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Torres del Paine, o primeiro grande trekking da viagem.

By | Chile | One Comment

Um dos mais famosos destinos ao extremo sul do Chile é o Parque Nacional Torres del Paine, o parque fica perto da cidade de Puerto Natales, e faz parte da região de Magallanes e Antártida chilena. Nós tivemos a sorte, o prazer, o sacrifício e o maior orgulho de ter conhecido esse lugar único. Acreditamos que todos que já foram para este parque nacional, devem sair com sensação de superação e com o desejo de voltar para fazer mais, e mais e mais. Só de lembrar da experiência, vem aquela emoção que só lembranças como Torres del Paine deixam na gente.

Torres del Paine-1

Vamos contextualizar, Torres del Paine é uma reserva ambiental criada em 1959 e administrada pela Conaf desde 1976, órgão chileno que administra todos os parques nacionais do país. O parque recebe milhões de pessoas por ano, a sua maioria em janeiro e fevereiro, pois é o período que não neva e as temperaturas são mais amenas, além de ter uma quantidade de horas de sol maior nesses meses, chegando a 16 horas de dia claro. Torres del Paine é o parque nacional mais visitado do país.

Considerado pela UNESCO uma das reservas biosfericas do mundo, o parque possui picos que podem chegar a 3000 metros, isso significa que existem microclimas no parque, e que o clima muda muito rápido por lá. A principal atração é a cordilheira Paine, onde se destacam as Torres del Paine, consiste em três agulhas de granito, uma formação única, que contém cores distintas e contrastantes de granito que só podem ser encontrados lá. Mas além das Torres, o parque é composto de campos de gelos, lagunas, bosques, saltos de água, e uma fauna e flora impressionantes, dentre eles estão os guanacos, o huemul, espécie de cerdo que está em extinção, o condor e a maior espécie de puma do mundo.

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Um guanaco no caminho, um de muuuuuitos

Antes de chegarmos no parque, ainda na cidade de Punta Arenas, que fica a 2 horas de carro do parque, fomos informados no guichê de informações turísticas da cidade, que neste ano de 2016, a temperatura dos meses de janeiro e fevereiro foram significativamente mais altas que dos outros anos, e que as visitações ao parque estavam acima do esperado, e por isso os campings gratuitos da Conaf (que são em meios das trilhas, alguns no meio da montanha) estavam controlando a lotação com reservas. Isso necessitou de uma organização maior nossa, pois pretendíamos ver nossa disposição diária e pretendíamos fazer o famoso circuíto W, uma trilha em forma de W, que passa por alguns pontos e miradores em um trekking de três noites e quatro dias, porém não havia mais vagas em alguns campings e tivemos que reorganizar nossos planos.

É possível chegar ao parque de ônibus, existem ônibus que saem de Punta Arenas e de Puerto Natales, estes vão te deixar na portaria do parque. Dentro do parque existem vans que fazem os trajetos internos, estas vans são dos hotéis e refúgios, para os hospedes, saem de graça, mas para quem não é hospede os preços ficam em 5.000 Pesos Chilenos por trajeto. Também é possível fazer uma excursão com agências de viagens de um dia no parque Tour Full Day, onde se visitam  de ônibus as áreas que se tem acesso por caminhos internos. Outra opção são os grupos de trekking que saem com um guia e fazem normalmente a trilha para a Las Torres, porém o caminho é bem sinalizado e fácil de ser feito por conta.

Mapa-Torres-del-Paine-Fantastico-Sur-refugios-circuito-W-circuit-2013

Nosso primeiro trekking da viajem foi difícil, mas incrível. Chegamos no parque no meio da tarde, com nosso carro. A entrada custa 18.000 Pesos Chilenos por pessoa para estrangeiros e dá direito a ficar quanto tempo quiser dentro do parque, porém se preferir pode entrar e sair em de três dias corridos. Existem 3 entradas no parque, e todos as pessoas são registrados na entrada, vimos um vídeo de apresentação do parque, dos cuidados que se devem ter ao ingressar e ganhamos um mapa com a indicação de todas as trilhas, hospedagens, restaurantes e guarda parques, este guia é muito útil, pois tem os tempos das trilhas e distâncias, e é necessário estar sempre junto com ele, pois o mesmo pode ser solicitado nos pontos de controle, para o parque saber por onde você passou e para saber que você não é um intruso.

Dentro do parque existem os acampamentos gratuitos da Conaf que são no meio das trilhas e com melhor localização para os caminhantes, porém para chegar a eles são algumas horas de caminhada. Esses acampamentos possuem estrutura de banheiros simples e local para usar fogareiro portátil para cozinhar. Existem também acampamentos pagos, que saem de 10.000 a 15.000 Pesos por pessoa, alguns estão no em meio as trilhas e outros no início, estes possuem água quente para banho e local para utilizar fogareiros portáteis, ainda existem as opções dos refúgios, que são hospedagens relativamente simples, com banho quente, mas que saem em torno de 25.000 Pesos por pessoa, e tudo é pago, cobertas, café da manhã, toalhas, pode custar 15.000 Pesos a mais. Os hotéis, que ficam somente nos inícios das trilhas e no caminho de carro, são caríssimos, alguns indicam os valores em dólares. Estes contam com uma estrutura de luxo e os hotéis é a única opção de hospedagem com internet.

As estradas dentro do parque são de terra, e não são as melhores, então andamos devagar, bom para apreciar as paisagens que são de tirar o folego. Fomos de carro até o acampamento Las Torres, onde existem dois campings pagos, um estacionamento, um hotel com restaurante e um pequeno quiosque. Somente o restaurante e o quiosque tem internet e é paga, sim aluguem de Wi-fi. Vale salientar que o parque não tem sinal de telefone, e nem sinal de 3G, então, quem precisa muito mesmo de internet ou telefone, vai precisar pagar um pouco caro por esta necessidade.

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Nossos planos eram de subir a trilha no primeiro dia para chegar no acampamento Torres, o acampamento da Conaf no meio a trilha em direção a Laguna de Las Torres, pois já tínhamos reservado uma noite neste acampamento em Punta Arenas, o problema foi que nos atrasamos muito, e estávamos pronto para começar a trilha somente as 18:00 e não chegaríamos a tempo ao acampamento de dia, e é extremamente perigoso e não recomendável fazer nenhuma trilha no escuro. Então, decidimos não subir e dormir no carro na nossa primeira noite no parque. Digamos que não foi a noite mais confortável do mundo, nos enrolamos nos sacos de dormir relativamente cedo, para começar o dia seguinte também cedo.

Vale lembrar que é extremamente proibido fazer fogo no parque, as penas são de expulsão do parque, até expulsão do país, mais multa de 10 mil dólares, não é pouca coisa. Isso porque no ano de 2011 – 2012, um homem que estava acampado e pescando em um ponto proibido do parque, fez fogo a noite para se aquecer, e o fogo se alastrou, durou mais de dois meses e destruiu mais de 30% do parque. Até hoje é possível ver o local que o fogo passou, pois por ser uma região de temperaturas extremas e com pouca umidade, a vegetação leva muito anos para se recompor. A única forma de cozinhar no parque é em local e com equipamento apropriado, fogareiros de gás portateis próprias para camping.

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Ainda se pode ver as marcas do incêndio de 2011

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Raposa descansando e nos observando passar

Acordamos com o sol, e começamos a nos organizar para sair, o primeiro lugar que fomos foi ao Lago Grey, para chegar ao mirador do Glacial Grey. Estacionamos o carro junto ao guarda parque e começamos a caminhar, a trilha leva cerca de uma hora até chegar ao mirador. Venta muito no parque, e do mirador pudemos observar pequenos icebergs no lago e o glacial ao fundo, o glacial é muito grande, tem 6km de extensão e é possível fazer um passeio de barco que chega bem perto. Também é possível fazer trekking no glacial.

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Caminho para o Mirador Gray

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Imponente Glacial Gray

Depois do Lago Grey, seguimos para Salto Grande, um salto de águas cristalinas que tem um força impressionante. De lá caminhamos cerca de uma hora até o mirador cuernos, de onde pudemos observar os Cuernos del Paine, uma formação que parecem dois cornos. Dalí, seguimos até o acampamento Las Torres e começamos a organizar nossas mochilas, pois o objetivo foi subir a trilha até a Laguna de Los Três, uma laguna que fica aos pés das três agulhas de mármore, as torres mais famosas do parque, mas para isso, precisaríamos dormir a segunda noite do parque na montanha. Organizamos as mochilas com barraca, sacos de dormir polares (as temperaturas a noite são perto do 0 graus no verão) comidinhas, como frutas secas, castanhas, bolachinhas, doces, enlatados, um pouco de água, alguns band-aids, relaxantes musculares, lembrando que tudo que subir e não for usado, é peso carregado por nada, então, um bom planejamento é importante. Há, não precisa levar muita água não, a água dos córregos do parque é de degelo, potável e muito boa.

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Hotel no meio do lago Pehoé, nem nos atrevemos a perguntar os preços, hehe

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Vista do carro de Salto Grande

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Deixamos o carro no estacionamento junto com muitos outros e começamos subir a montanha. Depois de quase 45 min caminhando, encontramos um casal que estava voltando da trilha e nos contou que haviam acabado de ver um puma atravessando a trilha. Continuamos com cuidado e eis que o bichano resolve cruzar a trilha novamente desta vez na nossa frente. O puma passou relativamente perto de nós, nos olhou, e seguiu seu caminho mato adentro. Bom, foi uma experiência única, sabíamos que poderia acontecer, mas é muito raro um puma passar perto das trilhas em plena luz do dia. (Eu, Letícia fiquei apavorada e imóvel) Depois do encontro, continuamos a trilha. Duas horas de subida e chegamos ao Acampamento Chileno, um acampamento pago, que estava lotado. Ali também tem um hostel e uma vendinha superfaturada. Paramos para recarregar nossa água, comprar um chocolate, que impressionantemente ajuda muito, e parar um pouco para descansar.

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Início da subida as torres

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É raro, mas tivemos a sorte de avistar um puma na natureza

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Piadoca para descontrair a arda subida

Depois de um breve descanso, seguimos para o nosso acampamento, foram mais 1 hora e meia subindo e chegamos ao acampamento Torres da Conaf. Não tínhamos reserva para este dia e estávamos preocupados, porém o guarda parque que nos recebeu, foi incrível. Ele não cobrou nenhum tipo de reserva, nos registramos, e ele nos indicou os melhores lugares ainda disponíveis para acampar e nos ofereceu cobertas caso precisássemos. O acampamento tem banheiros e um espaço coberto com bancadas para quem quiser cozinhar. Existem algumas regras do parque, a primeira é que não existem lixeiros, e cada um é responsável pelo seu lixo, então todo o lixo que você gerar, você precisa descartar quando sair do parque. Outra regra é deixar as barracas bem fechadas, existe uma espécie de ratinho, habitantes da montanha. Existem também raposas que vão atrás de sobras das comidas. É importante interferir o menos possível na flora e fauna do lugar, e as pessoas que fazem esse tipo de turismo respeitam muito todas as regras.

Chegamos super cansados, armamos nosso barraca, preparamos algo para comer, conversamos um pouco com a galera e logo fomos dormir, porque no dia seguinte, tínhamos planos que começavam cedo. Haviam nos indicado subir a Laguna de Los Tres para ver o nascer do sol, e que para isso, precisaríamos sair do acampamento no máximo as 5 horas da manhã, pois leva 1 hora para chegar as torres. Quando o despertador tocou as 4:30, muito frio e completamente escuro, a vontade de sair da barraca era zero. Mas conforme foram surgindo as lanternas e a galera subindo, tomamos coragem, nos enchemos de casacos e saímos. Por cerca de 50 minutos caminhamos em total breu, salvo as lanternas das pessoas.O caminho é muito íngreme, com muitos pedregulhos, venta muito e é muito frio. Mas chegamos lá. É simplesmente mágico, não tem uma palavra que possa expressar tudo o que se sente naquele lugar. Acho que ficamos umas 2 horas lá, e depois começamos a descer.

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Amanhecer na Laguna de Las Tres, com os 3 picos ao fundo

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Descemos até o acampamento, desmontamos a barraca e organizamos as mochilas para descer até onde o carro estava estacionando. Levamos cerca de 4:30 horas para descer tudo. A descida é mais fácil, mas é preciso descer com cuidado pois tem alguns lugares que se pode resvalar com bastante facilidade. O que podemos dizer é que não é um passeio para qualquer um, não é um tipo de turismo que todos gostam e sabem aproveitar, é preciso um preparo mental maior que físico, e é importante saber que não existem luxos, não tem banheiro no meio do caminho e o banho nos acampamentos gratuitos, quando tem, não vai ser quente. Mas se você quiser chegar lá, esta é a única forma, e vale a pena.

Saímos do parque cansados, mas extremamente satisfeitos com tudo. E com a promessa de que voltaremos, um pouco mais preparados, para fazer a trilha W e a trilha O que juntas levam em torno de 10 dias.

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Raiz de árvore onde os visitantes colocam pedras para marcar a sua passagem, deixamos as nossas

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E depois… hora de tomar o rumo

Como passar o tempo de viagem?

By | Dicas | No Comments

Quem nos acompanha sabe que estamos em uma mega trip de carro pela América do Sul, mas qualquer tipo de viagem, de férias ou negócios, significa tempo de translado, seja ele em esperas em aeroportos ou dentro de aviões, em um trem, ou então como nós, dentro dos nosso querido carro.

Até esse momento já passamos pelo Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia e Peru, e ainda vamos para Equador, Colômbia e quem sabe Venezuela se o Maduro permitir. Se nossos planos derem certo, até o final teremos rodado entre 50.000 km e 60.000 km, porém nesses mais de 4 meses desde que saímos de casa, rodamos por essas estradas pouco mais de 20 mil quilômetros, o que significa mais de 300 horas sentados dentro do carro dirigindo, o que seria equivalente a 14 dias dentro do nosso querido companheiro de ferro.

E quais são as nossas estratégias para não cairmos na monotonia da estrada? Está certo que muitas estradas não são nada monótonas, e possuem um visual incrível. Ainda assim, para que nossas opções de entretenimento não sejam limitadas, temos diversas atividades para o momento da viagem, e sempre há uma carta na manga contra o cansaço e o sono. Nesse post vamos compartilhar os passatempos da nossa viagem, assim como algumas regras que criamos para que estejamos seguros enquanto dirigimos de uma cidade a outra. Quem sabe alguma dessas ideias não te ajude para que a próxima viagem não seja tão monótona quanto a última.

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Regras de segurança RSH para dirigir:
  1. Evitar ao máximo dirigir a noite – Essa regra tem vários motivos, não conhecemos as estradas que dirigimos, é e sempre mais seguro dirigir em dia. Houveram estradas, como na Carreteira Austral no Chile, de terra (rípio como falam os chilenos), com trechos em más condições, estreitas, com uma montanha de um lado e um precipício do outro, e os outros motoristas dirigindo como loucos. Não ver uma curve nessas condições poderia ser fatal. Outra questão são os outros motoristas, não temos como saber como dirige a outra pessoa, mas a noite a chance de cruzar como um motorista bêbado aumenta. Chegar em uma cidade a noite também pode ser um problema, muitas vezes ficamos hospedados na casa de pessoas da cidade, e não é da melhor educação chegar muito tarde na casa de alguém que não se conhece, a pessoa pode dormir cedo ou ter que trabalhar no outro dia cedo. Outro motivo pelo qual não vale a pena dirigir a noite é que não se pode admirar a paisagem, esta não é uma questão de segurança, mas uma das vezes que acabamos chegando em uma cidade a noite foi em Puerto Montt, e o final do caminho não conseguimos desfrutar muito, depois ficamos sabendo que era um dos lugares mais bonitos de se ver a cidade.
  2. Evitar dirigir mais de 6 horas – Esse muitas vezes acabamos passando um pouco, mas sempre saindo pela manhã, e com paradas para comer e descansar. É nessas viagem de mais de 6 horas a 7 horas que os nossos entretenimentos se fazem bastante necessários. No mais nós dois dirigimos, o que ajuda bastante pelo fato de podermos revezar a direção e sempre ter um motorista desperto.
  3. Verificar o carro antes de pegar a estrada – Sempre dar aquela olhada no óleo, liquido de freio, liquido do radiador, água do limpador de para briza, pressão dos pneus e o nível da gasolina é básico. Verificar qual a quilometragem que será percorrida no dia ajuda a planejar o consumo de gasolina, a troca entre motoristas e paradas para comer e/ou descansar. E durante a viagem não ficar com menos de meio tanque de gasolina, deixar para abastecer mais pra frente pode te custar ficar parado sem combustível, se está viajando por uma estrada que não conhece, pode acabar passando por trechos de 300km sem um posto de gasolina, vimos isso tanto na Argentina quanto no Chile. Então se o nível do tanque baixou, abastecemos.
Entretenimentos de viagem RSH:
  1. Spotify – Essa é a básica. Antes de sairmos do Brasil assinamos a versão premium do aplicativo, assim pudemos montar a nossa playlist de viagem e torna-la offline, podendo ouvir as músicas mesmo sem acesso a internet. Atualmente estamos com 570 músicas na playlist Road Sweet Home, dos estilos mais variados, do rock pesado, passando por indi pop, até o cômico glamrock. Para quem quiser quiser escutar o mesmo que nós em nossa viagem é só buscar a playlist ROAD SWEET HOME no aplicativo. E para quem quiser participar, aceitamos todas as sugestões de músicas, escreva nos comentários o que devemos adicionar a playlist Road Sweet Home.
  2. Podcasts – A tempos que acompanhava dois podcast, mas foi no meio da trip que vi a necessidade de descobrir novos, que falem de conteúdos que nos interessem, desde temas engraçados, nerds ou mais cabeça mesmo. Atualmente estamos ouvindo os seguintes podcasts: NERDCAST (podcast do blog Jovem Nerd, assuntos nerds em geral), NÃO OUVO (podecast do blog Não Salvo, assuntos genéricos e engraçados), CRIATÔNICOS (conteúdo de publicidade e afins), INGLÊS TODOS OS DIAS (dicas de inglês), MAMILOS (2 mulheres e convidados falando de algum assunto polêmico) e XADREZ VERBAL (notícias e assuntos de política internacional). Se algum leitor tiver alguma dica de outro podcast ficaremos muito felizes.
  3. Leitura de livros – Buscamos muitos audiobooks em português, mas sem sucesso, afinal a Bíblia lida pelo Cid Moreira não estava em nossa prioridade. No mais eram livros em inglês, que apesar de entendermos inglês, escutar um audiobook em outro idioma se mostrou bastante cansativo para nós, o efeito contrário que gostaríamos. Mas por sorte a Lê não tem problemas em ler em uma viagem de carro, então enquanto eu dirijo ela lê o livro em voz alta. Aproveitamos esse fato e trouxemos dois livros, o primeiro já foi, A Ilha Sob o Mar da Isabel Allende, e no momento estamos terminando o suspense policial 1222 da Anne Holt. Terminando esse passaremos em algum sebo buscando o próximo livro, dessa vez em espanhol.
  4. Trabalhar – Se eu não tenho a habilidade de ler dentro do carro, não tenho problema para escrever, então quando a Lê está na direção, me apodero de um caderninho e uma caneta e começa a anotar, rabiscar e fazer nota de tudo que discutimos em nossas reuniões motorizadas.
  5. Estudar o roteiro de viagem – Mesmo vivendo em plena era digital, somos fãs do papel, então temos guias, mapas e todo tipo de material sobre os lugares que vamos, e as horas que antecedem a chegada a cada lugar é uma boa oportunidade de dar aquela estudada no que encontraremos, organizar um cronograma, e escolher o que vale ou não visitar na região.
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Luis Fernando e Letícia com seu inseparável parceiro de viagem

Ps.: Vamos deixar aqui uma nota de homenagem ao Netflix, que apesar de não estar presente no momento de tráfego, nos proporcionou momentos de distração bem importantes para viagem. Algumas séries que estamos acompanhando no momento: Sense 8, Better Call Saul, Modern Family, Gotham…

Copacabana e Isla del Sol

By | Bolívia | 6 Comments

Visitamos poucos lugares na Bolívia, pois os relatos das estradas do país não são bons, e nós não estamos viajando com caminhonete com altura suficiente para encarar estradas mais difíceis, porém estávamos a margem do lago Titicaca no lado peruano, e não poderíamos perder a oportunidade de conhecer as margens e ilhas do lado boliviano.

Copacabana é um centro de peregrinação muito importante para o país, e leva este nome em função da Basílica de Nossa Senhora de Copacabana, a santa mais adorada do país. A cidade está situada entre dois cerros,  Calvário e Kesanani, tem cerca de 6 mil habitantes, e fica às margens do lago Titicaca, o lago mais alto navegável do mundo, são 3.812 metros sobre o nível do mar. Este lago é muito importante para a Bolívia, visto que o país, assim como o Paraguai são os únicos da América do Sul que não tem saída para o mar.

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Praia e porto de Copacabana

Saímos de Puno, no Peru, e pouco mais de 2 horas de carro já estávamos na aduana Peruana. Haviam nos indicado para deixar para trocar o dinheiro perto da aduana que seria uma cotação melhor, logo que chegamos, vimos alguns câmbios. Vale ressaltar que nestes lugares, o câmbio não é necessariamente uma casa de câmbio, na maioria das vezes é um mercadinho, uma fruteira, um quiosque com indicação de cambio na porta, a maioria aceitam câmbio de real. A saída do Peru foi muito tranquila.

Chegando na aduana Boliviana fomos no primeiro lugar que encontramos, para fazer o registro do carro. Fizemos o registro e depois precisamos sair a procurar pela polícia federal para carimbar os passaportes e o registro do carro, não existe muita indicação e as coisas não são no mesmo lugar. Apesar de precisar procurar os lugares para nos registrar, a entrada no país foi muito tranquila. Não se assuste se você for de carro e ver que os registros são todos feitos a mão, em livros memorando, nas paredes haviam vários arquivos anuais das entradas e saídas do país que visivelmente eram feitos a mão. Outra coisa importante, a aduana boliviana tem horário e fecha ao meio dia. Das 8:00 as 13:00 e das 14:00 as 19:00.

Chegamos na cidade e fomos buscar uma hospedagem com estacionamento para o primeiro dia, nossos planos eram dormir a primeira noite em Copacabana, e a segunda na ilha do Sol. Na própria aduana nos indicaram não deixar o carro estacionado na rua. Conseguimos uma hospedagem, bem simples, mas com wifi, e que tinha convênio com um estacionamento, o quarto privado com banheiro compartilhado saiu 50 bolivianos, e o estacionamento 10 bolivianos por dia. Resolvido a hospedagem fomos conhecer a cidade, que se faz toda a pé.

A pequena cidade tem suas atrações, a mais imponente é a Basílica de Nossa Senhora de Copacabana. A construção destoa da simples arquitetura da cidade, com prédios e casas quadrados e muitos com os tijolos a vista e muitos puxadinhos, arquitetonicamente a cidade não é bonita, e visualmente parece um caos, enquanto a Basílica é uma construção muito grande, elaborada, com arcos e colunas estilo gregorianas, com uma entrada grande, espaçosa, toda branca com detalhes em tons azul e amarelo no topo da construção. A primeira visita que fizemos foi a noite, a basílica é toda iluminada por fora, e entrando na igreja, descobrimos que ela é tão impressionante quanto por fora, o altar e algumas das paredes laterais são trabalhadas em ouro, com as imagens dos santos vestidos com roupas brilhantes e coloridos, é uma pena que a igreja não pode ser fotografada por dentro. No dia seguinte visitamos ela durante o dia, e assim foi possível apreciar melhor alguns detalhes externos.

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Basílica de Nossa Senhora de Copacabana

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O imponente tamanho da Basílica

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Rua principal de Copacabana

Também é possível subir o Cerro Calvário, de onde se pode ver a cidade e o lago do alto, o cerro se sobe a pé, e vale lembrar que estamos a quase 4 mil metros de altitude, então programe um tempo um pouco maior para essa subida. A praia é o local mais frequentado, pois é possível fazer atividade no lago, desde pedalinhos á aluguel de kayak. Dizem que Copacabana é a praia da Bolívia e que em alta temporada existem muitos bolivianos veraneando por lá. Na orla também tem muitos bares e restaurantes que ao meio dia vendem Menus (opções de pratos do dia, que saem mais econômicos) e a noite happy hour com pisco, mojito e várias opções de bons drinks, existem opções para todos os bolsos. Uma atração à parte são as pessoas. A cidade ribeirinha ainda tem muito forte a cultura dos povo originários e mantem o habito das vestimentas tradicionais no dia a dia.

O colorido está em quase toda a parte. Vale comentar que a cidade dispões de opções para todos os bolsos, tanto de hospedagens como de alimentação, existem hotéis luxuosos, com piscina, assim como hospedagens bem simples. Também encontramos muitas lojinhas de artesanato ao redor da praça principal e na ruas principal que vai até a praia, junto com mercadinhos e muitos lugares para câmbio. Outra coisa super importante, a água encanada da Bolívia não é potável, por isso compre água mineral, se encontram galões de água e garrafas para vender em todos os mercadinhos, em toda esquina. Também são frequentes os ônibus para La Paz e outras cidades da Bolívia, assim como Puno no Peru. Porém, falando de transporte, o mais importante são as embarcações para a Ilha do Sol, que fica no meio do lago Titicaca.

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Baia no lado norte da Ilha do Sol

Claro que fomos para a Ilha do sol, e é possível fazer este passeio incrível de várias maneiras. Não tem um agência em Copacabana que vende o passeio completo (transporte ida + guia + hospedagem + transporte volta), mas é muito fácil de ir e se pode adaptar o passeio conforme os dias que se tem para desfrutar. Vamos mostrar aqui como foi a nossa experiência e nossa forma de conhecer esse lugar mágico e depois mais abaixo as opções de horários de barcos e demais informações para quem quiser montar um roteiro diferente.

A Ilha do Sol é uma ilha povoada por descendentes indígenas de origem Quéchua e Aymara, que se dedicam a agricultura, o turismo, ao artesanato e a criação de animais. A maioria fala os idiomas Quechua e Aymara, mas em função do turismo falam espanhol e um pouquinho de inglês. A ilha povoada desde a época dos Incas, era um santuário onde havia um templo com virgens dedicadas ao Deus Sol e Inti, daí o nome da ilha. Na ilha está também a Roca Sagrada, onde se acredita ser o local de onde saíram Manco Cápac e Mama Oclloa, os fundadores da cidade de Cusco no Perú.

Além deste peso e um importância fundamental em toda a cultura Inca, existem vários sítio arqueológicos na ilha, la Chinkana, o labirinto, o Palácio de Pikokaina e as escadarias de Yumani, que até hoje conduz agua da parte alta da ilha onde existe uma fonte de agua da época precolombina, além das terraças, herança dos incas, que são utilizadas até hoje para a agricultura.

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Saímos de Copacabana as 8:30 de barco rumo a parte norte da ilha. Chegamos lá as 11 horas manhã e já fomos abordados por um local que nos indicou a direção do museu e nos informou o valor de ingresso a parte norte da ilha, 10 bolivianos (antigamente as pessoas diziam que este era um pedágio, pois era feito de forma bem informal, hoje te dão um boleto de entrada e existe um certo controle) o moço também se ofereceu para ser guia. O valor do guia não é muito fixo e eles cobram na hora, possivelmente pela quantidade de pessoas, mas o normal é cobraram 10 bolivianos por pessoa. A parte norte pode ser visitada em uma hora se for feito de forma bem objetiva, muitas pessoas fazem o passeio e trekking em toda a ilha em um dia, se essa for a opção, então vale a pena pegar o guia, pois ele vai puxar o ritmo e fazer todo o trajeto certinho da parte norte, sem se perder, em uma hora, assim dá tempo de fazer o trekking da parte central da ilha e chegar ao sul em tempo do último barco, que sai para Copacabana as 16h30.

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Ida de barco a Isla del Sol

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Porto norte da Ilha

Nós decidimos dormir uma noite na ilha, então tínhamos tempo. A ideia original era dormir no sul da ilha, onde nos falaram ter mais opções de hospedagem, com wifi, e restaurantes, mas a parte norte é de fato muito encantadora, nós passamos muitas horas por lá, e decidimos ficar hospedados por ali. Nos arrependemos um pouco de não ter levado a barraca, pois muita gente acampa na praia branca, mas  conseguimos uma hospedagem muito em conta, em um lugar muito simples, e claro, sem internet. Um quarto privado com banheiro compartilhado custou 40 bolivianos para nós 2. A maioria das hospedagens no norte da ilha são simples e sem internet.

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Campistas na Playa Blanca

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Playa Blanca no lado norte da Ilha del Sol

Na parte norte da ilha se vê de ruínas: A Roca Sagrada, a Pedra de Sacrifícios, la Chinkana, El Labirinto, e Palácio de Pikokaina. É impressionante. Além das ruínas visitamos duas praias, uma delas que fica pertinho do labirinto. A outra praia foi a Playa Blanca, onde vimos muitas barracas e ficamos loucos para acampar. Nós abandonamos a ideia de fazer a ilha a pé até o sul, e por isso não passamos pela parte central, onde não possui ruínas, mas todos dizem ter uma vista deslumbrante e que todo o caminho é lindíssimos. Ficamos na Playa Blanca para admirar o por do sol, e durante a noite tivemos a sorte de um tempo limpo, e pudemos nos deslumbrar de um céu cheio de estrelas e sem poluição de luz.

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Roca Sagrada

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Pedra de Sacrifício

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El Labirinto

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Lê percorrendo o El Labirinto

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Pier da praia abaixo das ruínas

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Distinto por do sol na parte norte da ilha

No dia seguinte, cedinho fomos de barco até a parte sul. Na parte sul da ilha é possível ver e subir as escadarias de Yumani, que são com muitos degraus, e de fato até hoje, faz correr água da parte alta da ilha. Vimos muitas hospedagens e hotéis com boa estrutura, além de restaurantes com internet por lá. Em toda a ilha as ruínas infelizmente não são muito bem sinalizadas, é fácil de chegar, porém não existem placas ou totem dando o nome ou explicação sobre a ruína, então se você é como nós, que curte saber o que está vendo e visitando, procure se informar antes ou vá com um guia. Olha aí as nossas fotinhos com as legendas para saber o que é o que.

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Subida da escadarias de Yumani

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Na ilha, além de todo o turismo, com inúmeros hosteis e turistas circulando, se pode vivencias a vida simples da população local, que trabalha mesmo com o vai e vem de visitantes de todos os lugares do mundo. Animais também andam soltos por todos os lados, e a interação com eles é simples e encantador, só depende de você. Por isso damos a dica, durma pelo menos uma noite na Isla del Sol, é barato e não irá se arrepender.

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Muitos porcos pequenos andam livres pela ilha, e aceitam a interação humana

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Morador da ilha

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Patos comendo na mão

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Moradora levando sua colheita das terraças para o povoado

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Os buros são o principal meio de transporte de carga na ilha

Balsas: Horários e valores:

Saindo de Copacabana para note e sul da ilha do Sol:

8:30 e 13:30, custam 25 bolivianos por pessoa dura 2:30 horas a viajem

Da parte norte a parte sul da Ilha:

8:30, custa 20 bolivianos por pessoa, dura 45 min de viajem

Da parte sul da Ilha para Copacabana:

10:30, 16:30 custa 25 bolivianos por pessoa, dura 1:40 min de viajem

De Copacabana para qualquer lado da ilha de bote privado (qualquer horário): 200 bolivianos.

Vale a pena se você estiver viajando com uma galera, família amigos papagaio e cachorro etc.

Entradas ou antigos Pedágios da Ilha:

Parte norte: 10 bolivianos por pessoa

Parte central: 15 bolivianos por pessoa

Parte sul: 5 bolivianos por pessoa

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Vista dos picos nevados da Bolívia

Punta Tombo, onde estão todos os pinguins de Magalhães do mundo!

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Punta Tombo é uma reserva de fauna e a principal e maior reserva continental de Pinguins de Magalhães da mundo, com cerca de 1 milhão de pinguins sendo 400 mil casais. É uma galera.

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Saímos de Puerto Madryn, bem cedinho, e andamos cerca de 180km rumo ao sul, pela ruta 3 até a reserva. Chegamos ainda pela manhã. A entrada custa 180 pesos argentinos (R$50 na cotação que pegamos) para integrantes do Mercosul, vale o pequeno investimento. Na primeira parte da entrada da reserva, onde se paga o ingresso, existe um espaço com banheiros, cafés, e um museu que mostra os movimentos migratórios dos pinguins e sua população no mundo.

Depois se segue mais uns metros e se entra na parte da reserva onde estão os pinguins, nesta parte não tem banheiros, não se pode comer, mas pode-se levar água.

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Antes de entrar o Guarda parque nos explicou que a reserva tem uma trilha muito bem definida, com duas horas de caminhada, para ver os pinguins. Que a reserva é uma estreita faixa de 3km de largura por 600 m que adentra o Oceano Atlântico. É um local excelente para os pinguins cavarem seus ninhos, e o chão está cheio de ninhos de pinguim. Ele explicou que na época que fomos, não haviam mais ovos, e que os filhotes já haviam nascido e estavam começando o processo de troca de pelo. Ele também frisou a importância de não interferir na vida local, não sair das trilhas e dar espaço para os pinguins, que podem circular entre as pessoas.

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O que não esperávamos era que antes mesmo de o guarda parques terminar de falar já se podiam ver os pinguins. São muitos, e eles não tem medo dos humanos, então ao não ser que você seja um louco que saia correndo e gritando com o braços balançando, eles não vão fugir. São bastante calmos e agem de forma bem indiferente aos visitantes.

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É um lugar que recebe muitos turistas o ano todo, e se pode ficar muito tempo andando por lá. O legal é, se você estiver de carro, tentar chegar de manhã cedo, pois a maioria dos tours saem de Puerto Mont e leva pouco mais de duas horas, chegando perto do meio dia. Nós fomos cedo pois aproveitamos que a reserva ficava no caminho entra Puerto Madryn e Comodoro Rivadálvia, nosso destino seguinte, mas como o caminho era longo, cerca de 450km, não pudemos nos demorar o tempo que gostaríamos com essa colônia incrível de pinguins.

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Puerto Madryn

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Puerto Madryn é uma cidade litorânea da Patagônia Argentina com cerca de 94 mil habitantes, e a sua economia é baseada em um parque industrial de alumínio, a pesca e o turismo. Chegamos na cidade no fim do dia, e fomos recebidos pelo Mariano, que nos hospedou por couchsurfing em sua casa. Depois de conhecer sua casa e nos instalar, saímos para dar uma volta pela cidade com nosso host.

Caminhamos pela orla da cidade, até o píer principal, onde observamos muitas pessoas pescando, principalmente lulas pequenas. Ventava muito, é uma cidade que sempre venta. A cidade é um amor, uma cidade relativamente grande, com boa infra-estrutura e se pode encontrar de tudo, opções de mercados, lojas de roupas, de lembrancinhas, muitas opções de restaurantes, bares, e até um shopping pequeno, na orla existem muitas agências de turismo, que vendem distintos passeios, o mais famoso são os mergulhos, já que a cidade é conhecida como a capital do mergulho, mas encontra-se passeios para Peninsula Valdes, Punta Tombo, Punta Lomo, para ver golfinhos, baleias, pinguins e outros passeios pela região que possui uma natureza incrível e única.

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No dia seguinte aproveitamos para lavar toda a roupa acumulada, levamos tudo na lavanderia e fomos conhecer a cidade um pouco melhor. Para conhecer a cidade é possível fazer apé. Saímos e fomos pela orla, sentido ao píer, e vimos um cruzeiro atracado, a cidade recebe muitos cruzeiros com roteiros distintos, o que estava atracado havia saído do Canada e estava rumo as Malvinas. Com o cruzeiro atracado o píer fica fechado e não pudiam circular até as 18 horas, quando o barco zarparia. A Argentina tem uma guerra muito recente que é bem viva na memória de todos e se pode ver a sua importância pelas cidades patagônicas, trata-se das guerras das Malvinas, e todas as cidades que visitamos desta região, possuem um monumento as Malvinas. O monumento de Puerto Madryn fica na orla, perto do Pier.

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Depois seguimos para o Museo Provincial del Hombre y el Mar, trata-se de uma casa antiga de três pisos, muito bonita. O museu custa 60 pesos argentinos por pessoa, é um museu pequeno, o mais interessante é uma lula gigante “in natura” e um esqueleto de uma baleia franca austral completo que estão expostos. No museu há também aves empalhadas e informações sobre a vida marinha.

A cidade é muito conhecida por ser um local de fácil apreciação das Baleias Franca Austral, que em seu período migratório chegam muito próximo as praias da cidade, e se podem fazer passeio de barco em que se chega bem pertinho delas. O período migratório e de reprodução é de Maio a Dezembro, e nos não estávamos lá nesta época, então, não vimos as Baleias.

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Saindo do Museu, voltamos pela orla, existem muitas opções de restaurantes e bares. Fomos pegar o carro para seguirmos para a reserva de Punta Lomo, uma indicação de passeio, que é uma das maiores reservas de leões marinhos da Patagônia. Punta Lomo fica a 17km de Pueto Madryn, com o inicio da estrada pavimentado e depois uma parte em estrada de chão. A entrada do Parque custam 100 pesos argentinos por pessoa e pode-se ficar até o horário do parque fechar. Apesar de ser um ponto turístico muito indicado, nos decidimos não entrar, pois sabíamos que iriamos ver muitos leões marinhos em outras reservas ao longo da Patagônia, e principalmente na Península Valdés que fica próximo de Puerto Madryn e seria o nosso próximo destino. Se quiser ler como foi a nossa visita a imperdível Península Valdés clik aqui.

Então seguimos a estrada de chão para ver onde nos levaria e passamos por paisagens e lugares incríveis.

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A primeira praia que passamos foi a praia Paraná, Uma praia linda com pedrinhas no lugar de areia, haviam algumas pessoas pescando, e outras como nós curtindo o visual e a energia do lugar. Depois seguimos mais 15km até o fim da estrada e encontramos este lugar lindo.É muito difícil descrever, era de fato impressionante. A água era fria, cor verde-azulado, cristalina, ventava muito e o dia estava lindo.

Haviam algumas pessoas no local, algumas pescando e outras como nós, aproveitando o visual. Depois ficamos sabendo que esta região é ótima para pescaria, tanto na beira da praia, quanto em barcos. Voltamos no fim do dia a Puerto Madryn. Nesta região durante o verão, amanhece muito cedo, cerca das 5 horas da manhã, e começa a escurecer cerca das 9 horas da noite, é ótimo pois se pode aproveitar bastante o dia.

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Península Valdés

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Resumir a Peninsula Valdés em um post, vai ser uma tarefa difícil, porque a reserva é impressionante. Trata-se de uma reserva nacional argentina, que fica na Patagônia, com mais de 4 mil metros quadrados e que foi declarada patrimônio da humanidade em 1999, por se tratar de uma região que abriga uma grande variedade de espécies animais e conservar um ecossistema bastante peculiar, especialmente com espécies marinhas e aves de migração, é um santuário natural e que reúne grandes reservas de fauna.

O acesso a Reserva é pela Ruta 3, a 27km da cidade de Puerto Madryn. Chegamos a entrada da reserva no meio da manhã, com o nosso carro. O valor da entrada para estrangeiros é de 260 pesos por pessoa, e pode-se permanecer no parque por quantos dias achar necessário. Nós ficamos dois dias na Península, e achamos um bom período para conhecer tudo. A reserva é bastante grande, e o ideal é fazer o passeio de carro, porém é possível contratar tours que saem de Puerto Madryn, nas muitas agências de turismo da cidade.

Após a entrada ao parque, seguimos mais 22km até o centro de informações. Lá conversamos com uma Guia da reserva que nos deu uma breve explicação da península, recebemos um mapa com todas as rotas e distâncias e visitamos o museu que está junto ao centro de informações. Munidos de mapas e informações, seguimos para a parada mais próxima de onde estávamos, a Isla de lo Pájaros, situada no Golfo San José. Habitado por várias espécies de aves migratórias, não se pode chegar até a ilha, somente observa-la a partir da península. A olho nu não conseguimos ver com clareza os pássaros, porém, existem binóculos (a 1 peso) em que se pode observar as aves, e acreditem, são milhares.

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Isla de los Pajaros

Saindo da Isla de los Pájaros, andamos mais 32km até o povoado de Puerto Pirâmides, o único povoado da península, com cerca de 500 habitantes. A pequena cidade conta com o único posto de gasolina da reserva, com hosteis, pousadas, restaurantes e vários locais onde se oferecem mergulhos e passeios de barco. É de Puerto Pirâmides que saem as embarcações para observar as Baleias Franca Austral, porém nós não tivemos a oportunidade de vê-las, este evento migratório acontece entre maio e dezembro, e nós estávamos em fevereiro. Do povoado também saem embarcações para ver os pinguins, leões marinhos e elefantes marinhos, porém todos eles também podem ser observados por terra.

Puerto Piramides vive basicamente do turismo. Está em uma das enseadas da reserva, no Golfo Nuevo, com uma praia muito bonita, de águas transparentes. Tem este nome em função de uma formação piramidal da costa bem distinta, fica a 2km do povoado e de um mirador pode-se observar uma pequena colônia de lobo marinho. Passamos uma noite em um dos hosteis do local, muito acolhedor, mas com poucos luxos. Existe wi-fi na cidade, mas não são todos os estabelecimentos que tem, e é instável conforme o clima.

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Depois do chek-in feito, como era relativamente cedo, fomos conhecer o sul da ilha. Fizemos cerca de 70km de estada de chão até Punta Delgada, o ponto de visita mais ao sul da península, com paisagens lindas, guanacos em grupos, vimos muitos guanacos pelo caminho. No caminho existe uma salina pequena e uma salina grande. A salina grande não se pode chegar perto, não existem estradas próximas, porém a salina pequena é possível de visitar. Existe um acesso de 4km que não estava nas melhores condições, porém com cuidado é possível de chegar de carro. A salina é rosa e é linda. É possível fazer algumas caminhadas pela salina, de 10km dando a volta, de 7km de um lado ao outro e outras menores de mais ou menos 2km. Porém o dia que estivemos lá a salina estava inundada das chuvas, e com água não se pode adentrar, então caminhamos somente em uma pequena parte que estava seca. Mesmo com a visitação limitada foi incrível.

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Saindo da salina fomos até a costa sul, em Punta Delgada, onde tem um farol, um restaurante e um hotel. E depois de muita estrada de chão e paisagens lindas, voltamos para Puerto Pirâmides, para descansar e dormir, pois o dia seguinte sairíamos bem cedo. Venta muito nesta região é muito comum faltar energia elétrica em função do vento e como comentado, o sinal de internet é algo bem complicado.

No dia seguinte saímos bem cedo, pois a guia no centro de informações nos havia indicado chegar ao mirador dos pinguins as 8h30 da manhã, pois neste horário a mare esta alta e eles ficam muito próximo de onde se pode chegar para observar eles, foram 75km de estrada de chão percorridos em trono de 1h30. Quando chegamos mal dava para acreditar que eles estavam assim tão pertinho. Foi o primeiro contato nosso com pinguins em seu ambiente natural, e foi muito legal. Estava um pouco nublado quando chegamos, mas o tempo foi abrindo e deu para ver muito bem todo o ambiente. Ficamos um bom tempo ali com os pinguins. Não se pode alimenta-los, nem toca-los, isso é bem importante.

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Emocionados com os pinguins, seguimos mais um pouco até Punta Cantor, onde se podem observar elefantes marinhos. Não haviam muitos no período que fomos. Depois seguimos mais 47km até Punta Norte, de onde se podem observar lobos marinhos e com muita muita muita sorte orcas (já pensou ver um ataque de orca aos leões marinhos). Nós não tivemos a sorte com as orcas, mas haviam vários lobos marinhos, de todos os tamanhos, e milhares de filhotes.

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Assim visitamos a Península Valdés, da Punta Norte seguimos em torno de 150km até a saída da reserva, na Ruta 3, onde tomamos nosso caminho até Puerto Madryn. Península Valdés nos deixou sem palavras, é um lugar muito lindo, uma reserva incrível e é imperdível para quem vai viajar pela Patagônia Argentina.

 

Las Grutas, uma praia patagônica

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Las Grutas é um balneário marítimo com cerca de 4500 habitantes, a maior e mais famosa das praias da Patagonia Argentina, e faz parte do trio de balneários de Rio Negro, junto com El Condor e Playas Doradas. É conhecida por ter as  guas mais quentes da costa Argentina e nos períodos de alta temporada a praia chega a receber cerca de 250 mil veranistas. Chegamos em Las Grutas pela Ruta 3, no fim do dia, depois de muita chuva na estrada, e fomos buscar um camping para a noite que dormiríamos na cidade. A cidade tem muitos campings, e a maioria estão na avenida principal da cidade. Os campings estavam cheios e a maioria não tem wifi. Fficamos no Camping militar, que tinha internet, e custou 70 pesos por pessoa + 70 pesos o carro + 70 pesos pela barraca. Os preços dos campings são todos muito parecidos, e se cobra por pessoa, pelo carro e por barraca.

Por ser uma praia bem famosa para os argentinos, existem várias opções de acomodação, desde alugueis por temporada, cabanas, pousadas, hotéis, enfim, a cidade conta com uma boa estrutura para receber turista, afinal é a base da sua economia, porém vale comentar que  cidade não tem hostel e a única opção a baixo custo é o camping mesmo.

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No dia seguinte, fomos a praia, conhecer um pouco mais do mar patagônico. Ventava muito no dia. Ventava muito mesmo. Na praia conhecemos as Grutas que dão nome a cidade, são formações cavernosas criadas pela erosão marinha, em alguns trechos chega a 8 metros de altura. A temperatura máxima no verão é de 30 graus, e a água, apesar de ser considerada quente, para os padrões brasileiros, é bem fria.

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Haviam muitas pessoas tomando banho no mar e se divertindo na praia. A água tem uma cor única, esmeralda clara e muito transparente. Como esta região sofre influência das marés, existem piscinas na beira da praia, buracos gigantes cavados na areia dura, que mais parece argila, e que a noite com a maré alta enchem, e durante o dia com a baixa da água as piscinas  se revelam na beira da praia.

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Tanto as formações cavernosas, e as piscinas só são possíveis porque as areias da região são mais densas, e chega a ficar argilosa quando molhada, não são areias fofas.

Existem várias opções de atividades, desde alugueis de kayak, mergulho, windsurfe, Kitesurf, tudo o que uma praia com muitos turistas tem.

 

 

Epecuén, as ruínas de sal

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Eu sempre tive o fascínio por cidades abandonadas, em 2014 tive a oportunidade de conhecer as ruínas da cidade de Pompéia na Itália, e quando ficamos sabendo da história da Vila de Epecuén, mudamos na hora o nosso roteiro de viagem para poder conhecer as peculiares ruínas desse vilarejo engolido pelas águas de seu lago.

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Epecuen é o lago que deu nome a cidade, que hoje são apenas ruínas. A cidade chegou a ter pouco mais de 1500 moradores fixos, e nas décadas de 60 e 70 recebia cerca de 25 mil pessoas nos períodos de veraneio. Era um balneário luxuoso, e muito frequentado em função do seu lago 10 vezes mais salgado que o mar, e se acreditava nas ações medicinais que a água e o barro do lago. Poreme em 1985 as águas do lago começaram a subir, invadindo a orla, e desde então se nível continuou subindo, e teve seu pico em mais de 10 metros acima do nível normal em 1993. A cidade ficou completamente embaixo d’água, por 10 anos. e em 1995 as águas começaram a baixar, expondo aos poucos as ruínas da cidade em meio ao sal.

Hoje o leito do lago está somente 3 metros acima da sua altura original. Tratasse de um movimento natural, o lago Epecuén é o mais baixo de uma série de lagos da região e em função das chuvas seu nível subiu mais que os demais. Se acredita o lago voltará a subir um dia e voltará a inundará a cidade que hoje é um grande museu a céu aberto novamente.

Para conhecer Epecuen, melhor maneira é se hospedar na pequena cidade de Carhué. a cidade é bem pequena e não tem grandes atrativos,  mas tem um centro com postos de gasolina, restaurantes, lojinhas, hotéis e mercados, porém vale lembrar que a cidade faz cesta, e das 13:00 as 17:00 você vai encontrar a cidade toda fechada, nós não havíamos almoçado e tivemos que esperar até as 17h o supermercado abrir para comprar alguma coisa para comer. Carhué está situada a mais ou menos 5 Km de Vila Epecuén, e é banhado pelo mesmo lago. Nós nos hospedamos no camping municipal e nos custou 40 pesos por pessoa + 40 pesos a barraca + 40 pesos o carro, um total de 160 pesos por dia, o que na cotação que conseguimos deu em torno de R$45. O camping era bem simples, mas para quem quer mais estrutura tem outro camping que tem inclusive piscinas termais, mas era um pouco mais caro.

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No caminho de Carhué ao ex-balneário de Epecuén já se encontram muitos reflexos de quando as águas salgadas do lago subiram, como por exemplo Matadero Municipal, que continuou funcionando mesmo quando as águas começaram a subir, o mesmo ficou ilhado e os trabalhadores chegavam ao mesmo de barco, até o ponto que a água invadiu e as operações foram abandonadas. Ainda no caminho se observa muitas árvores completamente secas e brancas, ação de terem ficado abaixo de água salgada por muito tempo.

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Para fazer a visita, custa 50 pesos por pessoa e o horário é das 9:00 as 20:00, e o ingresso é válido para 2 dias. Dentro da vila você tem total liberdade para circular, sem guia ou cordões de isolamento, a única coisa é que se aconselha que não se adentre as construções pois há risco de desmoronamento, e quando se olha o estado das casas não é difícil de acreditar. Fora isso caminhamos sobre os escombros, entramos nos terrenos das casas e estabelecimentos comerciais, assim como da região das piscinas à beira do lago, que eram a grande atração dos tempos de ouro da cidade. Na parte mais afastada do lago as construções se mantem de pé, apesar do desgaste aparente, mas conforme se aproxima do lago menos se vê de uma cidade e mais de ruínas. Entre as pilhas de escombros pode em muitos momentos se identificar coisas como uma lareira, uma escada, janelas ou alguns móveis. Na frente de onde ficavam as principais construções da velha cidade se tem placas explicando o que havia ali e quem eram os donos, muitas vezes com fotos do local. Uma mapa distribuído na entrada também te guia nas ruas da antiga cidade, aponta alguns lugares para ver e conta a história do local.

Fora das ruínas, na antiga estação férrea, há um vídeo explicativo com a história do local e fotos antigas, o ingresso também da direito a essa parte, mas fica a uns 2 Km, e diferente das ruínas que está aberta sem interrupções, essa parte da visita também aderiu a cesta, e funciona das 9h às 12h, e das 17h às 20h.

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Outra dica é dar uma passada na Praia Ecológica saindo das ruínas de Epecuen e voltando para Cahrué. Existe no caminho uma praia bem pequena onde é permitido tomar banho no lago, aproveitar a água extremamente salgada (não sei como alguém aproveita isso) e o poder medicinal do barro que atraia tantas pessoas a Epecuén nas décadas passadas. Nos vimos algumas pessoas dentro d’água, mas nós não nos aventuramos tanto, só de colocar a mão já se sentia o sal. Vale passar para dar uma relaxada, sentar um pouco e admirar a vista. No lago vimos também muitos flamingos durante todo o percurso.

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Buenos Aires: Passeo de la Historieta

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Se pensarmos em cartoon e Buenos Aires, não tem como não lembrarmos da Mafalda. Talvez o cartoon mais famoso da argentina, Mafalda é uma mocinha muito esperta e preocupada com o futuro do mundo. O cartoon tem críticas políticas, ambientais, vindo das palavras de uma garotinha muito simpática. Quem já foi a Buenos Aires, ou já leu sobre seus pontos turístico, sabe que a estátua da Mafalda está na lista do lugares para se visitar. Mas a cidade tem outros personagens que estamparam os quadrinhos dos jornais ao longo da história e para não deixar a Mafalda sozinha, se criou o Passeo de la Historieta, que nos fomos conhecer e que começa claro,  com a Mafalda. Saímos de são Telmo, onde a Mafalda está sentadinha em um banco de praça e seguimos por cerca de 10 quadras até El Museo del Humor, em porto madeiro, onde o passeio termina. Ao longo do seu trajeto, pelas quadras se encontram as estátuas dos15 personagens mais conhecidos da Argentina.

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Confira abaixo o nosso passeio e um pouco mais sobre as histórias em quadrinhos da Argentina.

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Mafalda, Manolito e Susanita. Mafalda é conhecida por representar os argentinos em todo o globo terrestre. Ela também é muito reflexiva, idealista, comprometida .Susanita é a melhor amiga de Mafalda, mas adora contrariá-la. Sem muitas aspirações, deseja casar-se com um homem elegante, ter muitos filhos e ser dona de casa. Manolito é um garotinho muito esperto e que ajuda o seu pai no armazém. Esses três personagens foram criados por Quino, em 1964.

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Isidoro Cañones é o mauricinho, o playboy, o cara que realmente gosta da boa vida. Ele é carismático, divertido, muito querido. É rico e muito irresponsável. Este personagem é criação de Dante Quinterno, em 1935. Mas somente em 1968 foi que Isidoro ganhou sua revista.

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Larguirucho é um bonachão de bom coração. É ingênuo, porém metido a malandro. Deixa-se influenciar pelos outros, o que faz com que, algumas vezes, prefira andar fora da linha. Tem um comportamento típico argentino. As crianças o adoram. Súper Hijitus é a versão super-herói de Hijitus que aparece para acabar com a injustiça. O seu grande poder é o seu chapéu. Esses dois personagens foram criados por García Ferré, em 1955.

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Matías. É um personagem, relativamente, novo, já que foi criado em 1993.  é uma criança travessa, simpática e inocente. Vive da escola para casa e gosta de estar no bairro onde mora. Tenta desvendar o mundo dos adultos através do olhar infantil. Nas tirinhas não aparecem adultos, somente aparecem as respostas de suas perguntas. O medo, o desejo e a imaginação do pequeno são o eixo principal da história, sempre tratada com muito humor.

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Don Fulgencio pode ser conhecido como o homem que não teve infância. É como se tivesse nascido com a idade e o tamanho que tem. Inocente e bonachão, Fulgencio não quer saber de crescer. Ele é a representação da criança que todos carregamos dentro do peito. Poderia ser considerado como a criatividade infantil que vive em cada um de nós. Foi criado por Lino Palacio, em 1938.

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Clemente é o representante da torcida argentina. E tem muito em comum com o brasileiro: gosta de futebol e mulher. É um personagem engraçado e tem um humor ácido. Tem um sonho de “pibe” (criança): se tornar jogador do Boca Juniors e ser convocado pela seleção Argentina.

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Chicas Divito. mulheres lindas, com suas curvas sexys e exuberante sensualidade. Representam a mulher argentina da década de 1950. Criadas por Guillermo Divito, em 1944, elas fizeram muitos portenhos sonharem com elas e causou muita inveja nas mulheres.

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Patorozú. É um cacique puro, simples, generoso, valente e justiceiro. A nobreza e a integridade também formam parte do seu ser, ele é amante da natureza e protetor do meio ambiente.

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Forma infantil de Patorozú e Isidoro Cañones, ou, como são conhecidos, Patoruzito e Isidorito.

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Gaturro. Um verdadeiro anti-herói, o gato é um observador, sonhador, romântico e curioso, muito curioso. Mostra o animalzinho mais criado pela família de classe média argentina, um gato. Criado em 1993, por Nik, o conceito continua bastante atual, em se tratando de animais em Buenos Aires. Apesar de ser a muito criativo, sua personalidade varia de acordo com a pessoa que está. É uma espécie de espelho, reflete o que vê.

 

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Don Nicola. Ele é um simpático homem que é dono de um edifício que procura sempre satisfazer as necessidades, muitas vezes fora do comum, de todo o pessoal que mora em seu prédio. No bairro lá boca. Criado em 1937, por Héctor Torino.

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O Loco Chávez, criado em 1975 por C. Trillo e H. Altuna, é jornalista e, apesar de saudosista, está por dentro de tudo o que acontece ao seu redor e no mundo, não perde nada. Adora tomar seu cafezinho e não perde a oportunidade de conhecer um “rabo-de-saia”.

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Negrazón e Chaveta. Eles vieram de Córdoba, interior da Argentina, em sua moto “puma”. Sua forma de falar é característica do seu local, mesmo assim, conseguiram invadir o coração portenho e ganhar esse espacinho, apesar dos diálogos delirantes e reflexões doidonas. Foram criados em 1971, por Cognigni.

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Diógenes e Linyera. O morador de rua (Linyera) vive, juntamente com seu cãozinho Diógenes, nas praças da cidade. Criados para a contracapa do jornal argentino Clarín, eles apareceram pela primeira vez em 1977 e, desde então, nunca mais saíram dali.

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Rosário, a cidade do Che.

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Rosário é a terceira maior cidade da Argentina, com 2,5 milhões de habitantes. Por ser período de férias,  a cidade estava bem pacata, mas já nos informaram que a mesma é bastante movimentada. Fomos muito bem recebidos pela Ceci, Frederico e seu gato. Eles nos ajudaram com as malas antes de guardar o carro em um estacionamento. Como estávamos hospedados no centro da cidade, achamos melhor guardar o carro e fazer os passeios a pé.

Ainda a noite fomos dar uma volta por Rosário. e passamos pelo monumento da bandeira que fica todo iluminado a noite, bem imponente. Jantamos empanadas gigantes, chamada tortijas, que são como tortas salgadas com massa folhada e provamos também uma bebida muito consumida aqui, o Fernet, que se faz com Coca Cola bem gelada e uma bebida italiana a base de ervas chamada Fernet, algo muito tradicional na Argentina. Depois de muita conversa fomos dormir.

No dia seguinte, saímos para conhecer a cidade a pé. Seguimos pela avenida Córdoba, que em certa altura se transforma em calçadão, com muitas lojas, cafés, uma rua muito bonita.Seguimos até um parque na orla do rio Paraná, onde se encontra o monumento da bandeira. Rosário é bastante conhecida pelos seus parques e praças, onde os moradores tem o costume de passar os finais de semana e o fim do dia. Depois seguimos caminhada pela San Martim, que também se transforma em calçadão, com bastante lojas e comércio. Paramos para comer e trabalhar com o wifi do restaurante. Já no meio da tarde seguimos pela San Martin até o parque Independência, que estava cheio. O parque é muito grande, e podemos aproveitar sentados na grama.

Para retornar para casa fomos pela Boulevart Oroño, uma rua muito bonita, com um Boulevart na sua extensão, digno de filme. A cidade não é pequena, mas a parte central, mais cultural e turística, pode-se visitar toda a pé. A dica que podemos dar é reservar dois dias para fazer a cidade a pé, pra caminhar com calma, parar nos cafés ou nas sorveterias. Retornamos para casa no fim do dia cansados mas bem satisfeitos com os passeios.
Outra dica é fazer toda a Boulevart Oroño a pé, de um lado está a praça Independência e do outro a orla do rio Paraná. A rua é bastante movimentada ao entardecer, muitas pessoas vão levar seus pets para passear ou vão caminhar e fazer corridas.

Fomos também ao monumento ao Che, que fica um pouco fora de rota, já na saída da cidade.

A praça Independência é um parque bem grande, tem áreas verdes, parquinhos, pedalinho no lago onde a noite acontece um show de águas, também é onde está situado o estádio de futebol do Newell`s Old Boys, onde já jogaram Maradona e Messi, e um monumento do Giuseppe Garibaldi, o herói das três nações (Itália, Argentina e Rio Grande do Sul)

Já a praça da orla do rio Paraná, que também é muito grande, tem em sua extensão o museu Macro, de arte contemporânea e o monumento a bandeira, com um mirador da cidade, também serve de homenagem ao Marechal Belgrano criador da bandeira argentina e que está enterrado lá. Se encontra na praça também uma homenagem as Malvinas bem comovente.

Por ser janeiro, não tínhamos muitas opções de agenda cultural, nas férias a cidade fica bem vazia, mas a cidade é conhecida pelos seus roteiros culturais, com muitos espetáculos, exposições.

Museu Macro de Arte contemporânea.

Monumento em homenagem ao Che

Monumento em homenagem ao Che

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Praças de Rosário

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Ruas de Rosário

 

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Rua San Martin

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Monumento em homenagem a Bandeira

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Homenagem as Malvinas

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Fazia calor na cidade. Praça independência

Rosario-18

Boulevard Oroño

Rosario-19

Casa estilo alemã na Boulevard Oroño

Rosario-26

Fim do dia na Boulevard Oroño.

Rosario-20

Orla do Rio Paraná

Rosario-21

Pessoas e seus Cachorros felizes.