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Buenos Aires: La Boca e o querido Caminito

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Buenos Aires é uma capital bastante grande, com muitos passeios e atrações, mas possivelmente o Caminito, que fica no bairro La Boca, seja um dos lugares mais visitados e lembrados da cidade.

O bairro La Boca fica próximo ao Porto e foi habitada no seu início por estrangeiros que chegavam pelo porto para trabalhar, a sua maioria espanhóis e italianos. Possui duas principais atrações, o Estádio La Bombonera da equipe Boca Juniors, e a rua museu Caminito. Nem pense em ir para lá de carro, além de não ter quase estacionamentos, o transito por lá não é muito recomendável. Se pode chegar de ônibus, metro ou taxi. Outra coisa que vale a pena mencionar é que o bairro não é considerado muito seguro. Nós não sentimos muita insegurança, mas mais de uma pessoa nos aconselhou a ter cuidado e não andar com a câmera fotográfica na mão, mas como disse, não vimos nada, então é só não dar bobeira que está tranquilo, afinal o lugar está cheio de turistas.

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Lojas e casas nas cores do Boca Juniors

É só chegar na área turística para ver a muvuca de pessoas, vários bares, lojinhas de souvenir, artesanatos, e dançarinos de tango vestidos a caráter posando para fotos com os turistas. Muitas das casas são nas cores do Boca Juniors, amarelo e azul, e é possível ver várias estatuas em tamanho real do Maradona, do Messi e até o Papa.

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Messi e Tevez recebendo os turistas

Na nossa visita ao bairro resolvemos ir caminhando para conhecer um pouco mais que apenas os pontos turísticos, estávamos em San Telmo e foram 30 minutos até chegarmos na La Bombonera. O Estádio do Boca Juniors possui visitação guiada, para fazer a visitação ao estádio, reserve meio turno. A visitação dura 2 horas e custa 180 pesos argentinos. Começa no museu, depois passa pelos vestiários, arquibancadas e gramado. Ao longo do passeio é possível comer no bar e restaurante do estádio e a visitação termina na lojinha, que não vende só fardamentos mas tudo que se pode imaginar do time. É um passeio bem interessante pois além de explicar um pouco sobre a história do time e sua ligação com o bairro, o guia conta sobre as táticas de intimidação, e de como a bomboneira foi projetada para desestabilizar os jogadores dos times rivais.

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Em frente a La Bombonera com suas casas em azul e amarelo e comida de rua

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Depois de sairmos da Bomboneira, seguimos pelas ruas do bairro até chegar ao famoso Caminito.

O Caminito é uma rua museu, restaurado no fim da década de 50, adquiriu significado cultural pelo fato de ter inspirado a música do famoso tango Caminito, o terceiro mais importante do mundo. Além disso,  tem uma característica peculiar: as casas são construídas com tábuas de madeira, placas e telhas de metal e pintados com muitas cores. Isso porque, quando os estrangeiros que viviam ali construíam suas casas, usavas as tintas que sobravam dos navios do porto, onde muito trabalhavam, para pintá-las.

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Famosa esquina do Caminito, com seus turista, lojas e dançarinos de tango

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Dançarinos de tango

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Verdade seja dita, o Caminito é bem legal, colorido, mas nada mais é que um grande cortiço de puxadinhos, era um conjunto de moradias populares precárias, que caracterizou o bairro desde o seu início, e eles procuram manter este espírito até hoje, então não espere ver grandes construções luxuosas, ou uma arquitetura surpreendente. Porém, apesar de ter sido, e ainda ser, um bairro bastante simples da cidade de Buenos Aires, não espere encontrar as coisas baratas, principalmente na área do Caminito. Os muitos restaurante e bares com apresentações de tango ou de músicas ao vivo não são bastante caros, e se pode deixar muito dinheiro nas lojinhas, mas como bons viajantes, nós encontramos uma opção mais econômica de almoço nos afastando um pouco do burburinho.

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Rua com diversos artistas vendendo seu trabalho

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A atmosfera do lugar é encantadora, e o Camitito tem um charme bagunçado muito peculiar, são muitas cores, muita arte, muita música, muita cultura, muitos turistas, tudo junto e misturado, reserve pelo menos meio turno para conhecer o local. Apesar da muvuca, nos encantou as lojinhas, os quadros de artistas incríveis, a música tocada ao vivo, e a alegria de um povo que tenta atender todo o tipo de desejo dos turistas que passam por lá.

Parque Nacional Monte León

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Monte León é um dos parque nacionais da patagônia argentina, localizado na Ruta 3, entre as cidades de Puerto San Julian e Rio Gallegos. Hoje é uma reserva nacional protegida, porém até o ano de 2000, ela foi uma estância de criação de ovelhas, convertendo-se em um parque nacional aberto ao público somente em 2006. A entrada é gratuita e o período indicado para visitação é de novembro a abril, por ser temporada de verão e o período onde se podem apreciar melhor a fauna e flora do local.

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Paisagem do Parque Nacional Monte León

Para chegar a Reserva é só seguir pela Ruta 3. A entrada para registro e orientações fica junto as casas da antiga estancia, primeira entrada para quem vem do norte. Lá fomos recebidos por um guarda parques que nos falou um pouco sobre o parque, nos deu mapas e nos alertou para algumas eventualidades, como locais com acesso restrito a determinados horários em função da marés e a possibilidade de cruzarmos com pumas, apesar de serem raros.  Junto a estrutura da antiga estancia, é possível visitar o galpão de antigo tosqueio das ovelhas, com um pequeno museu, com fotos e maquete da região. Também é possível se hospedar por lá. A reserva conta com uma hospedagem simples, para até 8 pessoas, em uma das casas da antiga estancia, de estilo inglês.

O local não tem nenhum tipo de transporte próprio, então este é um passeio para se fazer de carro, pois a reserva tem mais de 35km só de costa marítima, é muito chão de terra para se percorrer a pé.

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Nós fomos pela manhã, chegamos na recepção e depois de nos registrarmos e recebermos orientações e mapas, saímos de onde estávamos e seguimos mais 2km pela Ruta 3 na direção sul, onde existe a segunda entrada, essa para ingressar ao parque. Para quem vai visitar o parque vale ficar atento as entradas, porque não vimos ninguém que pudesse nos orientar na segunda entrada, apenas uma entrada livre, e o mapa e as informações que havíamos recebido teriam feito falta.

O parque não é tão famoso e conhecido, não tem muita estrutura para turistas, não recebem milhões de pessoas como outros da Argentina, e não ficamos sabendo de nenhum tour de agências de viagens para lá, é uma experiência de contato com a natureza pura. No dia que fomos, somente cruzamos com dois grupos de pessoas.

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Começamos a percorrer o caminho do parque e a primeira parada é uma trilha de 2 horas ida e volta, bem sinalizada, que leva até uma pinguineira, com mais de 60 mil pinguins de magalhães, a quarta mais importante do país. Nós tínhamos somente o dia para conhecer o parque e havíamos visitado a reserva de Punta Tombo nos dias anteriores, então optamos por não fazer a trilha. Seguimos a estrada de terra e ao longo do caminho vimos paisagens lindas, com formações incríveis, arenosas e de pedras claras. Passamos pela Isla de los Pajaros, uma ilha bastante próxima da costa e com uma quantidade enorme de pássaros e com diversas espécies. Logo em seguida se avista o Monte León, a formação que da nome ao parque, supostamente em forma de um leão, porém nós não conseguimos chegar nesse nível de abstração.

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Isla de los Pajaros com a antiga ponte, hoje fora de funcionamento

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Pequena quantidade de pássaros da ilha

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Chegamos até a costa. A reserva conta com algumas praias de pedras e conchas, e águas azuis e bastante cristalinas. Para ir caminhando de uma praia para outra deve se estar bastante atento aos horários da maré, a mesma sobe bastante rápido, e no seu máximo chega ao paredão depois da areia, e o único lugar para sair da praia é onde se deixa o carro, o que é bastante perigoso se você estiver muito longe. Próximo a essa primeira praia existe um camping rústico, com banheiro e parrijas, contudo não há energia elétrica nem banho. Ao lado da área de camping tem um café muito simples mas bem bonito, com algumas comidinhas, e com sorte wi-fi, mas vai depender do tempo.

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Costa e praias do parque

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Nós acabamos nos arrependendo de não termos nos programado para passar uma noite no camping, a tranquilidade do local, o som das ondas e a noite obviamente escura pela falta de luzes artificiais formam uma combinação perfeita.

As paisagens são de tirar o folego, apesar da água ser gelada, aproveitamos as praias, relaxamos ao sol, observamos muitos pássaros, guanacos, algumas flores. Acho que a atração principal de Monte León é suas paisagens e a harmonia com a natureza que se sente lá.

O site do parque nacional é http://www.monteleon-patagonia.com/

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Punta Tombo, onde estão todos os pinguins de Magalhães do mundo!

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Punta Tombo é uma reserva de fauna e a principal e maior reserva continental de Pinguins de Magalhães da mundo, com cerca de 1 milhão de pinguins sendo 400 mil casais. É uma galera.

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Saímos de Puerto Madryn, bem cedinho, e andamos cerca de 180km rumo ao sul, pela ruta 3 até a reserva. Chegamos ainda pela manhã. A entrada custa 180 pesos argentinos (R$50 na cotação que pegamos) para integrantes do Mercosul, vale o pequeno investimento. Na primeira parte da entrada da reserva, onde se paga o ingresso, existe um espaço com banheiros, cafés, e um museu que mostra os movimentos migratórios dos pinguins e sua população no mundo.

Depois se segue mais uns metros e se entra na parte da reserva onde estão os pinguins, nesta parte não tem banheiros, não se pode comer, mas pode-se levar água.

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Antes de entrar o Guarda parque nos explicou que a reserva tem uma trilha muito bem definida, com duas horas de caminhada, para ver os pinguins. Que a reserva é uma estreita faixa de 3km de largura por 600 m que adentra o Oceano Atlântico. É um local excelente para os pinguins cavarem seus ninhos, e o chão está cheio de ninhos de pinguim. Ele explicou que na época que fomos, não haviam mais ovos, e que os filhotes já haviam nascido e estavam começando o processo de troca de pelo. Ele também frisou a importância de não interferir na vida local, não sair das trilhas e dar espaço para os pinguins, que podem circular entre as pessoas.

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O que não esperávamos era que antes mesmo de o guarda parques terminar de falar já se podiam ver os pinguins. São muitos, e eles não tem medo dos humanos, então ao não ser que você seja um louco que saia correndo e gritando com o braços balançando, eles não vão fugir. São bastante calmos e agem de forma bem indiferente aos visitantes.

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É um lugar que recebe muitos turistas o ano todo, e se pode ficar muito tempo andando por lá. O legal é, se você estiver de carro, tentar chegar de manhã cedo, pois a maioria dos tours saem de Puerto Mont e leva pouco mais de duas horas, chegando perto do meio dia. Nós fomos cedo pois aproveitamos que a reserva ficava no caminho entra Puerto Madryn e Comodoro Rivadálvia, nosso destino seguinte, mas como o caminho era longo, cerca de 450km, não pudemos nos demorar o tempo que gostaríamos com essa colônia incrível de pinguins.

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Puerto Madryn

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Puerto Madryn é uma cidade litorânea da Patagônia Argentina com cerca de 94 mil habitantes, e a sua economia é baseada em um parque industrial de alumínio, a pesca e o turismo. Chegamos na cidade no fim do dia, e fomos recebidos pelo Mariano, que nos hospedou por couchsurfing em sua casa. Depois de conhecer sua casa e nos instalar, saímos para dar uma volta pela cidade com nosso host.

Caminhamos pela orla da cidade, até o píer principal, onde observamos muitas pessoas pescando, principalmente lulas pequenas. Ventava muito, é uma cidade que sempre venta. A cidade é um amor, uma cidade relativamente grande, com boa infra-estrutura e se pode encontrar de tudo, opções de mercados, lojas de roupas, de lembrancinhas, muitas opções de restaurantes, bares, e até um shopping pequeno, na orla existem muitas agências de turismo, que vendem distintos passeios, o mais famoso são os mergulhos, já que a cidade é conhecida como a capital do mergulho, mas encontra-se passeios para Peninsula Valdes, Punta Tombo, Punta Lomo, para ver golfinhos, baleias, pinguins e outros passeios pela região que possui uma natureza incrível e única.

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No dia seguinte aproveitamos para lavar toda a roupa acumulada, levamos tudo na lavanderia e fomos conhecer a cidade um pouco melhor. Para conhecer a cidade é possível fazer apé. Saímos e fomos pela orla, sentido ao píer, e vimos um cruzeiro atracado, a cidade recebe muitos cruzeiros com roteiros distintos, o que estava atracado havia saído do Canada e estava rumo as Malvinas. Com o cruzeiro atracado o píer fica fechado e não pudiam circular até as 18 horas, quando o barco zarparia. A Argentina tem uma guerra muito recente que é bem viva na memória de todos e se pode ver a sua importância pelas cidades patagônicas, trata-se das guerras das Malvinas, e todas as cidades que visitamos desta região, possuem um monumento as Malvinas. O monumento de Puerto Madryn fica na orla, perto do Pier.

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Depois seguimos para o Museo Provincial del Hombre y el Mar, trata-se de uma casa antiga de três pisos, muito bonita. O museu custa 60 pesos argentinos por pessoa, é um museu pequeno, o mais interessante é uma lula gigante “in natura” e um esqueleto de uma baleia franca austral completo que estão expostos. No museu há também aves empalhadas e informações sobre a vida marinha.

A cidade é muito conhecida por ser um local de fácil apreciação das Baleias Franca Austral, que em seu período migratório chegam muito próximo as praias da cidade, e se podem fazer passeio de barco em que se chega bem pertinho delas. O período migratório e de reprodução é de Maio a Dezembro, e nos não estávamos lá nesta época, então, não vimos as Baleias.

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Saindo do Museu, voltamos pela orla, existem muitas opções de restaurantes e bares. Fomos pegar o carro para seguirmos para a reserva de Punta Lomo, uma indicação de passeio, que é uma das maiores reservas de leões marinhos da Patagônia. Punta Lomo fica a 17km de Pueto Madryn, com o inicio da estrada pavimentado e depois uma parte em estrada de chão. A entrada do Parque custam 100 pesos argentinos por pessoa e pode-se ficar até o horário do parque fechar. Apesar de ser um ponto turístico muito indicado, nos decidimos não entrar, pois sabíamos que iriamos ver muitos leões marinhos em outras reservas ao longo da Patagônia, e principalmente na Península Valdés que fica próximo de Puerto Madryn e seria o nosso próximo destino. Se quiser ler como foi a nossa visita a imperdível Península Valdés clik aqui.

Então seguimos a estrada de chão para ver onde nos levaria e passamos por paisagens e lugares incríveis.

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A primeira praia que passamos foi a praia Paraná, Uma praia linda com pedrinhas no lugar de areia, haviam algumas pessoas pescando, e outras como nós curtindo o visual e a energia do lugar. Depois seguimos mais 15km até o fim da estrada e encontramos este lugar lindo.É muito difícil descrever, era de fato impressionante. A água era fria, cor verde-azulado, cristalina, ventava muito e o dia estava lindo.

Haviam algumas pessoas no local, algumas pescando e outras como nós, aproveitando o visual. Depois ficamos sabendo que esta região é ótima para pescaria, tanto na beira da praia, quanto em barcos. Voltamos no fim do dia a Puerto Madryn. Nesta região durante o verão, amanhece muito cedo, cerca das 5 horas da manhã, e começa a escurecer cerca das 9 horas da noite, é ótimo pois se pode aproveitar bastante o dia.

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Península Valdés

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Resumir a Peninsula Valdés em um post, vai ser uma tarefa difícil, porque a reserva é impressionante. Trata-se de uma reserva nacional argentina, que fica na Patagônia, com mais de 4 mil metros quadrados e que foi declarada patrimônio da humanidade em 1999, por se tratar de uma região que abriga uma grande variedade de espécies animais e conservar um ecossistema bastante peculiar, especialmente com espécies marinhas e aves de migração, é um santuário natural e que reúne grandes reservas de fauna.

O acesso a Reserva é pela Ruta 3, a 27km da cidade de Puerto Madryn. Chegamos a entrada da reserva no meio da manhã, com o nosso carro. O valor da entrada para estrangeiros é de 260 pesos por pessoa, e pode-se permanecer no parque por quantos dias achar necessário. Nós ficamos dois dias na Península, e achamos um bom período para conhecer tudo. A reserva é bastante grande, e o ideal é fazer o passeio de carro, porém é possível contratar tours que saem de Puerto Madryn, nas muitas agências de turismo da cidade.

Após a entrada ao parque, seguimos mais 22km até o centro de informações. Lá conversamos com uma Guia da reserva que nos deu uma breve explicação da península, recebemos um mapa com todas as rotas e distâncias e visitamos o museu que está junto ao centro de informações. Munidos de mapas e informações, seguimos para a parada mais próxima de onde estávamos, a Isla de lo Pájaros, situada no Golfo San José. Habitado por várias espécies de aves migratórias, não se pode chegar até a ilha, somente observa-la a partir da península. A olho nu não conseguimos ver com clareza os pássaros, porém, existem binóculos (a 1 peso) em que se pode observar as aves, e acreditem, são milhares.

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Isla de los Pajaros

Saindo da Isla de los Pájaros, andamos mais 32km até o povoado de Puerto Pirâmides, o único povoado da península, com cerca de 500 habitantes. A pequena cidade conta com o único posto de gasolina da reserva, com hosteis, pousadas, restaurantes e vários locais onde se oferecem mergulhos e passeios de barco. É de Puerto Pirâmides que saem as embarcações para observar as Baleias Franca Austral, porém nós não tivemos a oportunidade de vê-las, este evento migratório acontece entre maio e dezembro, e nós estávamos em fevereiro. Do povoado também saem embarcações para ver os pinguins, leões marinhos e elefantes marinhos, porém todos eles também podem ser observados por terra.

Puerto Piramides vive basicamente do turismo. Está em uma das enseadas da reserva, no Golfo Nuevo, com uma praia muito bonita, de águas transparentes. Tem este nome em função de uma formação piramidal da costa bem distinta, fica a 2km do povoado e de um mirador pode-se observar uma pequena colônia de lobo marinho. Passamos uma noite em um dos hosteis do local, muito acolhedor, mas com poucos luxos. Existe wi-fi na cidade, mas não são todos os estabelecimentos que tem, e é instável conforme o clima.

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Depois do chek-in feito, como era relativamente cedo, fomos conhecer o sul da ilha. Fizemos cerca de 70km de estada de chão até Punta Delgada, o ponto de visita mais ao sul da península, com paisagens lindas, guanacos em grupos, vimos muitos guanacos pelo caminho. No caminho existe uma salina pequena e uma salina grande. A salina grande não se pode chegar perto, não existem estradas próximas, porém a salina pequena é possível de visitar. Existe um acesso de 4km que não estava nas melhores condições, porém com cuidado é possível de chegar de carro. A salina é rosa e é linda. É possível fazer algumas caminhadas pela salina, de 10km dando a volta, de 7km de um lado ao outro e outras menores de mais ou menos 2km. Porém o dia que estivemos lá a salina estava inundada das chuvas, e com água não se pode adentrar, então caminhamos somente em uma pequena parte que estava seca. Mesmo com a visitação limitada foi incrível.

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Saindo da salina fomos até a costa sul, em Punta Delgada, onde tem um farol, um restaurante e um hotel. E depois de muita estrada de chão e paisagens lindas, voltamos para Puerto Pirâmides, para descansar e dormir, pois o dia seguinte sairíamos bem cedo. Venta muito nesta região é muito comum faltar energia elétrica em função do vento e como comentado, o sinal de internet é algo bem complicado.

No dia seguinte saímos bem cedo, pois a guia no centro de informações nos havia indicado chegar ao mirador dos pinguins as 8h30 da manhã, pois neste horário a mare esta alta e eles ficam muito próximo de onde se pode chegar para observar eles, foram 75km de estrada de chão percorridos em trono de 1h30. Quando chegamos mal dava para acreditar que eles estavam assim tão pertinho. Foi o primeiro contato nosso com pinguins em seu ambiente natural, e foi muito legal. Estava um pouco nublado quando chegamos, mas o tempo foi abrindo e deu para ver muito bem todo o ambiente. Ficamos um bom tempo ali com os pinguins. Não se pode alimenta-los, nem toca-los, isso é bem importante.

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Emocionados com os pinguins, seguimos mais um pouco até Punta Cantor, onde se podem observar elefantes marinhos. Não haviam muitos no período que fomos. Depois seguimos mais 47km até Punta Norte, de onde se podem observar lobos marinhos e com muita muita muita sorte orcas (já pensou ver um ataque de orca aos leões marinhos). Nós não tivemos a sorte com as orcas, mas haviam vários lobos marinhos, de todos os tamanhos, e milhares de filhotes.

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Assim visitamos a Península Valdés, da Punta Norte seguimos em torno de 150km até a saída da reserva, na Ruta 3, onde tomamos nosso caminho até Puerto Madryn. Península Valdés nos deixou sem palavras, é um lugar muito lindo, uma reserva incrível e é imperdível para quem vai viajar pela Patagônia Argentina.

 

Las Grutas, uma praia patagônica

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Las Grutas é um balneário marítimo com cerca de 4500 habitantes, a maior e mais famosa das praias da Patagonia Argentina, e faz parte do trio de balneários de Rio Negro, junto com El Condor e Playas Doradas. É conhecida por ter as  guas mais quentes da costa Argentina e nos períodos de alta temporada a praia chega a receber cerca de 250 mil veranistas. Chegamos em Las Grutas pela Ruta 3, no fim do dia, depois de muita chuva na estrada, e fomos buscar um camping para a noite que dormiríamos na cidade. A cidade tem muitos campings, e a maioria estão na avenida principal da cidade. Os campings estavam cheios e a maioria não tem wifi. Fficamos no Camping militar, que tinha internet, e custou 70 pesos por pessoa + 70 pesos o carro + 70 pesos pela barraca. Os preços dos campings são todos muito parecidos, e se cobra por pessoa, pelo carro e por barraca.

Por ser uma praia bem famosa para os argentinos, existem várias opções de acomodação, desde alugueis por temporada, cabanas, pousadas, hotéis, enfim, a cidade conta com uma boa estrutura para receber turista, afinal é a base da sua economia, porém vale comentar que  cidade não tem hostel e a única opção a baixo custo é o camping mesmo.

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No dia seguinte, fomos a praia, conhecer um pouco mais do mar patagônico. Ventava muito no dia. Ventava muito mesmo. Na praia conhecemos as Grutas que dão nome a cidade, são formações cavernosas criadas pela erosão marinha, em alguns trechos chega a 8 metros de altura. A temperatura máxima no verão é de 30 graus, e a água, apesar de ser considerada quente, para os padrões brasileiros, é bem fria.

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Haviam muitas pessoas tomando banho no mar e se divertindo na praia. A água tem uma cor única, esmeralda clara e muito transparente. Como esta região sofre influência das marés, existem piscinas na beira da praia, buracos gigantes cavados na areia dura, que mais parece argila, e que a noite com a maré alta enchem, e durante o dia com a baixa da água as piscinas  se revelam na beira da praia.

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Tanto as formações cavernosas, e as piscinas só são possíveis porque as areias da região são mais densas, e chega a ficar argilosa quando molhada, não são areias fofas.

Existem várias opções de atividades, desde alugueis de kayak, mergulho, windsurfe, Kitesurf, tudo o que uma praia com muitos turistas tem.

 

 

Epecuén, as ruínas de sal

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Eu sempre tive o fascínio por cidades abandonadas, em 2014 tive a oportunidade de conhecer as ruínas da cidade de Pompéia na Itália, e quando ficamos sabendo da história da Vila de Epecuén, mudamos na hora o nosso roteiro de viagem para poder conhecer as peculiares ruínas desse vilarejo engolido pelas águas de seu lago.

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Epecuen é o lago que deu nome a cidade, que hoje são apenas ruínas. A cidade chegou a ter pouco mais de 1500 moradores fixos, e nas décadas de 60 e 70 recebia cerca de 25 mil pessoas nos períodos de veraneio. Era um balneário luxuoso, e muito frequentado em função do seu lago 10 vezes mais salgado que o mar, e se acreditava nas ações medicinais que a água e o barro do lago. Poreme em 1985 as águas do lago começaram a subir, invadindo a orla, e desde então se nível continuou subindo, e teve seu pico em mais de 10 metros acima do nível normal em 1993. A cidade ficou completamente embaixo d’água, por 10 anos. e em 1995 as águas começaram a baixar, expondo aos poucos as ruínas da cidade em meio ao sal.

Hoje o leito do lago está somente 3 metros acima da sua altura original. Tratasse de um movimento natural, o lago Epecuén é o mais baixo de uma série de lagos da região e em função das chuvas seu nível subiu mais que os demais. Se acredita o lago voltará a subir um dia e voltará a inundará a cidade que hoje é um grande museu a céu aberto novamente.

Para conhecer Epecuen, melhor maneira é se hospedar na pequena cidade de Carhué. a cidade é bem pequena e não tem grandes atrativos,  mas tem um centro com postos de gasolina, restaurantes, lojinhas, hotéis e mercados, porém vale lembrar que a cidade faz cesta, e das 13:00 as 17:00 você vai encontrar a cidade toda fechada, nós não havíamos almoçado e tivemos que esperar até as 17h o supermercado abrir para comprar alguma coisa para comer. Carhué está situada a mais ou menos 5 Km de Vila Epecuén, e é banhado pelo mesmo lago. Nós nos hospedamos no camping municipal e nos custou 40 pesos por pessoa + 40 pesos a barraca + 40 pesos o carro, um total de 160 pesos por dia, o que na cotação que conseguimos deu em torno de R$45. O camping era bem simples, mas para quem quer mais estrutura tem outro camping que tem inclusive piscinas termais, mas era um pouco mais caro.

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No caminho de Carhué ao ex-balneário de Epecuén já se encontram muitos reflexos de quando as águas salgadas do lago subiram, como por exemplo Matadero Municipal, que continuou funcionando mesmo quando as águas começaram a subir, o mesmo ficou ilhado e os trabalhadores chegavam ao mesmo de barco, até o ponto que a água invadiu e as operações foram abandonadas. Ainda no caminho se observa muitas árvores completamente secas e brancas, ação de terem ficado abaixo de água salgada por muito tempo.

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Para fazer a visita, custa 50 pesos por pessoa e o horário é das 9:00 as 20:00, e o ingresso é válido para 2 dias. Dentro da vila você tem total liberdade para circular, sem guia ou cordões de isolamento, a única coisa é que se aconselha que não se adentre as construções pois há risco de desmoronamento, e quando se olha o estado das casas não é difícil de acreditar. Fora isso caminhamos sobre os escombros, entramos nos terrenos das casas e estabelecimentos comerciais, assim como da região das piscinas à beira do lago, que eram a grande atração dos tempos de ouro da cidade. Na parte mais afastada do lago as construções se mantem de pé, apesar do desgaste aparente, mas conforme se aproxima do lago menos se vê de uma cidade e mais de ruínas. Entre as pilhas de escombros pode em muitos momentos se identificar coisas como uma lareira, uma escada, janelas ou alguns móveis. Na frente de onde ficavam as principais construções da velha cidade se tem placas explicando o que havia ali e quem eram os donos, muitas vezes com fotos do local. Uma mapa distribuído na entrada também te guia nas ruas da antiga cidade, aponta alguns lugares para ver e conta a história do local.

Fora das ruínas, na antiga estação férrea, há um vídeo explicativo com a história do local e fotos antigas, o ingresso também da direito a essa parte, mas fica a uns 2 Km, e diferente das ruínas que está aberta sem interrupções, essa parte da visita também aderiu a cesta, e funciona das 9h às 12h, e das 17h às 20h.

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Outra dica é dar uma passada na Praia Ecológica saindo das ruínas de Epecuen e voltando para Cahrué. Existe no caminho uma praia bem pequena onde é permitido tomar banho no lago, aproveitar a água extremamente salgada (não sei como alguém aproveita isso) e o poder medicinal do barro que atraia tantas pessoas a Epecuén nas décadas passadas. Nos vimos algumas pessoas dentro d’água, mas nós não nos aventuramos tanto, só de colocar a mão já se sentia o sal. Vale passar para dar uma relaxada, sentar um pouco e admirar a vista. No lago vimos também muitos flamingos durante todo o percurso.

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Buenos Aires: Passeo de la Historieta

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Se pensarmos em cartoon e Buenos Aires, não tem como não lembrarmos da Mafalda. Talvez o cartoon mais famoso da argentina, Mafalda é uma mocinha muito esperta e preocupada com o futuro do mundo. O cartoon tem críticas políticas, ambientais, vindo das palavras de uma garotinha muito simpática. Quem já foi a Buenos Aires, ou já leu sobre seus pontos turístico, sabe que a estátua da Mafalda está na lista do lugares para se visitar. Mas a cidade tem outros personagens que estamparam os quadrinhos dos jornais ao longo da história e para não deixar a Mafalda sozinha, se criou o Passeo de la Historieta, que nos fomos conhecer e que começa claro,  com a Mafalda. Saímos de são Telmo, onde a Mafalda está sentadinha em um banco de praça e seguimos por cerca de 10 quadras até El Museo del Humor, em porto madeiro, onde o passeio termina. Ao longo do seu trajeto, pelas quadras se encontram as estátuas dos15 personagens mais conhecidos da Argentina.

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Confira abaixo o nosso passeio e um pouco mais sobre as histórias em quadrinhos da Argentina.

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Mafalda, Manolito e Susanita. Mafalda é conhecida por representar os argentinos em todo o globo terrestre. Ela também é muito reflexiva, idealista, comprometida .Susanita é a melhor amiga de Mafalda, mas adora contrariá-la. Sem muitas aspirações, deseja casar-se com um homem elegante, ter muitos filhos e ser dona de casa. Manolito é um garotinho muito esperto e que ajuda o seu pai no armazém. Esses três personagens foram criados por Quino, em 1964.

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Isidoro Cañones é o mauricinho, o playboy, o cara que realmente gosta da boa vida. Ele é carismático, divertido, muito querido. É rico e muito irresponsável. Este personagem é criação de Dante Quinterno, em 1935. Mas somente em 1968 foi que Isidoro ganhou sua revista.

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Larguirucho é um bonachão de bom coração. É ingênuo, porém metido a malandro. Deixa-se influenciar pelos outros, o que faz com que, algumas vezes, prefira andar fora da linha. Tem um comportamento típico argentino. As crianças o adoram. Súper Hijitus é a versão super-herói de Hijitus que aparece para acabar com a injustiça. O seu grande poder é o seu chapéu. Esses dois personagens foram criados por García Ferré, em 1955.

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Matías. É um personagem, relativamente, novo, já que foi criado em 1993.  é uma criança travessa, simpática e inocente. Vive da escola para casa e gosta de estar no bairro onde mora. Tenta desvendar o mundo dos adultos através do olhar infantil. Nas tirinhas não aparecem adultos, somente aparecem as respostas de suas perguntas. O medo, o desejo e a imaginação do pequeno são o eixo principal da história, sempre tratada com muito humor.

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Don Fulgencio pode ser conhecido como o homem que não teve infância. É como se tivesse nascido com a idade e o tamanho que tem. Inocente e bonachão, Fulgencio não quer saber de crescer. Ele é a representação da criança que todos carregamos dentro do peito. Poderia ser considerado como a criatividade infantil que vive em cada um de nós. Foi criado por Lino Palacio, em 1938.

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Clemente é o representante da torcida argentina. E tem muito em comum com o brasileiro: gosta de futebol e mulher. É um personagem engraçado e tem um humor ácido. Tem um sonho de “pibe” (criança): se tornar jogador do Boca Juniors e ser convocado pela seleção Argentina.

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Chicas Divito. mulheres lindas, com suas curvas sexys e exuberante sensualidade. Representam a mulher argentina da década de 1950. Criadas por Guillermo Divito, em 1944, elas fizeram muitos portenhos sonharem com elas e causou muita inveja nas mulheres.

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Patorozú. É um cacique puro, simples, generoso, valente e justiceiro. A nobreza e a integridade também formam parte do seu ser, ele é amante da natureza e protetor do meio ambiente.

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Forma infantil de Patorozú e Isidoro Cañones, ou, como são conhecidos, Patoruzito e Isidorito.

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Gaturro. Um verdadeiro anti-herói, o gato é um observador, sonhador, romântico e curioso, muito curioso. Mostra o animalzinho mais criado pela família de classe média argentina, um gato. Criado em 1993, por Nik, o conceito continua bastante atual, em se tratando de animais em Buenos Aires. Apesar de ser a muito criativo, sua personalidade varia de acordo com a pessoa que está. É uma espécie de espelho, reflete o que vê.

 

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Don Nicola. Ele é um simpático homem que é dono de um edifício que procura sempre satisfazer as necessidades, muitas vezes fora do comum, de todo o pessoal que mora em seu prédio. No bairro lá boca. Criado em 1937, por Héctor Torino.

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O Loco Chávez, criado em 1975 por C. Trillo e H. Altuna, é jornalista e, apesar de saudosista, está por dentro de tudo o que acontece ao seu redor e no mundo, não perde nada. Adora tomar seu cafezinho e não perde a oportunidade de conhecer um “rabo-de-saia”.

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Negrazón e Chaveta. Eles vieram de Córdoba, interior da Argentina, em sua moto “puma”. Sua forma de falar é característica do seu local, mesmo assim, conseguiram invadir o coração portenho e ganhar esse espacinho, apesar dos diálogos delirantes e reflexões doidonas. Foram criados em 1971, por Cognigni.

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Diógenes e Linyera. O morador de rua (Linyera) vive, juntamente com seu cãozinho Diógenes, nas praças da cidade. Criados para a contracapa do jornal argentino Clarín, eles apareceram pela primeira vez em 1977 e, desde então, nunca mais saíram dali.

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Rosário, a cidade do Che.

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Rosário é a terceira maior cidade da Argentina, com 2,5 milhões de habitantes. Por ser período de férias,  a cidade estava bem pacata, mas já nos informaram que a mesma é bastante movimentada. Fomos muito bem recebidos pela Ceci, Frederico e seu gato. Eles nos ajudaram com as malas antes de guardar o carro em um estacionamento. Como estávamos hospedados no centro da cidade, achamos melhor guardar o carro e fazer os passeios a pé.

Ainda a noite fomos dar uma volta por Rosário. e passamos pelo monumento da bandeira que fica todo iluminado a noite, bem imponente. Jantamos empanadas gigantes, chamada tortijas, que são como tortas salgadas com massa folhada e provamos também uma bebida muito consumida aqui, o Fernet, que se faz com Coca Cola bem gelada e uma bebida italiana a base de ervas chamada Fernet, algo muito tradicional na Argentina. Depois de muita conversa fomos dormir.

No dia seguinte, saímos para conhecer a cidade a pé. Seguimos pela avenida Córdoba, que em certa altura se transforma em calçadão, com muitas lojas, cafés, uma rua muito bonita.Seguimos até um parque na orla do rio Paraná, onde se encontra o monumento da bandeira. Rosário é bastante conhecida pelos seus parques e praças, onde os moradores tem o costume de passar os finais de semana e o fim do dia. Depois seguimos caminhada pela San Martim, que também se transforma em calçadão, com bastante lojas e comércio. Paramos para comer e trabalhar com o wifi do restaurante. Já no meio da tarde seguimos pela San Martin até o parque Independência, que estava cheio. O parque é muito grande, e podemos aproveitar sentados na grama.

Para retornar para casa fomos pela Boulevart Oroño, uma rua muito bonita, com um Boulevart na sua extensão, digno de filme. A cidade não é pequena, mas a parte central, mais cultural e turística, pode-se visitar toda a pé. A dica que podemos dar é reservar dois dias para fazer a cidade a pé, pra caminhar com calma, parar nos cafés ou nas sorveterias. Retornamos para casa no fim do dia cansados mas bem satisfeitos com os passeios.
Outra dica é fazer toda a Boulevart Oroño a pé, de um lado está a praça Independência e do outro a orla do rio Paraná. A rua é bastante movimentada ao entardecer, muitas pessoas vão levar seus pets para passear ou vão caminhar e fazer corridas.

Fomos também ao monumento ao Che, que fica um pouco fora de rota, já na saída da cidade.

A praça Independência é um parque bem grande, tem áreas verdes, parquinhos, pedalinho no lago onde a noite acontece um show de águas, também é onde está situado o estádio de futebol do Newell`s Old Boys, onde já jogaram Maradona e Messi, e um monumento do Giuseppe Garibaldi, o herói das três nações (Itália, Argentina e Rio Grande do Sul)

Já a praça da orla do rio Paraná, que também é muito grande, tem em sua extensão o museu Macro, de arte contemporânea e o monumento a bandeira, com um mirador da cidade, também serve de homenagem ao Marechal Belgrano criador da bandeira argentina e que está enterrado lá. Se encontra na praça também uma homenagem as Malvinas bem comovente.

Por ser janeiro, não tínhamos muitas opções de agenda cultural, nas férias a cidade fica bem vazia, mas a cidade é conhecida pelos seus roteiros culturais, com muitos espetáculos, exposições.

Museu Macro de Arte contemporânea.

Monumento em homenagem ao Che

Monumento em homenagem ao Che

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Praças de Rosário

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Ruas de Rosário

 

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Rua San Martin

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Monumento em homenagem a Bandeira

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Homenagem as Malvinas

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Fazia calor na cidade. Praça independência

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Boulevard Oroño

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Casa estilo alemã na Boulevard Oroño

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Fim do dia na Boulevard Oroño.

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Orla do Rio Paraná

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Pessoas e seus Cachorros felizes.

Santa Fé, a cidade do calor.

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Chegamos em Santa Fé no fim do dia, fomos muito bem recebidos pelo Santiago, e pelo Milo, seu cão da raça golden retriever de pelos tosados. Mais tarde conhecemos Anita, mulher de Santiago e seu filho que ainda não nasceu. Santa Fé é uma cidade maior do que esperávamos, uma cidade horizontal, com poucos prédios para seu tamanho, e com um lago muito bonito e bem cuidado. No dia que chegamos Santiago nos levou para conhecer o lago, que fica a algumas quadras da sua casa. É possível andar de caiaque, fazer stand up, porém, o lago estava muito acima do nível normal, com muitas plantas e correnteza. As regiões banhada pelo rio Uruguai foram muito afetadas pelas chuvas e inundações que tivemos no rio grande do Sul, na região do Uruguai e Argentina que são próximas ao rio, houveram cheias muito grandes, e Por mais que se tentasse algum controle do volume de água pela barragem de santo grande, não foi possível conter as enchentes.

Depois de um passeio até o lago, fomos convidados para o aniversário da cunhada de Anita, com empanadas, o aniversário foi em um clube e foi muito legal.
No dia seguinte fomos conhecer a cidade de bicicleta, estava muito calor, e nos queimamos um pouco no sol, conhecemos o centro, compramos alfajores exclusivos de Santa Fé, chamados Santafesinos, que são feitos com um tipo de massa folheada e muito doce de leite. tomamos muita água ao longo do dia, passamos por uma praça onde vimos o relógio de sol, a primeira igreja da cidade e depois de muito andar de bicicleta, fomos para a piscina da casa da mãe de Santiago dar um tchibum e nos refrescar porque fazia muito calor. Santa Fé tem um mês de calor intenso, e chegamos no meio deste período, foi o maior calor que já sentimos.

Santa Fé é uma cidade com a cultura da cesta. Se trabalha até o meio dia, saem para almoço e descanso e se retorna as 17:00 para o trabalho, que se estende Até as 21:00.
A tarde trabalhamos um pouco e depois a noite fomos conhecer a cervejaria Santa Fé, que faz a cerveja schneider, Santa Fé, heineken, entre outras. O passeio inicia as 18:00 horas, mas é bom chegar um pouco antes, tem que estar de sapato fechado e calças para poder fazer o passeio completo, dura cerca de 2 horas, e termina no bar da cervejaria onde, ganhamos um “liso” (copo de 200ml de chop), e também ganhamos cervejas para levar para casa. O passeio é bem legal principalmente para quem nunca viu uma cervejaria por dentro.

Depois da visita a cervejaria fomos ao mercado comprar algumas coisas para fazer um típico carreteiro gaúcho, para jantarmos com Santiago e Anita, porém charque não é algo muito fácil de se achar, então fizemos com carne normal mesmo. Jantamos na varanda da casa que tinha um vento muito agradável e gostoso e ficamos conversando até tarde sobre música, filmes, viagens.
No nosso último dia em Santa Fé, aproveitamos para dormir um pouco mais e depois atualizar algumas redes sociais. Saímos de Santa Fé a tarde rumo a rosário, que são duas horas de Santa Fé.

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Nossos anfitriões locais Anita, Santiago e Milo

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Flor de Ceibo, flor nacional da Argentina.

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Caixa d’água dando super boas vindas para os hospedes na casa dos nossos anfitriões!

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Temperatura: 37 graus Sensação térmica: INFERNO

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Distâncias a partir de Santa Fé

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Estrada da Cervejaria Santa Fé

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Produção da cerveja

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Museu da cervejaria

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Museu da cervejaria

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Museu da cervejaria

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Bar da Cervejaria Santa Fé

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Os 2 lisos que ganhamos de brinde da visitação

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Quantos sorrisos para uma foto

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Mas quanta alegria!

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Alfajor Santafesino, diferente e muito gostoso!

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