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Salar de Uyuni, o deserto de sal

By | Bolívia, Chile | 4 Comments

O Salar de Uyuni é um passeio lindo e que se pode fazer de várias formas, nós optamos em fazer o passeio saindo de San Pedro do Atacama no Chile. Contratamos o passeio de ida e volta com uma das muitas agências da cidade, que durou três noites e quatro dias, porém você pode contratar o passeio somente de ida, que dura duas noites e três dias e termina na cidade de Uyuni, na Bolívia. É possível contratar este mesmo passeio se você estiver na cidade de Uyuni, na Bolívia e também terminar em San Pedro do Atacama ou voltar a Uyuni.

O passeio nos custou 115.000 pesos chilenos negociados, pois eramos três, a mãe do Luis fez o passeio com a gente. O passeio inclui hospedagem e refeições, vale a pena passar em algumas das mais de 70 agências de viagens de San Pedro e conversar, negociar o preço, ver o que os passeios oferecem. O passeio que nós contratamos, assim como a maioria, não inclui as entradas nas atrações bolivianas. Nós levamos 630 bolivianos por pessoa, o que foi suficiente para as entradas e algumas comprinhas (coisa pouca gente, se você é do tipo de compra lembrancinha pra toda a família, leve mais dinheiro). Trocamos bolivianos direto com a agência que nos vendeu o passeio em San Pedro de Atacama, e a cotação foi bem justa.

É importante dizer que você precisa se desapegar muito de qualquer luxo e não pode ter nenhuma frescura se for fazer este passeio com as agências tradicionais, por isso aviso que não é um passeio para qualquer.

Arrumamos nossos mochilões para 4 dias. Roupas de frio, remédios, baterias reservas para as câmeras carregadas, protetor solar, alguns snaks, frutas e 6 litros de água potável por pessoa. As agências chilenas indicam aos turistas não tomar a água boliviana. Não chegamos nem perto de consumir os 6 litros personal, mas água nunca é demais.

A van da agência passou para nos buscar as 7h da manhã, e as 8h já estávamos na aduana chilena fazendo todos os trâmites para a saída do país. Não adianta muito você chegar antes, a aduana abre as 8h mesmo. De lá seguimos para a aduana boliviana. Um lugar sem estrutura, assim é a aduana boliviana. Sem banheiros e não possui nenhum sistema computadorizado para o registro das pessoas, apenas uma casinha pequena, no meio do nada, com duas pessoas com cara de poucos amigos, uma situação bem precária. Mas entramos na Bolívia, e ao lado da aduana, no meio da areia, estavam os nossos carros nos esperando. Eram cerca de 20 carros esperando pelos seus passageiros. Caminhonetes 4×4 com espaço natural para 6 pessoas mais o motorista, No porta-malas iam as comidas dos nossos dias no passeio e as águas de todos os passageiros. Nós eramos em 5 mais o chofer, fizemos um tour com um casal de Israelenses.

Bom, o passeio de Uyuni é uma caixinha de surpresas e você pode ter muita sorte ou muito azar. Vai depender do seu chofer, dos seus colegas de tour, das hospedagens e um pouquinho do clima. Não podemos dizer que tivemos sorte, mas também não tivemos azar, nosso motorista teve seus altos e baixos, e o casal que dividíamos o tour não tinham grandes problemas, mas as vezes eram bem inconvenientes.

E a aventura começou.

Aduana Boliviana

Aduana Boliviana

 

DIA 1:

A primeira coisa é a entrada do parque onde o tour acontece, esse valor não estava incluído no valor do tour, e necessitou descermos do carro, cadastrar as nossas entradas e pagar os 150 bolivianos que vale o ingresso

Laguna Verde

 

Que não estava tão verde assim, vimos as lagunas do deserto muito secas, e como o guia nos comentou, muitas já nem existem mais, e a laguna verde não estava nem perto do seu esplendor, por falta de chuvas e falta de sol, o tempo estava um pouco nublado no dia, e por isso ela não se apresentava verde e linda.

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Laguna Branca

Esta sim, estava muito bonita, a composição da paisagem é bem legal e a laguna estava congelada em alguns pontos, mas o chofer também nos falou que ela não estava no seu melhor momento, e bem abaixo do seu nível normal.

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Águas Termais

Estava frio, mas mesmo assim tomamos coragem de tirar a roupa e entrar nas águas termais, que estavam bem quentinhas, foi uma delícia. Custaram 6 bolivianos. Você vai encontrar uma estrutura mínima neste lugar. O banheiro é seco como eles falam, sem água e com cinzas levemente perfumadas para tapar as suas necessidades, e o espaço para trocar de roupas é minúsculo, mesmo dividido em feminino e masculino, todo mundo fica meio junto, não dá para ter frescura nem vergonha, mesmo assim valeu muto a sensação de estar em águas termais no meio de uma paisagem linda do deserto.

 

 

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Deserto do Dalí

Este lugar é bem abstrato, são pedras vulcânicas em formatos peculiares que lembram de fato o Deserto que Dalí retratou em alguns quadros. Observamos o deserto de longe, não chegamos perto e nem andamos por ele. O motorista tentou nos mostrar supostas formas de animais mas pedras, mas não conseguimos ter a mente tão aberta assim.

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Laguna Colorada

Talvez este tenha sido o ponto alto do dia, vimos o pôr do sol na laguna que é rosada e cheia de flamingos. Neste momento a altitude já estava incomodando, mas, mesmo assim, caminhamos pelo entorno da laguna, tiramos fotos e aproveitamos o visual enquanto o sol se ia.

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Hospedagem primeiro dia

Depois das paisagens lindas que vimos, fomos para a nossa hospedagem, que era muito simples e com os padrões de higiene e limpeza muito diferentes dos que somos acostumados (o lugas era sujinho mesmo, e tinha até um camundongo no quarto). A Letícia começou a sentir mais os efeitos da altitude e teve dificuldades em dormir. A comida, tanto de almoço como janta estavam boas e abundantes, junto com o café da manha, estas foram as três refeições do dia fornecidas pelo tour, então se você é acostumado a comer de 3 em 3 horas, leve comida. Nosso chofer pareceu sentir bastante os efeitos da altitude durante o dia ou estava doente, pois mascava bastante folhas de coca e sempre que parávamos molhava o rosto. Os chofers não são guias de turismo, não espere todas as explicações e a maior animação do mundo deles, mas eles sempre contam um pouco do lugar, apesar de alguns informações não virem 100% corretas.

Por do Sol

Por do Sol da primeira noite

 

DIA 2:

No segundo dia levantamos cedo e então nos damos conta que tínhamos esquecido o tripé na Laguna Colorada. Nos conformamos com a perda, mas pedimos para nosso chofer se poderíamos voltar lá para procurar, visto que a hospedagem que ficamos era perto da laguna, e ele topou numa boa. Fomos de manha cedinho de volta para a Laguna Colorada, encontramos o tripé no mesmo lugar que deixamos, mais flamingos, água mais vermelha, menos turistas e um visual mais lindo ainda. Tripé recuperado, seguimos viajem. As paisagens são bem diferentes e improváveis.

 

Geisers vulcão Ollague

O motorista falou que é a boca do vulcão, mas na verdade não sabemos bem o que é, pois parecem geisers. A terra borbulha e na cratera sai muita fumaça e um cheiro forte de enxofre. Só posso dizer que foi mágico ver a força que a natureza tem, e nos sentimos muito felizes em poder apreciar lugares assim.

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Arvore de pedra

É uma formação vulcânica que parece ser uma árvore, ela fica junto a outras formações distintas também de origem vulcânica, o lugar é bem legal, e quem for mais aventureiro pode se arriscar a subir algumas delas, que são bem altas, e do topo ter uma vista impressionante de toda a área.

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Vista do topo de uma das formações rochosas

 

Passamos por lhamas, vicunhas, alpacas, povoados minúsculos, paisagens lindas e no fim do dia chegamos a nossa segunda hospedagem, um hotel de sal. Sim, as paredes eram blocos de sal compacto, o chão era sal e nossas camas eram feitas de sal. Foi simplesmente incrível. Esta hospedagem era bem melhor que a primeira, mais limpa e organizada, porém era preciso pagar para tomar banho, O banho quente custou 10 bolivianos e o tempo era de 5 min. Neste dia, nosso Chofer parecia melhor, mais animado e conversava mais conosco.

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DIA 3:

No terceiro dia os planos eram de tomar café da manha as 4h30 para sairmos as 5h para ver o nascer do sol do deserto de sal, porém o nosso chofer não acordou. Não sabemos o que aconteceu, mas ele estava dormindo dentro do carro e haviam latas de cerveja por lá. Quando ele finalmente estava pronto não encontrava seu celular, fomos até uma casa no povoado, voltamos a hospedagem e nada do celular, já estava amanhecendo quando saímos da hospedagem para o deserto de sal e perdemos o nascer do sol, que dizem ser lindo.

O que não perdemos no terceiro dia.

 

Ilha dos pescadores

Uma ilha de terra em meio ao mar de sal, cheia de cactos gigantes. Custam 60 bolivianos a entrada e vale a pena, além da vista para a imensidão branca do deserto de sal, vimos cactos de 10 metros de altura.

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Deserto de Sal

É muito sal, uma imensidão de sal, é demais. Só as fotos podem dar uma leve ideia do que é o lugar. Fotos sem perspectiva de profundidade que causam confusão no que olhamos e uma planície de sal de perder de vista. Esse é o ponto que todos esperam desse tour.

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Hotel de Sal museu

Este lugar é o primeiro hotel de sal da região, que hoje além de ser caríssimo, é um tipo de museu. Mais interessante que o museu, que deixou um pouco a desejar, é uma plataforma de sal cheia de bandeiras, ficamos um tempão ali vendo que bandeiras haviam, claro que achamos uma do Brasil, mas ficamos surpresos de ver uma do Rio Grande do Sul. A frente do Hotel está um toten gigante do Rally Dakar, construído na época que a competição foi realizada da região.

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O povoado das lembrancinhas

Saindo do deserto de sal, mas antes de chegar a cidade de Uyuni passamos por um pequeno povoado focado completamente em vendas de lembrancinhas se sal. Lá encontramos copos de shots de sal, cinzeiros de sal, chaveiros de sal, enfeites de sal, bonecos de sal, e mais o que puder imaginar.

Os carros de transporte e as tendas de artesanias dos povoados, não aceitam cartão viu?!

Os carros de transporte e as tendas de artesanias, não aceitam cartão viu?!

Muitas tendinhas de lembrancinhas e artesanias nos povoados que se passa.

Muitas tendinhas de lembrancinhas e artesanias de sal

Cemitérios de Trens

O local, já chegando na cidade e Uyuni, é onde ficam os trens antigos usados para transporte de pessoas e cargas das minas da região. Não espere ver os trens mais antigos do mundo, os trens de la são da década de 70, mas o lugar rende fotos legais e um visual bem bacana.

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Logo chegamos a Uyuni onde termina o passeio e trocamos de motorista para somente voltar. O terceiro dia foi bastante tenso, nosso Chofer estava tão cansado que dormia no volante, tínhamos que ficar conversando com ele o tempo todo. Também ficamos frustrados pois não passamos pelos Montones de sal, que são formações piramidais no sal que ficam em uma região específica do salar por onde os tour passam, isso porque como o nosso motorista não acordou pela manhã ele teve que compensar para não chegar muito depois dos outros carros, pagamos pelo erro dele, mas como o motora estava quase dormindo na direção, nós queríamos mais era chegar mesmo.

A volta seria somente volta, em teoria se troca de motorista para a volta a San Pedro de Atacama, assim um novo motorista pega um novo tour na volta a Uyuni, mas não foi tão simples. Mesmo quase dormindo enquanto dirigia, o motorista que nos trouxe queria nos levar de volta, e nós sabíamos que isso era porque ele queria tentar resgatar o celular perdido. Depois de nos negarmos a voltar com ele na frente de quem estava na agência, pois não eramos loucos e queríamos chegar vivos, nos trocaram de motorista e assim pudemos voltar. Saímos de Uyuni para uma cidade pequena, onde ficamos hospedados em uma acomodação bem simples.

 

DIA 4:

A volta. No dia seguinte saímos as 4:30 da manhã para San Pedro do Atacama. Mas a natureza é linda e generosa e nos compensou com neve. Siiiim, é verdade, nos vimos neve no deserto do Atacama, foi mágico. Chegamos na aduana boliviana e tivemos que esperar horas para as vans conseguirem chegar de San Pedro, pois a estrada estava fechada por causa da neve, foi lindo.

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Como resumo, podemos dizer que é um passeio único, que é muito importante se informar bem sobre os passeios e que muito vai depender do motorista e das companhias de viagens que você tiver. Existem alguns passeios mais exclusivos, que sabemos muito pouco, também vimos dois carros fazendo o passeio por conta, sem tour. Não existem estradas no deserto e a localização dos lugares se dá pela experiência do motorista ou bons GPS e pessoas que sabem usa-lo.

A situação mais desagradável que passamos, e que infelizmente temos que reportar aqui, é que no momento de carimbar o passaporte para sair da Bolívia o oficial da aduana estava cobrando 20 bolivianos por pessoa, um absurdo, afinal em nenhuma aduana do mundo se cobra para sair, mas quando questionamos quanto a isso a única resposta firme e seca que recebemos foi “aqui se cobra”. Como estávamos com a a mãe do Luis e por sorte tínhamos os 60 bolivianos para pagar para nós 3, não complicamos, mas houve quem não teve tanta sorte, afinal ao sair de um país se guarda moeda local. Ficamos extremamente incomodados com a situação, não pelo valor, pois o que pagamos seria equivalente a apenas R$10 por pessoa, mas pela atitude de corrupção, que foi a primeira que enfrentemos na viagem.

Mas no final de contas, vimos as paisagens mais improváveis, e definitivamente valeu a pena cada situação.

 

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As cores e paisagens mais improváveis

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Laguna altiplanica

 

Copacabana e Isla del Sol

By | Bolívia | 6 Comments

Visitamos poucos lugares na Bolívia, pois os relatos das estradas do país não são bons, e nós não estamos viajando com caminhonete com altura suficiente para encarar estradas mais difíceis, porém estávamos a margem do lago Titicaca no lado peruano, e não poderíamos perder a oportunidade de conhecer as margens e ilhas do lado boliviano.

Copacabana é um centro de peregrinação muito importante para o país, e leva este nome em função da Basílica de Nossa Senhora de Copacabana, a santa mais adorada do país. A cidade está situada entre dois cerros,  Calvário e Kesanani, tem cerca de 6 mil habitantes, e fica às margens do lago Titicaca, o lago mais alto navegável do mundo, são 3.812 metros sobre o nível do mar. Este lago é muito importante para a Bolívia, visto que o país, assim como o Paraguai são os únicos da América do Sul que não tem saída para o mar.

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Praia e porto de Copacabana

Saímos de Puno, no Peru, e pouco mais de 2 horas de carro já estávamos na aduana Peruana. Haviam nos indicado para deixar para trocar o dinheiro perto da aduana que seria uma cotação melhor, logo que chegamos, vimos alguns câmbios. Vale ressaltar que nestes lugares, o câmbio não é necessariamente uma casa de câmbio, na maioria das vezes é um mercadinho, uma fruteira, um quiosque com indicação de cambio na porta, a maioria aceitam câmbio de real. A saída do Peru foi muito tranquila.

Chegando na aduana Boliviana fomos no primeiro lugar que encontramos, para fazer o registro do carro. Fizemos o registro e depois precisamos sair a procurar pela polícia federal para carimbar os passaportes e o registro do carro, não existe muita indicação e as coisas não são no mesmo lugar. Apesar de precisar procurar os lugares para nos registrar, a entrada no país foi muito tranquila. Não se assuste se você for de carro e ver que os registros são todos feitos a mão, em livros memorando, nas paredes haviam vários arquivos anuais das entradas e saídas do país que visivelmente eram feitos a mão. Outra coisa importante, a aduana boliviana tem horário e fecha ao meio dia. Das 8:00 as 13:00 e das 14:00 as 19:00.

Chegamos na cidade e fomos buscar uma hospedagem com estacionamento para o primeiro dia, nossos planos eram dormir a primeira noite em Copacabana, e a segunda na ilha do Sol. Na própria aduana nos indicaram não deixar o carro estacionado na rua. Conseguimos uma hospedagem, bem simples, mas com wifi, e que tinha convênio com um estacionamento, o quarto privado com banheiro compartilhado saiu 50 bolivianos, e o estacionamento 10 bolivianos por dia. Resolvido a hospedagem fomos conhecer a cidade, que se faz toda a pé.

A pequena cidade tem suas atrações, a mais imponente é a Basílica de Nossa Senhora de Copacabana. A construção destoa da simples arquitetura da cidade, com prédios e casas quadrados e muitos com os tijolos a vista e muitos puxadinhos, arquitetonicamente a cidade não é bonita, e visualmente parece um caos, enquanto a Basílica é uma construção muito grande, elaborada, com arcos e colunas estilo gregorianas, com uma entrada grande, espaçosa, toda branca com detalhes em tons azul e amarelo no topo da construção. A primeira visita que fizemos foi a noite, a basílica é toda iluminada por fora, e entrando na igreja, descobrimos que ela é tão impressionante quanto por fora, o altar e algumas das paredes laterais são trabalhadas em ouro, com as imagens dos santos vestidos com roupas brilhantes e coloridos, é uma pena que a igreja não pode ser fotografada por dentro. No dia seguinte visitamos ela durante o dia, e assim foi possível apreciar melhor alguns detalhes externos.

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Basílica de Nossa Senhora de Copacabana

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O imponente tamanho da Basílica

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Rua principal de Copacabana

Também é possível subir o Cerro Calvário, de onde se pode ver a cidade e o lago do alto, o cerro se sobe a pé, e vale lembrar que estamos a quase 4 mil metros de altitude, então programe um tempo um pouco maior para essa subida. A praia é o local mais frequentado, pois é possível fazer atividade no lago, desde pedalinhos á aluguel de kayak. Dizem que Copacabana é a praia da Bolívia e que em alta temporada existem muitos bolivianos veraneando por lá. Na orla também tem muitos bares e restaurantes que ao meio dia vendem Menus (opções de pratos do dia, que saem mais econômicos) e a noite happy hour com pisco, mojito e várias opções de bons drinks, existem opções para todos os bolsos. Uma atração à parte são as pessoas. A cidade ribeirinha ainda tem muito forte a cultura dos povo originários e mantem o habito das vestimentas tradicionais no dia a dia.

O colorido está em quase toda a parte. Vale comentar que a cidade dispões de opções para todos os bolsos, tanto de hospedagens como de alimentação, existem hotéis luxuosos, com piscina, assim como hospedagens bem simples. Também encontramos muitas lojinhas de artesanato ao redor da praça principal e na ruas principal que vai até a praia, junto com mercadinhos e muitos lugares para câmbio. Outra coisa super importante, a água encanada da Bolívia não é potável, por isso compre água mineral, se encontram galões de água e garrafas para vender em todos os mercadinhos, em toda esquina. Também são frequentes os ônibus para La Paz e outras cidades da Bolívia, assim como Puno no Peru. Porém, falando de transporte, o mais importante são as embarcações para a Ilha do Sol, que fica no meio do lago Titicaca.

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Baia no lado norte da Ilha do Sol

Claro que fomos para a Ilha do sol, e é possível fazer este passeio incrível de várias maneiras. Não tem um agência em Copacabana que vende o passeio completo (transporte ida + guia + hospedagem + transporte volta), mas é muito fácil de ir e se pode adaptar o passeio conforme os dias que se tem para desfrutar. Vamos mostrar aqui como foi a nossa experiência e nossa forma de conhecer esse lugar mágico e depois mais abaixo as opções de horários de barcos e demais informações para quem quiser montar um roteiro diferente.

A Ilha do Sol é uma ilha povoada por descendentes indígenas de origem Quéchua e Aymara, que se dedicam a agricultura, o turismo, ao artesanato e a criação de animais. A maioria fala os idiomas Quechua e Aymara, mas em função do turismo falam espanhol e um pouquinho de inglês. A ilha povoada desde a época dos Incas, era um santuário onde havia um templo com virgens dedicadas ao Deus Sol e Inti, daí o nome da ilha. Na ilha está também a Roca Sagrada, onde se acredita ser o local de onde saíram Manco Cápac e Mama Oclloa, os fundadores da cidade de Cusco no Perú.

Além deste peso e um importância fundamental em toda a cultura Inca, existem vários sítio arqueológicos na ilha, la Chinkana, o labirinto, o Palácio de Pikokaina e as escadarias de Yumani, que até hoje conduz agua da parte alta da ilha onde existe uma fonte de agua da época precolombina, além das terraças, herança dos incas, que são utilizadas até hoje para a agricultura.

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Saímos de Copacabana as 8:30 de barco rumo a parte norte da ilha. Chegamos lá as 11 horas manhã e já fomos abordados por um local que nos indicou a direção do museu e nos informou o valor de ingresso a parte norte da ilha, 10 bolivianos (antigamente as pessoas diziam que este era um pedágio, pois era feito de forma bem informal, hoje te dão um boleto de entrada e existe um certo controle) o moço também se ofereceu para ser guia. O valor do guia não é muito fixo e eles cobram na hora, possivelmente pela quantidade de pessoas, mas o normal é cobraram 10 bolivianos por pessoa. A parte norte pode ser visitada em uma hora se for feito de forma bem objetiva, muitas pessoas fazem o passeio e trekking em toda a ilha em um dia, se essa for a opção, então vale a pena pegar o guia, pois ele vai puxar o ritmo e fazer todo o trajeto certinho da parte norte, sem se perder, em uma hora, assim dá tempo de fazer o trekking da parte central da ilha e chegar ao sul em tempo do último barco, que sai para Copacabana as 16h30.

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Ida de barco a Isla del Sol

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Porto norte da Ilha

Nós decidimos dormir uma noite na ilha, então tínhamos tempo. A ideia original era dormir no sul da ilha, onde nos falaram ter mais opções de hospedagem, com wifi, e restaurantes, mas a parte norte é de fato muito encantadora, nós passamos muitas horas por lá, e decidimos ficar hospedados por ali. Nos arrependemos um pouco de não ter levado a barraca, pois muita gente acampa na praia branca, mas  conseguimos uma hospedagem muito em conta, em um lugar muito simples, e claro, sem internet. Um quarto privado com banheiro compartilhado custou 40 bolivianos para nós 2. A maioria das hospedagens no norte da ilha são simples e sem internet.

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Campistas na Playa Blanca

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Playa Blanca no lado norte da Ilha del Sol

Na parte norte da ilha se vê de ruínas: A Roca Sagrada, a Pedra de Sacrifícios, la Chinkana, El Labirinto, e Palácio de Pikokaina. É impressionante. Além das ruínas visitamos duas praias, uma delas que fica pertinho do labirinto. A outra praia foi a Playa Blanca, onde vimos muitas barracas e ficamos loucos para acampar. Nós abandonamos a ideia de fazer a ilha a pé até o sul, e por isso não passamos pela parte central, onde não possui ruínas, mas todos dizem ter uma vista deslumbrante e que todo o caminho é lindíssimos. Ficamos na Playa Blanca para admirar o por do sol, e durante a noite tivemos a sorte de um tempo limpo, e pudemos nos deslumbrar de um céu cheio de estrelas e sem poluição de luz.

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Roca Sagrada

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Pedra de Sacrifício

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El Labirinto

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Lê percorrendo o El Labirinto

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Pier da praia abaixo das ruínas

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Distinto por do sol na parte norte da ilha

No dia seguinte, cedinho fomos de barco até a parte sul. Na parte sul da ilha é possível ver e subir as escadarias de Yumani, que são com muitos degraus, e de fato até hoje, faz correr água da parte alta da ilha. Vimos muitas hospedagens e hotéis com boa estrutura, além de restaurantes com internet por lá. Em toda a ilha as ruínas infelizmente não são muito bem sinalizadas, é fácil de chegar, porém não existem placas ou totem dando o nome ou explicação sobre a ruína, então se você é como nós, que curte saber o que está vendo e visitando, procure se informar antes ou vá com um guia. Olha aí as nossas fotinhos com as legendas para saber o que é o que.

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Subida da escadarias de Yumani

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Na ilha, além de todo o turismo, com inúmeros hosteis e turistas circulando, se pode vivencias a vida simples da população local, que trabalha mesmo com o vai e vem de visitantes de todos os lugares do mundo. Animais também andam soltos por todos os lados, e a interação com eles é simples e encantador, só depende de você. Por isso damos a dica, durma pelo menos uma noite na Isla del Sol, é barato e não irá se arrepender.

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Muitos porcos pequenos andam livres pela ilha, e aceitam a interação humana

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Morador da ilha

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Patos comendo na mão

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Moradora levando sua colheita das terraças para o povoado

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Os buros são o principal meio de transporte de carga na ilha

Balsas: Horários e valores:

Saindo de Copacabana para note e sul da ilha do Sol:

8:30 e 13:30, custam 25 bolivianos por pessoa dura 2:30 horas a viajem

Da parte norte a parte sul da Ilha:

8:30, custa 20 bolivianos por pessoa, dura 45 min de viajem

Da parte sul da Ilha para Copacabana:

10:30, 16:30 custa 25 bolivianos por pessoa, dura 1:40 min de viajem

De Copacabana para qualquer lado da ilha de bote privado (qualquer horário): 200 bolivianos.

Vale a pena se você estiver viajando com uma galera, família amigos papagaio e cachorro etc.

Entradas ou antigos Pedágios da Ilha:

Parte norte: 10 bolivianos por pessoa

Parte central: 15 bolivianos por pessoa

Parte sul: 5 bolivianos por pessoa

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Vista dos picos nevados da Bolívia