Buenos Aires: Passeo de la Historieta

By 22 de fevereiro de 2016Argentina

Se pensarmos em cartoon e Buenos Aires, não tem como não lembrarmos da Mafalda. Talvez o cartoon mais famoso da argentina, Mafalda é uma mocinha muito esperta e preocupada com o futuro do mundo. O cartoon tem críticas políticas, ambientais, vindo das palavras de uma garotinha muito simpática. Quem já foi a Buenos Aires, ou já leu sobre seus pontos turístico, sabe que a estátua da Mafalda está na lista do lugares para se visitar. Mas a cidade tem outros personagens que estamparam os quadrinhos dos jornais ao longo da história e para não deixar a Mafalda sozinha, se criou o Passeo de la Historieta, que nos fomos conhecer e que começa claro,  com a Mafalda. Saímos de são Telmo, onde a Mafalda está sentadinha em um banco de praça e seguimos por cerca de 10 quadras até El Museo del Humor, em porto madeiro, onde o passeio termina. Ao longo do seu trajeto, pelas quadras se encontram as estátuas dos15 personagens mais conhecidos da Argentina.

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Confira abaixo o nosso passeio e um pouco mais sobre as histórias em quadrinhos da Argentina.

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Mafalda, Manolito e Susanita. Mafalda é conhecida por representar os argentinos em todo o globo terrestre. Ela também é muito reflexiva, idealista, comprometida .Susanita é a melhor amiga de Mafalda, mas adora contrariá-la. Sem muitas aspirações, deseja casar-se com um homem elegante, ter muitos filhos e ser dona de casa. Manolito é um garotinho muito esperto e que ajuda o seu pai no armazém. Esses três personagens foram criados por Quino, em 1964.

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Isidoro Cañones é o mauricinho, o playboy, o cara que realmente gosta da boa vida. Ele é carismático, divertido, muito querido. É rico e muito irresponsável. Este personagem é criação de Dante Quinterno, em 1935. Mas somente em 1968 foi que Isidoro ganhou sua revista.

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Larguirucho é um bonachão de bom coração. É ingênuo, porém metido a malandro. Deixa-se influenciar pelos outros, o que faz com que, algumas vezes, prefira andar fora da linha. Tem um comportamento típico argentino. As crianças o adoram. Súper Hijitus é a versão super-herói de Hijitus que aparece para acabar com a injustiça. O seu grande poder é o seu chapéu. Esses dois personagens foram criados por García Ferré, em 1955.

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Matías. É um personagem, relativamente, novo, já que foi criado em 1993.  é uma criança travessa, simpática e inocente. Vive da escola para casa e gosta de estar no bairro onde mora. Tenta desvendar o mundo dos adultos através do olhar infantil. Nas tirinhas não aparecem adultos, somente aparecem as respostas de suas perguntas. O medo, o desejo e a imaginação do pequeno são o eixo principal da história, sempre tratada com muito humor.

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Don Fulgencio pode ser conhecido como o homem que não teve infância. É como se tivesse nascido com a idade e o tamanho que tem. Inocente e bonachão, Fulgencio não quer saber de crescer. Ele é a representação da criança que todos carregamos dentro do peito. Poderia ser considerado como a criatividade infantil que vive em cada um de nós. Foi criado por Lino Palacio, em 1938.

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Clemente é o representante da torcida argentina. E tem muito em comum com o brasileiro: gosta de futebol e mulher. É um personagem engraçado e tem um humor ácido. Tem um sonho de “pibe” (criança): se tornar jogador do Boca Juniors e ser convocado pela seleção Argentina.

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Chicas Divito. mulheres lindas, com suas curvas sexys e exuberante sensualidade. Representam a mulher argentina da década de 1950. Criadas por Guillermo Divito, em 1944, elas fizeram muitos portenhos sonharem com elas e causou muita inveja nas mulheres.

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Patorozú. É um cacique puro, simples, generoso, valente e justiceiro. A nobreza e a integridade também formam parte do seu ser, ele é amante da natureza e protetor do meio ambiente.

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Forma infantil de Patorozú e Isidoro Cañones, ou, como são conhecidos, Patoruzito e Isidorito.

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Gaturro. Um verdadeiro anti-herói, o gato é um observador, sonhador, romântico e curioso, muito curioso. Mostra o animalzinho mais criado pela família de classe média argentina, um gato. Criado em 1993, por Nik, o conceito continua bastante atual, em se tratando de animais em Buenos Aires. Apesar de ser a muito criativo, sua personalidade varia de acordo com a pessoa que está. É uma espécie de espelho, reflete o que vê.

 

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Don Nicola. Ele é um simpático homem que é dono de um edifício que procura sempre satisfazer as necessidades, muitas vezes fora do comum, de todo o pessoal que mora em seu prédio. No bairro lá boca. Criado em 1937, por Héctor Torino.

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O Loco Chávez, criado em 1975 por C. Trillo e H. Altuna, é jornalista e, apesar de saudosista, está por dentro de tudo o que acontece ao seu redor e no mundo, não perde nada. Adora tomar seu cafezinho e não perde a oportunidade de conhecer um “rabo-de-saia”.

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Negrazón e Chaveta. Eles vieram de Córdoba, interior da Argentina, em sua moto “puma”. Sua forma de falar é característica do seu local, mesmo assim, conseguiram invadir o coração portenho e ganhar esse espacinho, apesar dos diálogos delirantes e reflexões doidonas. Foram criados em 1971, por Cognigni.

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Diógenes e Linyera. O morador de rua (Linyera) vive, juntamente com seu cãozinho Diógenes, nas praças da cidade. Criados para a contracapa do jornal argentino Clarín, eles apareceram pela primeira vez em 1977 e, desde então, nunca mais saíram dali.

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  • […] A rua Defenza cruza com a rua Chile, um dos pontos do bairro que está lotado de bares e com vida noturna vibrante de segunda a domingo. Também é nesse cruzamento que está sentadinha em um banco a querida Mafalda, personagem dos quadrinhos mais famosa da Argentina. Na Mafalda começa o Caminho de la Historieta, um caminho que passa pelos principais personagens dos cartoons argentino, fizemos esse passeio lindo que começa em San Telmo e termina em Puerto Madero, para saber mais, confere neste post aqui. […]

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