Península Valdés

By 2 de abril de 2016Argentina

Resumir a Peninsula Valdés em um post, vai ser uma tarefa difícil, porque a reserva é impressionante. Trata-se de uma reserva nacional argentina, que fica na Patagônia, com mais de 4 mil metros quadrados e que foi declarada patrimônio da humanidade em 1999, por se tratar de uma região que abriga uma grande variedade de espécies animais e conservar um ecossistema bastante peculiar, especialmente com espécies marinhas e aves de migração, é um santuário natural e que reúne grandes reservas de fauna.

O acesso a Reserva é pela Ruta 3, a 27km da cidade de Puerto Madryn. Chegamos a entrada da reserva no meio da manhã, com o nosso carro. O valor da entrada para estrangeiros é de 260 pesos por pessoa, e pode-se permanecer no parque por quantos dias achar necessário. Nós ficamos dois dias na Península, e achamos um bom período para conhecer tudo. A reserva é bastante grande, e o ideal é fazer o passeio de carro, porém é possível contratar tours que saem de Puerto Madryn, nas muitas agências de turismo da cidade.

Após a entrada ao parque, seguimos mais 22km até o centro de informações. Lá conversamos com uma Guia da reserva que nos deu uma breve explicação da península, recebemos um mapa com todas as rotas e distâncias e visitamos o museu que está junto ao centro de informações. Munidos de mapas e informações, seguimos para a parada mais próxima de onde estávamos, a Isla de lo Pájaros, situada no Golfo San José. Habitado por várias espécies de aves migratórias, não se pode chegar até a ilha, somente observa-la a partir da península. A olho nu não conseguimos ver com clareza os pássaros, porém, existem binóculos (a 1 peso) em que se pode observar as aves, e acreditem, são milhares.

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Isla de los Pajaros

Saindo da Isla de los Pájaros, andamos mais 32km até o povoado de Puerto Pirâmides, o único povoado da península, com cerca de 500 habitantes. A pequena cidade conta com o único posto de gasolina da reserva, com hosteis, pousadas, restaurantes e vários locais onde se oferecem mergulhos e passeios de barco. É de Puerto Pirâmides que saem as embarcações para observar as Baleias Franca Austral, porém nós não tivemos a oportunidade de vê-las, este evento migratório acontece entre maio e dezembro, e nós estávamos em fevereiro. Do povoado também saem embarcações para ver os pinguins, leões marinhos e elefantes marinhos, porém todos eles também podem ser observados por terra.

Puerto Piramides vive basicamente do turismo. Está em uma das enseadas da reserva, no Golfo Nuevo, com uma praia muito bonita, de águas transparentes. Tem este nome em função de uma formação piramidal da costa bem distinta, fica a 2km do povoado e de um mirador pode-se observar uma pequena colônia de lobo marinho. Passamos uma noite em um dos hosteis do local, muito acolhedor, mas com poucos luxos. Existe wi-fi na cidade, mas não são todos os estabelecimentos que tem, e é instável conforme o clima.

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Depois do chek-in feito, como era relativamente cedo, fomos conhecer o sul da ilha. Fizemos cerca de 70km de estada de chão até Punta Delgada, o ponto de visita mais ao sul da península, com paisagens lindas, guanacos em grupos, vimos muitos guanacos pelo caminho. No caminho existe uma salina pequena e uma salina grande. A salina grande não se pode chegar perto, não existem estradas próximas, porém a salina pequena é possível de visitar. Existe um acesso de 4km que não estava nas melhores condições, porém com cuidado é possível de chegar de carro. A salina é rosa e é linda. É possível fazer algumas caminhadas pela salina, de 10km dando a volta, de 7km de um lado ao outro e outras menores de mais ou menos 2km. Porém o dia que estivemos lá a salina estava inundada das chuvas, e com água não se pode adentrar, então caminhamos somente em uma pequena parte que estava seca. Mesmo com a visitação limitada foi incrível.

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Saindo da salina fomos até a costa sul, em Punta Delgada, onde tem um farol, um restaurante e um hotel. E depois de muita estrada de chão e paisagens lindas, voltamos para Puerto Pirâmides, para descansar e dormir, pois o dia seguinte sairíamos bem cedo. Venta muito nesta região é muito comum faltar energia elétrica em função do vento e como comentado, o sinal de internet é algo bem complicado.

No dia seguinte saímos bem cedo, pois a guia no centro de informações nos havia indicado chegar ao mirador dos pinguins as 8h30 da manhã, pois neste horário a mare esta alta e eles ficam muito próximo de onde se pode chegar para observar eles, foram 75km de estrada de chão percorridos em trono de 1h30. Quando chegamos mal dava para acreditar que eles estavam assim tão pertinho. Foi o primeiro contato nosso com pinguins em seu ambiente natural, e foi muito legal. Estava um pouco nublado quando chegamos, mas o tempo foi abrindo e deu para ver muito bem todo o ambiente. Ficamos um bom tempo ali com os pinguins. Não se pode alimenta-los, nem toca-los, isso é bem importante.

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Emocionados com os pinguins, seguimos mais um pouco até Punta Cantor, onde se podem observar elefantes marinhos. Não haviam muitos no período que fomos. Depois seguimos mais 47km até Punta Norte, de onde se podem observar lobos marinhos e com muita muita muita sorte orcas (já pensou ver um ataque de orca aos leões marinhos). Nós não tivemos a sorte com as orcas, mas haviam vários lobos marinhos, de todos os tamanhos, e milhares de filhotes.

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Assim visitamos a Península Valdés, da Punta Norte seguimos em torno de 150km até a saída da reserva, na Ruta 3, onde tomamos nosso caminho até Puerto Madryn. Península Valdés nos deixou sem palavras, é um lugar muito lindo, uma reserva incrível e é imperdível para quem vai viajar pela Patagônia Argentina.

 

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  • […] Saindo do Museu, voltamos pela orla, existem muitas opções de restaurantes e bares. Fomos pegar o carro para seguirmos para a reserva de Punta Lomo, uma indicação de passeio, que é uma das maiores reservas de leões marinhos da Patagônia. Punta Lomo fica a 17km de Pueto Madryn, com o inicio da estrada pavimentado e depois uma parte em estrada de chão. A entrada do Parque custam 100 pesos argentinos por pessoa e pode-se ficar até o horário do parque fechar. Apesar de ser um ponto turístico muito indicado, nos decidimos não entrar, pois sabíamos que iriamos ver muitos leões marinhos em outras reservas ao longo da Patagônia, e principalmente na Península Valdés que fica próximo de Puerto Madryn e seria o nosso próximo destino. Se quiser ler como foi a nossa visita a imperdível Península Valdés clik aqui. […]

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