Caverna de Jumandy, Puerto Misahualli e a entrada da amazônia equatoriana

By 17 de dezembro de 2016Equador

Saímos de Quito cedinho rumo a cidade de Tena onde muitos viajantes usam como base para conhecer essa região que é a entrada da amazônia equatoriana. No caminho paramos no nosso primeiro destino que fica a 30 min de Tena, o complexo turístico cavernas de Jumandy.

Este lugar é na verdade um parque. A entrada custa 2 dólares por pessoa e com este valor se pode aproveitar a piscina com água da caverna e a pequena estrutura do lugar que conta com banheiros e vestiários, uma pequena praça de alimentação e estacionamento. A caverna fica dentro deste parque e a trilha para explorar não está incluso no valor de entrada e custa 3 dólares por pessoa. O passeio leva 45 min e é acompanhado por guia. Como a trilha é em meio a um riacho que passa pela caverna, em alguns momentos a água chega a altura dos tornozelos, em outras a altura da cintura, então vá preparado para se molhar. É possível alugar botas de borracha no local por 1 dólar o par.

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Super exploradores.

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Trilha na caverna

A caverna possui uma entrada, uma saída e dois dentes sem saída além de uma cascata em seu interior, a trilha inicia na parte inferior da caverna e no percursos se percorre um dos dentes até o seu final, neste caminho podemos observar estalactites e formações muito diferentes nas paredes e no teto da caverna. Ao final do caminho, a guia nos orientou a apagar as luzes e sentir a energia da caverna e é bem interessante observar a ausência de interferência de luz e som exterior. Durante o período indígena, a caverna foi um lugar de retiro espiritual onde os Shamans faziam seus rituais para se conectar com os espíritos.

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Cascata dentro da caverna

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Alguns lugares eram um pouco apertados para passar.

Depois da parada, seguimos a trilha para a cascata, os que sabem nadar podem entrar e nadar na cascata que tem uma queda de água bem forte e depois seguimos para a saída da caverna. O passeio valeu muito a pena e nos adoramos.

Dali, seguimos para Tena, como a cidade não nos chamou muita atenção decidimos seguir para Puerto Misahualli e ver opções de hospedagem por la.

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Entrada de Musagualli a lá Guns and roses “Welcome to the jungle”

Chegando em Misahualli, nos dirigimos para a praia e de cara vimos macacos na ruas. Sim, foi incrível, e logo fomos abordados por um guia de turismo que nos explicou um pouco sobre a dinâmica do lugar, em resumo: Para ir a um povoado indígena, se paga o barco mais a entrada no povoado, para ver as danças típicas se paga, para ver como se utilizam os instrumentos de caça silenciosos, se paga, para ir no centro de animais se paga, enfim, tudo se paga bem e em dólar.

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Macacos pelas ruas

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Todo mundo usando a faixa de pedestres

Optamos por ir a um dos povoados indígenas e dormir la (os povoados têm restaurantes e hospedagens também) pagamos 5 dólares por pessoa pelo transporte de barco, mais 10 dólares por pessoa para hospedagem. A tribo que estivemos se chamava Kitchua Shiripuno e parecia bem bacana, mas sem pagar não tivemos a oportunidade de conhecer a sua cultura, e no fim do dia ao entardecer todos se foram, possivelmente para suas casas na cidade e nós ficamos sozinhos na tribo. No dia seguinte acordamos cedo, caminhamos pela tribo até as 10 da manhã, horário que o barco viria nos buscar para nos levar de volta a Misahualli. Chegando em Misahualli fomos atras dos macacos que ficam na praça e na praia.

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Barquinho que faz o transporte para as tribos

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Arara em recuperação

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Tribo Kitchua Shiripuno

A nossa experiencia foi um pouco frustrante, pois não só entendemos, como vimos que as tribos são montagens e teatros para tirar dinheiro de turista, nem sequer as pessoas vivem aí, acreditamos que se hospedar em Misahualli e aproveitar a praia seja mais interessante, as pessoas nos orientavam a guardar e fechar bem as bolsas na praia, pois os macacos tinham o costume de revirar as bolsas atrás de comida, e nos gostaríamos de ter visto esse contato tão íntimo com os humanos.

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Praia de Misahualli

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Pescador

Ao redor de Tena é possível visitar também:

Povoado indigena Ahuano (35min)

Povoado indigena Cotundo (25min)

Parque amazônico la Isla, que fica na cidade de Tena mesmo, é uma reserva biosférica de mais de 24hectares onde estão animais resgatados, um grande zoológico a céu aberto.

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