior glacial da Argentina. Se pode andar de kayak no lago e chegar até o glacial, esse era o passeio que o Luis mais queria fazer, mas a experiência custa 5065 pesos argentinos, uma pequena fortuna para quem está em uma viagem econômica. Também se pode conhecer o Upsala através de passeios que saem de uma estância. Pode-se conhecer de barco ($1300 pesos), barco + tour em 4×4 até mirador ($2000 pesos), ou barco + tour em 4×4 até o mirador + trekking pelo cânion dos fosseis ($2220 pesos).

Reserva Laguna Nimez

Na cidade é possível visitar a Reserva Laguna Nimez, onde se podem observar várias espécies de pássaros.

Museu Glaciarium

Conta a história do Parque los Glaciares e seus principais glaciais, e muitos dos estudos feitos da região. O museus está afastado do centro, o transporte até lá é gratuito, mas a entrada não é a mais barata.

Cuevas del Walichu

A 8km da cidade, nas cavernas se observam pinturas rupestres.

Balcones de Calafate

Tour em um carro adaptado para trilhas, visita o Cerro Huyliche, uma região onde se pode observar o Lago Argentino e El Calafate, passando pelo Labirinto de Pedras e aos Sombreiros Mexicanos. Uma passeio com muita emoção, custa $675 pesos. Essa região não tem como ir sem tour.