Bariloche no verão

By 24 de junho de 2016Argentina

Visitamos San Carlos de Bariloche no verão, e com certeza foi uma experiência muito diferente do que as pessoas são acostumadas quando pensam em Bariloche. Chegando no verão você vai perceber que quase todo o branco da neve derreteu, mas as demais cores fortes e vibrantes da cidade apareceram, como os fascinantes bosques do entorno e no lago Nahuel Huapi. É verão na cordilheira dos Andes.

Chegamos em Bariloche no meio do dia, e ficamos hospedados do ladinho do Cerro Otto, um pouco afastados do centro da cidade. Fomos hospedados em Couchsurfing, e fomos recebidos pelo nosso anfitrião e amigos, vinho e muitas risadas, em um ambiente maravilhosos em que nos sentimos em casa. No primeiro dia ficamos aproveitando a companhia.

No segundo dia era hora de conhecer a cidade, e começamos pela região central. No Centro Cívico é que se localiza o centro de informações turísticas da cidade. Depois de várias dicas e mapas nos sentamos um pouco na grande praça para aproveitar o solzinho. Nos finais de semana, há uma feirinha de artesanato na praça do Centro Cívico com várias coisas legais. Apesar de ser verão, as temperaturas não são propriamente altas, e um casaco leve veio bem a calhar.

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Praça central de Bariloche

Depois seguimos pela rua Mitre, que se inicia no Centro cívico. A Mitre é a rua principal da cidade, é nela que se encontram casas de câmbio, agências de turismo, lojas de aluguel de roupas e equipamentos para os esportes de inverno, cafés, muitas lojas de chocolate, de lembrancinhas, de roupas. É uma rua para se caminhar de um lado a outro.

A cidade é conhecida por ter o maior número de lojas de chocolate por habitante do mundo, então dá pra imaginar o perfume que a rua principal da cidade tem. São várias lojas, uma do lado da outra, com centenas de tipos de chocolate. Não preciso nem dizer que a gente precisou provar um pouco das iguarias de lá. São de fato muitas opções de tipos e sabores. Tem opções para diabéticos e intolerantes a lactose também. Se você for um chocólatra, talvez não deva ficar muitos dias.

Na região central da cidade também é possível visitar a catedral, que tem uma praça pequena e muito charmosa no seu entorno com vista para o lago, a orla do lago, que é uma caminhada bonita e muitos restaurantes que não são propriamente econômicos. Há também muitos bares de cervejas artesanais. O centro da cidade é feito para você comer, e comer bem, em cafés, casas de chocolate, sorveterias, confeitarias, bons restaurantes, bistrôs e cervejarias, mas isso vai te custar um pouco caro, a cidade é 101% focada no turismo, e infelizmente se paga por isso.

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Catedral de Bariloche

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Parque em frente a Catedral

Depois de conhecermos o centro, fomos visitar o Cerro Campanário. A cidade possui três cerros de onde se podem observar o lago Nahuel Huapi e a paisagem local, o Campanário, o Otto e o Catedral. Nós optamos pelo Cerro Campanário, pois dizem ser a melhor vista do lago, além da Revista National Geographic ter classificado a vista entre as 8 melhores do mundo. A subida de teleférico custa 150 pesos argentinos e fica aberto das 9h às 17h. Além de um café e um restaurante, o topo do cerro tem uma vista de tirar o folego, faz jus a classificação da NatGeo, o passeio vale muito a pena. Nós fomos para o cerro de carro, mas existem ônibus que levam até os cerros do centro da cidade, pois os 3 ficam um pouco mais afastados. O cerro Otto possui um restaurante giratório de 360 graus, também é possível esquiar nas pistas de esqui no inverno. O cerro Catedral também possui pistas de esqui. Somente o cerro Campanário não possui pistas de esqui, mas para quem vai no verão não faz muita diferença já que não há neve. Sendo o Campanário um pouco mais barato que os outros, também é uma vantagem.

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Vista panorâmica do mirador principal do Cerro Campanário

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No dia seguinte fomos fazer um circuito diferente e afastado da cidade. Passamos pela praia Serena, uma praia pequena, porém com um visual muito bonito, paramos para olha e tirar umas fotos, a praia tinha bastante gente, então, praia em Bariloche, para quem acha que esse é um destino exclusivamente de inverno está ai uma boa surpresa. Seguimos e fomos até a Colônia Suiza, um povoado histórico, que promove aos finais de semana uma grande festa, com barraquinhas de comidas, cervejas artesanais, artesanatos e um ambiente muito acolhedor e festivo. A região possui casas e restaurantes de madeira estilo suíço, porém com uma cultura um pouco hippie. Lá é possível comer o Curanto, feito da forma tradicional, no chão com pedras quentes, um prato típico de algumas regiões da patagônia. Como já havíamos provado o Curanto na Ilha de Chiloé no Chile (apesar de ser preparado com carnes diferentes), optamos por experimentar outras coisas um pouco mais econômicas e que não precisássemos ficar em uma fila gigante para para fazer o pedido. As tortas e a cerveja artesanal quase caseira, são incríveis. Existem opções para todos os bolsos, desde restaurantes caros a comidinhas das barraquinhas da feira mais econômicas. Opção de comida é o que não faltava.

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Praia Serena

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Preparação do Curanto, prato típico da região

No terceiro dia fomos fazer um circuíto indicado pela oficina de turismo, o circuíto fica para o lado da Colonia Suiza, mais afastada da cidade. Passamos por uma ponte que cruza o Lago Perito Moreno Este, uma das paisagens mais bonitas que pudemos apreciar na cidade. A água era um pouco gelada para os padrões brasileiros, mas confesso que deu vontade pela cor azul e transparente e a diversão das crianças na água. O lugar é simplesmente lindo, muitas pessoas vão até lá para descansar, andar de kaiak, havia kaiaks para alugar, tomar um mate ou fazer um picnic. Havia uma turma com violão, outros com a família, além de ser um lugar onde as pessoas respeitam muito a natureza, a vista é incrível. O Lugar é acessado pela lateral da ponte, pertinho da estrada e não possui nenhum tipo de estrutura de banheiros, ou bares e café. É um lugar natural, é só você e a bela natureza.

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Depois de curtir o caminho, que é lindo, fomos até o parque Llao Llao, um parque nacional com algumas trilhas, nós não fizemos nenhuma delas, mas são trilhas de categoria fácil e não são muito extensas, a entrada no parque é gratuita. Saímos do parque e fomos para a Cascatas do Duendes, que fica cerca do lago Gutiérrez. Para chegar na cascata caminhamos por cerda de 20 min, a entrada é gratuita e a cascata é um amor, também aproveitamos para conhecer a praia do lago. É possível acampar na região, e apesar de bastante pessoas por lá, não vimos nenhum café, restaurante ou mercadinho.

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Cascatas do Duendes

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Todo esse circuíto pode e é feito de bicicleta, e de fato havia muita gente pedalando por lá, há bicicletas para alugar no centro da cidade. Esta região tem muitas opções de esportes em meio a natureza para o verão. É possível fazer canopy, kayak, cavalgadas, circuitos de bike e passeios de barco por alguns lagos.

De Bariloche ainda é possível ir de ônibus para Villa La Angostura, cidade ao norte super bonitinha, e onde se pode começar o caminho da Ruta de los 7 lagos, que visitamos e falamos mais neste post. Também é possível ir para El Bolsón ao sul, que adoramos, um paraíso aos amantes da boa cerveja, contamos como foi neste post.

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Join the discussion 2 Comments

  • Eu tive o ‘azar’ de ir no inverno e não aproveitei nada… só chovia e nevava e acabei ficando em casa – com frio, rs. Bariloche é um destino conhecido pelo inverno, mas fala sério, no verão é bem mais bonito 🙂

    • roadsweethome disse:

      Nós não conhecemos a cidade no inverno, está na nossa lista de onde ir em um futuro próximo, com certeza tem seu charme, mas dificilmente baterá o verão, a natureza viva, com poucos turistas e na maioria argentinos, aproveitamos muito.

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